Educação em tempos de trevas 20 Novembro, 2009
Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.Tags: Direitos e Deveres, educação, Educação Brasileira, Respeito, Sociedade
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Por: Luciana Pinto Aguiar (minha amada mãe)
A missão fixada na Constituição Federal para o nosso estado brasileiro, democrático, elege a dignidade da vida humana e o bem-estar social como objetivos maiores.
Somos nós aqueles que, por opção, assumimos a obrigação de sermos os solidificadores de um pensamento novo de sociedade, que respeite direitos e deveres, que explique a cada estudante o seu verdadeiro papel de, como membro da nação, formar, firmar e disseminar uma consciência política que considere o social, não apenas o individual.
Não é preciso pregamos a construção de um socialismo, mas lutarmos pela socialização das atitudes de cada cidadão brasileiro.
Nosso papel é mais relevante quando a sociedade brasileira está em colapso, quando todos estão procurando alcançar somente seus interesses, não se importando com o bem estar coletivo, agindo em um constante processo de degradação das relações interpessoais que, infelizmente, já mostra um desdobramento desagradável nas escolas, nas ruas, nos lares.
Não queremos a manutenção do cenário que se vê instalado. Definitivamente ansiamos por um progresso constante, e quando não o encontramos, sua ausência nos aflige, nos oprime, nos abate psicológica e moralmente.
A sensação de paralisia, de falta de força rebaixa nossa auto-estima e nos deixa suscetíveis a aceitarmos o que é ruim. O sentimento de impotência nos acomoda.
Mas devemos ter consciência que nada temos de impotentes! Somos dotados de tanta força que, juntos, podemos mudar tudo para melhor, sempre! Basta a cada um apenas um primeiro passo, que é firmar o compromisso com essa vontade pessoal de fazer progredir!
Não podemos esperar apenas que os governantes dêem um primeiro passo. O nosso compromisso com um futuro melhor nos dá a chance de caminhar já, independentemente de uma ordem oficial.
O nosso caminho como portadores da palavra-luz EDUCAÇÃO deverá começar com o desempenho do papel de docência responsável, desprezando a atitude acomodada e reprodutora de erros seqüenciais que vemos se eternizando.
Somente fiscalizando, humanizando e conscientizando as mentes dos nossos estudantes, conseguiremos o verdadeiro propósito da função que escolhemos para nós, pedagogos, que é educar com responsabilidade.
A revisão de realidades sociais deverá fazer parte de qualquer pensamento de mudança educacional. Não cabe mais apenas observar que a educação não chega aos bairros mais distantes e desfavorecidos. Não vale mais ficar somente a criticar. É preciso agir!
O que é viver escola? O que é ter vivência escolar? É direito de uns poucos, sonegado à imensa massa de pessoas com poucos recursos que, sem o direito à educação, ficarão condenados à eternização da situação inferiorizada, à margem do progresso pessoal?
Terá direito à escola apenas quem, por sorte, possua recursos financeiros e é apto a preencher uma vaga em alguma escola privada? Permanecerão sem ter boas coisas para lembrar os que se encontram estampando o outro lado da moeda circulante ainda hoje no país e que tristemente mostra as duas faces opostas da nossa sociedade? Os sem acesso à educação só terão como recordação a verdade do descaso de governantes e a acomodação dos educadores, só terão na lembrança a realidade que dói no estômago e na alma, que devasta sonhos e ceifa futuros?
Como todo veículo de transformação, a EDUCAÇÃO é direito fundamental de todos e não pode escolher quem serão os contemplados com a sua concretização.
Professores do Brasil, nós estamos sendo submetidos a uma prova de cidadania onde temos duas opções de resposta, mas só uma delas é certa: a união de todos nós no propósito de alavancar uma verdadeira mudança de mentalidades, para não continuarmos a repetir as mesmas premissas que estão levando à exclusão sistemática dos direitos de gerações a uma educação que ilumine suas vidas com uma perspectiva de progresso.
Professores que somos, vamos convictos descartar a resposta errada, que é a da estagnação da missão de educar, com a qual estaríamos optando ficar acorrentados a práticas hoje já reconhecidamente nefastas. Se nos acomodarmos ao modelo vigente, estaremos escolhendo fazer nossa nação viver na escuridão da ignorância; estaremos vestindo as capas negras da omissão, demonstrando uma negligência assassina do futuro daqueles que serão nossos filhos, netos, nossos descendentes, o povo brasileiro! Estaremos matando a única forma de fazer do Brasil um país melhor!
Vamos dizer não à estagnação, à omissão, à negligência, à treva! Vamos carregar bem alto a palavra-luz EDUCAÇÃO!
Quem compactua com o velho método de reprodução de conteúdos nas escolas não pode ter espaço participativo na concepção de um novo país.
Vamos nos esforçar para, com nossa participação ativa, afastar da realidade do nosso amado Brasil o ineficiente panorama político atual, em que o povo vive atrelado à ignorância, a receber esmolas como forma de compensação pela deficiência histórica das gestões públicas no que diz respeito à educação, à formação de cidadãos com visão de futuro.
Vamos varrer do Brasil qualquer possibilidade de aceitar a idéia de que para a elite dominante se manter no poder é conveniente podar no nascedouro uma possível mentalidade progressista, abortando o processo educativo que exige compromisso com o outro e que por isso, neste mundo de egoísmo, é tão custoso e delicado.
Sou grato, por em minha trajetória educacional ter podido conviver com verdadeiros modelos de professor e ter aprendido como um mestre comprometido com a formação do educando pode ser marcante na vida de um estudante.
Já sabemos que é essencial a inovação da postura do educador e Dedicação é a palavra-chave a ser vivenciada com carinho, dia a dia, aula a aula, aluno a aluno. É certo que se em nossos planejamentos pedagógicos, em nossas salas de aula, trouxermos sempre o novo, como incentivo ao pensar e ao participar, atingiremos o nosso propósito de formar cabeças aptas a mudar a rota da nossa nação.
Só assim as vivências pedagógicas serão realmente de construção e não mais estaremos vivenciando a reprodução, o aniquilamento.
Novos dias virão para o Brasil e para os brasileiros e nós, educadores, trazendo novos olhares, mentalidades e vivências, somos os que se apresentam iluminando essa nova aurora que se aproxima.
Quem vive a escola, vive o Brasil. E quem vive o Brasil verdadeiramente, na intensidade desse compromisso educacional, iluminador, que assumimos perante a nação da qual fazemos parte, sabe desde já que seremos vitoriosos na missão que abraçamos, pois com a nossa insubstituível ação, através da EDUCAÇÃO, todos os brasileiros viverão um amanhã onde estará conquistado, igualmente para todos, algo muito importante: o direito do ser e não mais o direito do ter.
Análise acerca do filme Rashômon – Kurozawa 20 Novembro, 2009
Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.Tags: Akira Kurozawa, Cinema Japonês, Investigação, Pesquisa Educacional, Rashômon
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Ao analisar a obra cinematográfica Rashômon (Jap.88min), pude além de ficar impressionado com a riqueza de qualidade de interpretações, constatar uma qualidade empírica de singular qualidade. O conhecimento científico e a pesquisa no julgamento de culpados sobre o crime são de notada presença no decorrer do filme.
A perda de fé na alma humana, que muitas das vezes constatamos quando no tocante ao acontecimento de um crime, é sempre de notada recorrência. A pesquisa educacional ou não, deverá sempre ser a tônica de um diagnóstico eficaz do que deve ou não ser aplicado nas mais diferentes situações e na do filme em si fora o julgamento.
“A vida é delicada e passageira” esta frase belíssima está em vários momentos do filme. Nas passagens, na temática e na essência. Mas, infelizmente, a falividade dos atos humanos estará sempre ao lado de qualquer pesquisa ou de qualquer metodologia de investigação. Pois, todos terão sempre uma versão, uma ótica ou um discurso sobre qualquer matéria que estiver em voga.
O conhecimento como qualquer arma de inclusão ou de manutenção de poder, terá sempre nas mãos de inescrupulosos uma mecânica de que a qualquer custo, fazer impor poderios e esmagar com punho forte os desprovidos e a contaminação de qualquer fato científico é infelizmente um dos desdobramentos corriqueiros.
Quando a cobiça toma conta do filme, na passagem que o homem que escolta a moça se propõe a deixar as suas atribuições para acompanhar um desconhecido em propósito de conseguir espelhos e espadas. Com a cobiça latente nas pessoas, a bestialidade será sempre companheira dos fracos e dos aproveitadores.
As convenções são outro caminho a parte. Quando uma mulher é por alguma circunstância violada sexualmente ou terá o curso de sua história mudado por algo atípico, ela será veementemente achincalhada. Acusamos e denegrimos sem antes fazermos uma investigação ou uma pesquisa de intenções em busca de culpabilidades ou de atenuantes.
As mulheres japonesas têm por sua história um comportamento e um espírito feroz em busca de sua sobrevivência. No filme isto é retratado com riqueza de detalhes, a mulher só sucumbe às investidas do criminoso, quando suas forças são esgotadas e não há por parte do “segurança” dela uma ajuda premente.
Outra circunstância do filme bastante clara é a variedade de percepções do que poderia ter acontecido na real situação do crime. O que houve quem foram os integrantes e quais foram seus desdobramentos. Por isso, é claro e evidente a premissa de que é humano mentir. Fato que infelizmente não poderia ocorrer e que em profusão acontece no cotidiano dos seres humanos.
No caleidoscópio destes aspectos, os homens mentem para si mesmos e com isso contribuem para uma ruína social. Não poderão existir várias versões para uma mesma história e sim um único propósito: O de se investigar, analisar e constatar a culpabilidade ou não das pessoas.
Neoliberalismo e Educação II 20 Novembro, 2009
Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.Tags: Brasil S. A., Docência, educação, Neoliberalismo, Pablo Gentili, Pedaogia, Qualidade de Ensino
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Quando falamos acerca de modificações sobre o modo de pensar educação vários dos nossos temores irão infelizmente voltar a assombrar nossos corações e mentes. O neoliberalismo com seu processo de construção hegemônica virá sempre em busca do seletivo social e não do pensamento do geral.
Esta estratégia de poder que sempre será articulada com um conjunto de reformas que visem a manutenção do poder que pelas minorias sempre será reivindicado. Cabendo aos que ficam a margem de qualquer benesse, reclamar seus direitos ou calar-se, como infelizmente é a regra.
Toda manobra que vise o pouco terá que ser encarada como hedionda socialmente.
O senso comum poderá ser manipulado por um propósito de conveniência de uma coerência que servirá para poucos, muito poucos. Sendo assim mais fácil de impor propostas de reforma que serão sempre impulsionadas por esta parcela da sociedade. Legitimando-se assim, um discurso de igualdade que pode soar bonito aos ouvidos de desenformados, mas, infelizmente, esconderia um ardiloso processo de controle do poder.
A aceitação deste senso comum pela maioria dará uma chancela que para os que a pregam. Incluindo neste bojo as mudanças tecnológicas que, por sua mudança constante e acesso difícil a totalidade não daria o ingresso para quem quiser entrar nesta festa que o convite é caro e seletivo, deverá entrar na lista de espera da negligência social.
A mudança de uma mentalidade deverá nortear a mudança tão idealizada por todos que almejam por uma sociedade pulsante e pujante. Não cabendo a preguiça e sim a vigilância constante.
O poder estatal pode ser de extrema valia ou de um dano extremo. Se o Estado vier legitimar o que é de interesse de poucos, será uma lástima. Mas por outro lado, se preservar todos os direitos e cobrar todos os deveres, terá havido a verdadeira contribuição de um verdadeiro estado democrático. A justiça social.
A crise das instituições de ensino deve-se a diversos fatores como o crescimento irresponsável e anárquico nos quais está sofrendo nas últimas décadas. Passamos por uma crise democrática e gerencial. Não temos acesso a um ensino de qualidade e como também gestores imbuídos de responsabilidade social.
A eficiência deverá ser fiscalizada como norma padrão e a escola deverá se cercar de qualidade. Só assim teremos ter uma verdadeira qualidade dos serviços educacionais. O que passa por uma revisão de por exemplo: Os sindicatos.
Os sindicatos ao invés de buscar a excelência educacional tendo como base a humanização dos profissionais de educação adotam notadamente critérios partidários que não contribuem para uma efetiva transformação da ótica educacional. Viram verdadeiras fogueiras de vaidades e não cenário para debates e reflexões.
A sociedade tem a sua parcela de culpa na medida em que avaliza e aceita um padrão de status quo que as intervenções neoliberalistas e estatais empurram goela abaixo dos cidadãos. Privatizando assim, o êxito e o fracasso social. A escola funciona mal porque as pessoas não reconhecem o valor do conhecimento. Professores ganham mal, a precariedade das instalações reina absoluta, e o Estado definitivamente não intervém com eficácia.
O conhecimento é mercadoria assim como quem deseja uma boa educação deverá imperativamente se curvar à realidade ou engrossar a fila dos excluídos. Para estes, o sofrimento é sina e a exclusão é a regra.
Em minha opinião, a educação brasileira deveria ser administrada por pessoas de excelência. Em cada seara, especialistas deverão ser contratados, fiscalizados e cobrados deles a eficiência e a decência de propósitos. Só assim chegaremos ao patamar de desenvolvimento educacional coerente com as expectativas de uma nação que clama por mudanças.
As novas gerações de educadores deverão se conscientizar do verdadeiro papel de transformação da Educação como também a verdadeira bandeira do professor: Dedicação, humanização, conscientização e uma busca para uma justiça social que está infelizmente esquecida.
Seminário “Vivências Pedagógicas” 18 Novembro, 2009
Posted by João Aguiar in Notas do Blogão.Tags: educação, Faculdade 2 de Julho, Pedagogia
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Amores do Blogão
A Faculdade 2 de Julho, na cidade de Salvador, irá promover no próximo dia 23 de novembro às 19 horas o seminário “Vivências Pedagógicas” com o objetivo de socializar as vivências dos professores no curso dos 1º e 2º semestres do curso de Pedagogia.
A entrada é franca e todos os que participarem terão certificados de 4 horas que servirão como atividades extra-curriculares.
O debate acerca das vivências dos educadores e a perticipação dos estudantes serão as estrelas do evento.
Todos meus leitores de Salvador que façam da educação propósito de mudança de atitudes estarão convidados.
Neoliberalismo e Educação 11 Novembro, 2009
Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.Tags: Cidadania, civilidade, Direitos Civis, educação, Igualdade, Pedagogia, Transparência
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Quando falamos acerca de modificações sobre o modo de pensar educação vários dos nossos temores irão infelizmente voltar a assombrar nossos corações e mentes. O neoliberalismo com seu processo de construção hegemônica virá sempre em busca do seletivo social e não do pensamento do geral.
Esta estratégia de poder que sempre será articulada com um conjunto de reformas que visem a manutenção do poder que pelas minorias sempre será reivindicado. Cabendo aos que ficam a margem de qualquer benesse, reclamar seus direitos ou calar-se, como infelizmente é a regra.

Toda manobra que vise o pouco terá que ser encarada como hedionda socialmente.
O senso comum poderá ser manipulado por um propósito de conveniência de uma coerência que servirá para poucos, muito poucos. Sendo assim mais fácil de impor propostas de reforma que serão sempre impulsionadas por esta parcela da sociedade.

Legitimando-se assim, um discurso de igualdade que pode soar bonito aos ouvidos de desenformados, mas, infelizmente, esconderia um ardiloso processo de controle do poder.
A aceitação deste senso comum pela maioria dará uma chancela que para os que a pregam. Incluindo neste bojo as mudanças tecnológicas que, por sua mudança constante e acesso difícil a totalidade não daria o ingresso para quem quiser entrar nesta festa que o convite é caro e seletivo, deverá entrar na lista de espera da negligência social.
A mudança de uma mentalidade deverá nortear a mudança tão idealizada por todos que almejam por uma sociedade pulsante e pujante. Não cabendo a preguiça e sim a vigilância constante.
O poder estatal pode ser de extrema valia ou de um dano extremo. Se o Estado vier legitimar o que é de interesse de poucos, será uma lástima. Mas por outro lado, se preservar todos os direitos e cobrar todos os deveres, terá havido a verdadeira contribuição de um verdadeiro estado democrático. A justiça social.
A crise das instituições de ensino deve-se a diversos fatores como o crescimento irresponsável e anárquico nos quais está sofrendo nas últimas décadas. Passamos por uma crise democrática e gerencial.
Não temos acesso a um ensino de qualidade e como também gestores imbuídos de responsabilidade social.

A eficiência deverá ser fiscalizada como norma padrão e a escola deverá se cercar de qualidade. Só assim teremos ter uma verdadeira qualidade dos serviços educacionais. O que passa por uma revisão de por exemplo: Os sindicatos.
Os sindicatos ao invés de buscar a excelência educacional tendo como base a humanização dos profissionais de educação adotam notadamente critérios partidários que não contribuem para uma efetiva transformação da ótica educacional.
Viram verdadeiras fogueiras de vaidades e não cenário para debates e reflexões.
A sociedade tem a sua parcela de culpa na medida em que avaliza e aceita um padrão de status quo que as intervenções neoliberalistas e estatais empurram goela abaixo dos cidadãos. Privatizando assim, o êxito e o fracasso social.
A escola funciona mal porque as pessoas não reconhecem o valor do conhecimento. Professores ganham mal, a precariedade das instalações reina absoluta, e o Estado definitivamente não intervém com eficácia.
O conhecimento é mercadoria assim como quem deseja uma boa educação deverá imperativamente se curvar à realidade ou engrossar a fila dos excluídos. Para estes, o sofrimento é sina e a exclusão é a regra.
Em minha opinião, a educação brasileira deveria ser administrada por pessoas de excelência. Em cada seara, especialistas deverão ser contratados, fiscalizados e cobrados deles a eficiência e a decência de propósitos.
Só assim chegaremos ao patamar de desenvolvimento educacional coerente com as expectativas de uma nação que clama por mudanças.
As novas gerações de educadores deverão se conscientizar do verdadeiro papel de transformação da Educação como também a verdadeira bandeira do professor: Dedicação, humanização, conscientização e uma busca para uma justiça social que está infelizmente esquecida.
Ser Flamengo 27 Outubro, 2009
Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.Tags: Amor, Campeonato Brasileiro, Cultura, Flamengo, Futebol, Identidade Cultural
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Por: Artur da Távola
Ser Flamengo é ser humano e ser inteiro e forte na capacidade de querer. É ter certezas, vontade, garra e disposição. É paixão com alegria, alma com fome de gol e vontade com definição.

É ser forte como o que é rubro e negro como o que é total. Forte e total, crescer em luta, peleja, ânimo, e decisão.
Ser Flamengo é deixar a tristeza para depois da batalha e nela entrar por inteiro, alma de herói, cabeça de gênio militar e coração incendiado de guerreiro. É pronunciar com emoção as palavras flama, gana, garra, sou mais eu, ardor, vou, vida, sangue, seiva, agora, encarar, no peito, fé, vontade. Insolação.
Ser Flamengo é morder com vigor o pão da melhor paixão; é respirar fundo e não temer; é ter coração em compasso de multidão.
Ser Flamengo é ousar, é contrariar norma, é enfrentar todas as formas de poder com arte, criatividade e malemolência. É saber o momento da contramão, de pular o muro, de driblar o otário e de ser forte por ficar do lado do mais fraco. É poder tanto quanto querer. É querer tanto como saber; é enfrentar trovões ou hinos de amor com o olhar firme da convicção.
Ser Flamengo é enganar o guarda, é roubar o beijo. É bailar sempre para distrair o poder e dobrar a injustiça. É ir em frente onde os outros param, é derrubar barreiras onde os prudentes medram, é jamais se arrepender, exceto do que não faz. É comungar a humildade com o rei interno de cada um.
É crer, é ser, é vibrar. É vencer. É correr para; jamais correr de. É seiva, é salva; é vastidão. É frente, é franco, é forte, é furacão. É flor que quebra o muro, mão que faz o trabalho, povo que faz país.”
A verdadeira Olimpíada 26 Outubro, 2009
Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.Tags: civilidade, Direitos Constitucionais, Direitos e Deveres, Gastos Públicos, Olimpíada no Rio de Janeiro, PAN Rio 2007, Transparência
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Amigos do Blogão e meus amores.
Todos os dias pipocam as notícias de que mais uma pessoa morreu na guerra civil que assola o Rio de Janeiro. E infelizmente não é só do Rio que falo e sim dos grandes centros urbanos de nosso Brasil. Quando penso que os políticos de meu país irão tomar verdadeiramente as rédeas do controle, eles virão sempre com mais um estratagema para se beneficiar e atingir seus objetivos particulares.
Quando o Rio de Janeiro venceu a disputa para sediar as Olimpíadas de 2016 eu não comemorei. Fiquei de luto e entristecido com mais uma conquista que será passageira e imediatista e que em nenhum momento irá contemplar a necessidade de todos.

No nosso país não existe política pública de educação, ao menos uma eficiente. Que trate a educação como transformação e não como favor social e nem arma eleitoreira em anos de eleição. Não existe civilidade em nosso povo e nem uma consciência generalizada de o que são direitos e deveres. O que observo é a permissividade que é a marca da sociedade brasileira.

Modalidade: Tiro Livre contra civis
Só teremos Copa do Mundo e Olimpíadas no Rio se o tráfico avalisar!!!
Caso contrário o que veremos será uma edição real do jogo Counter Strike televisionada por todo Brasil via satélite. Ou então teremos uma demonstração de incompetência, vide a Eco92. Que o exército teve que ir às ruas para apaziguar os ânimos. Em uma mostra gritante que em país de políticos corruptos quem manda é o “poder paralelo” e não a Constituição ou nenhuma Lei vigente.
Mas como educador que sou não posso entregar os pontos. Quero muito acreditar que o esporte será incluido como política pública educacional e que vire programa não de governo e sim mentalidade de uma nova era.
Outra coisa que me preocupa e muito é como serão geridos estes orçamentos. A transparência deverá ser pontual no tocante a destinação de verbas e os gastos deverão ser demonstrados ponto a ponto, centavo a centavo na Internet ou em jornais de circulação nacional.
Chega de ver relatórios de suparfaturamento de obras e irregularidades em licitações. E mais ainda, o relatório que está no TCU que trata das obras do PAN que extrapolaram R$ 4 bilhões, ainda está esperando votação.
Acredito que para uma total lisura no processo, este relatório deveria ser votado antes de começarem as obras da Copa do Mundo e as da Olimpíada e que não caisse no esquecimento conveniente para poucos e inconveniente para uma nação inteira.

A nossa verdadeira e eterna medalha de ouro
Esporte + Educação + Direitos e Deveres ensinados na Escola = Um novo Brasil, um Brasil que caiba todos em seu colo (de uma mãe pátria amada e gentil) e que não deixe que filhos e filhas ainda escorreguem de seus braços, caindo assim no vazio.
O vazio de educação, civilidade, oportunidades iguais e de decência social.
Só assim seremos campeões do mundo e teremos a nossa eterna medalha de ouro.
Resenha “Tempos Modernos” – Chaplin 11 Outubro, 2009
Posted by Jaqueline Vaz in Resenhas e Opiniões.Tags: Cinema Mudo, Revolução Industrial, Sir Charles Chaplin, Tempos Modernos
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O filme Tempos Modernos caracterizou de forma brilhante um período histórico marcado pelo desemprego em massa e a queda acentuada do PIB em decorrência do declínio da produção industrial e dos preços. As imagens falam por si só.
A expressão sapeca e cômica de Charles e a sua sutileza ao relatar em sátira, a vida do operário que é escravo dos mecanismos do capitalismo em desempenho do exercício repetitivo e a insatisfação do trabalhador retratadas em stress e as conseqüências que levam o trabalhador a ficar doente.
Outra cena que marca, é a invenção de uma máquina alimentadora com a finalidade de diminuir o tempo dos operários enquanto almoçam, assim aumentando o tempo cansativo de trabalho.
A fome e a revolução comunista da época retratam, a turbulência da sociedade delineando o quadro de mazelas sócio-econômicas interpretando assim o desmoronamento das esperanças e na agonia pela sobrevivência principalmente das camadas mais baixas da população.
É uma crítica ao modo da produção capitalista e a reprodução burguesa, procurando detalhar não só as concepções que abrangem as questões trabalhistas em si, mas também uma perspectiva almejada pela humanidade: A felicidade. Mas uma dúvida… Afinal o que Charles e os demais estavam produzindo naquela fabrica?
O trabalho de apertar parafusos resultava em qual produto final?
A resposta está na característica do famoso fordismo que ainda atualmente continua presente, e hoje não somente o trabalhador mais também o consumidor é vitima disso. Ao trabalhador não é permitido saber qual o produto que está produzindo, assim virando um robô humano e tendo sua inteligência engessada.
Á esta semelhança, a sátira não deixa de estar na “moda”, fazendo sucesso ainda nos dias de hoje, porque ainda acontece em nosso tempo contemporâneo, o não uso da capacidade inteligível e criativa e sim o adestramento em codificar e executar ações pré-moldadas.
O que é escrever? 11 Outubro, 2009
Posted by Jaqueline Vaz in Resenhas e Opiniões.add a comment
É a forma mais simples de expor os meus pensamentos e registrar os meus conhecimentos adquiridos. Escrever para mim, proporciona minha saúde mental, já que prefiro a ferramenta da escrita do que a ferramenta da fala. As minhas mãos coçam quando tenho um tema que aguça a minha vontade de escrever.
Ficaria sufocada se não pudesse escrever e se o lápis e o computador não existissem, me sentiria muito mal e também eternamente me sentiria uma pessoa vazia. Preciso escrever para não ficar louca, eu a necessito para descongestionar o engarrafamento de idéias que está dentro de mim, e assim escrever o que sinto e o que penso.
Mas na maioria das vezes o que sinto fica escondido por trás das metáforas, como se fosse um jogo de simbologias para que em outra hora qualquer, eu possa reler e tentar resgatar do mistério das metáforas, a sensibilidade e o momento em que me comoveu a escrever.
Não sou de deixar nada explicito, pois, é a minha diversão deixar subentendido. É a minha diversão em demonstrar e não falar. É entregar a alguém um texto meu para que leia e tente decifrar a alma do meu texto, e assim descobrirá a alma dos meus sentimentos.
Gosto de fazer desafios ao leitor e o fazer indagar sobre o que eu quis dizer em uma determinada frase, eu busco a atenção e a própria sensibilidade do leitor.
Desde criança quando aprendi a escrever as primeiras letras e as primeiras palavras, comecei a ser estimulada a liberdade de voar em pensamento, pois, escrever é aprender a pensar e é transmitir o que a mente criou. Troquei meus amigos imaginários por um papel e um lápis para desabafar sobre o que ocorreu em meu dia, o que descobri e conheci de novo e também fazer poesias.
Havia um tempo que fazia poesias, foi ai que aprendi de forma gratificante de como ser indireta e discreta, brincando de esconder sentidos em outras palavras e transformando palavras em imagens.
O que escrever? A esta pergunta brotam vários temas e imagens em minha mente. Quero escrever a palavra educação, juntar com cidadania, misturar com a igualdade social e demonstrar os direitos humanos. Destruir a falácia dos corruptos, os preconceitos e a acomodação dos desacreditados.
Abrir as portas da verdade e tomando o lugar como leitora em descobrir o que está por trás da capa invisível que tenta esconder a crise social, e como escritora torná-las como imagens mostrando o conservadorismo educacional e os discursos mirabolantes dos espertos que detém o poder do capital.
Crash – No limite “Resenha” 11 Outubro, 2009
Posted by Jaqueline Vaz in Resenhas e Opiniões.Tags: Crash - No limite, Intolerância, Preconceito Racial
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O etnocentrismo está em nosso cotidiano, em um país coberto pela miscigenação étnica e cultural em que a cor da pele origina a “epiderme da conduta”. A minha cor é superior a sua? Será que existe um gene que identifique que a cor negra origina assaltantes e pessoas inescrupulosas? Negro tem que ser inferior?
Que eu saiba a Lei Áurea já foi assinada! Em parâmetros sociológicos o racismo é caracterizado como uma discriminação ideológica ao qual um grupo considera-se em ter mais qualidades que os outros. Tornando um ciclo esmagador para o “grupo inferiorizado” e atribuindo feições marginalizadas.
Em o filme Crash no Limite retrata de forma clara como o negro até no entretenimento da atuação tem que estar em papel inferior e “comportar-se como negro”. O branco em posição heróica e o negro o seu vassalo. Fato que além de social é histórico em vários países que são segregatórios e os Estados Unidos são um deles.
O diretor trata de um assunto ignorado pelas pessoas e o orgulho desonesto da supremacia “branca”, colocando em um contraste com momentos de redenção destes que foram vítimas de episódios racistas.
O filme começa relatando sobre a atenção indiferente e capitalista na forma em que julga a posição econômica do negro e em conseqüências do preconceito, resulta sempre em inferiorizar ou então passa a ignorar e não reconhecer a sua própria cor.
Não somente o preconceito por cor, mas também pessoas de outros países sofrem preconceitos. Pois quem não nasceu “branco” e teve ainda o infortuìto de ter nascido negro e pobre, sofrerá as mazelas que a sociedade irá impor. Isso sem falar no olhar de desconfiança eterno.
Imaginem só a cena: Um casal negro entra em uma loja da Luis Vutton para comprar algo. Como vocês acham que as atendentes desta loja irão se portar? Estas cenas fazem parte do cotidiano brasileiro. E só quem é negro ou índio que sabe o que é ser achincalhado nas ruas, ou ter a sua honestidade posta a prova.
A mensagem que o filme passa é que por mais diferente que as pessoas sejam é a cor que menos importa, pois em uma passagem do filme que me emocionou foi o policial na salvação de uma mulher negra, em que em outro episódio ele tinha à humilhado (assédio moral em uma blitz de trânsito).
O orgulho etnocêntrico nessa passagem foi esquecido, a isso faz refletir e também ter a esperança de que o crash que vivemos hoje irá mudar e que até para o preconceito á limites. Culpar outra raça por um problema ou pelos problemas do mundo é mais fácil do que reconhecer o erro. Infelizmente!
E o pior disto é que sempre não faremos nada de mal, nunca seremos preconceituosos ou antiéticos. Tudo é uma questão de ótica. Mas para quem sofre… A dor rasga o peito. O peito de um filho ou filha de Deus.




