Crash – No limite “Resenha” 11 Outubro, 2009
Posted by Jaqueline Vaz in Resenhas e Opiniões.Tags: Crash - No limite, Intolerância, Preconceito Racial
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O etnocentrismo está em nosso cotidiano, em um país coberto pela miscigenação étnica e cultural em que a cor da pele origina a “epiderme da conduta”. A minha cor é superior a sua? Será que existe um gene que identifique que a cor negra origina assaltantes e pessoas inescrupulosas? Negro tem que ser inferior?
Que eu saiba a Lei Áurea já foi assinada! Em parâmetros sociológicos o racismo é caracterizado como uma discriminação ideológica ao qual um grupo considera-se em ter mais qualidades que os outros. Tornando um ciclo esmagador para o “grupo inferiorizado” e atribuindo feições marginalizadas.
Em o filme Crash no Limite retrata de forma clara como o negro até no entretenimento da atuação tem que estar em papel inferior e “comportar-se como negro”. O branco em posição heróica e o negro o seu vassalo. Fato que além de social é histórico em vários países que são segregatórios e os Estados Unidos são um deles.
O diretor trata de um assunto ignorado pelas pessoas e o orgulho desonesto da supremacia “branca”, colocando em um contraste com momentos de redenção destes que foram vítimas de episódios racistas.
O filme começa relatando sobre a atenção indiferente e capitalista na forma em que julga a posição econômica do negro e em conseqüências do preconceito, resulta sempre em inferiorizar ou então passa a ignorar e não reconhecer a sua própria cor.
Não somente o preconceito por cor, mas também pessoas de outros países sofrem preconceitos. Pois quem não nasceu “branco” e teve ainda o infortuìto de ter nascido negro e pobre, sofrerá as mazelas que a sociedade irá impor. Isso sem falar no olhar de desconfiança eterno.
Imaginem só a cena: Um casal negro entra em uma loja da Luis Vutton para comprar algo. Como vocês acham que as atendentes desta loja irão se portar? Estas cenas fazem parte do cotidiano brasileiro. E só quem é negro ou índio que sabe o que é ser achincalhado nas ruas, ou ter a sua honestidade posta a prova.
A mensagem que o filme passa é que por mais diferente que as pessoas sejam é a cor que menos importa, pois em uma passagem do filme que me emocionou foi o policial na salvação de uma mulher negra, em que em outro episódio ele tinha à humilhado (assédio moral em uma blitz de trânsito).
O orgulho etnocêntrico nessa passagem foi esquecido, a isso faz refletir e também ter a esperança de que o crash que vivemos hoje irá mudar e que até para o preconceito á limites. Culpar outra raça por um problema ou pelos problemas do mundo é mais fácil do que reconhecer o erro. Infelizmente!
E o pior disto é que sempre não faremos nada de mal, nunca seremos preconceituosos ou antiéticos. Tudo é uma questão de ótica. Mas para quem sofre… A dor rasga o peito. O peito de um filho ou filha de Deus.
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