O que uma imagem me traz? É uma mensagem que por virtude da semelhança parece naturalmente legível? Ou quando nos usamos o subconsciente contestamos a imediata associação? A associação de uma imagem a sua representação universal, se dá pelo fato que desde os primórdios a humanidade, se faz representar por figurações que achamos que reconheceríamos independentemente da situação histórico-contextual. Invariavelmente a confusão acontece quando estabelecemos um achismo da leitura das imagens que em certos conceitos achamos ser universal.
A leitura das imagens levando em conta o processo cognitivo, acompanha a nossa evolução oral, pois algumas imagens são facilmente associadas a palavras e sons. A imagem é uma produção do consciente ou inconsciente do sujeito, isso é fato. O que não cabe é uma proibição do processo interpretativo daquela imagem, pois a leitura daquela imagem ou obra se perpetuará. O que se deve é tentar uma compreensão do que uma analise de uma imagem possa trazer de significações.
Para se obter um satisfatório processo de interpretação e analise de uma imagem, se deve aos seus objetivos. Quando definimos o objetivo, definimos também qual serão as ferramentas, que determinam parte considerável do objeto e suas conclusões. Levando em conta o processo de associação mental que ajuda a distinção de diversos elementos, e a interpretação, exige um pouco de imaginação, para que em um primeiro momento ajude a um melhor entendimento.
A imagem deve ser analisada também pelo seu contexto de surgimento. Vários dos logotipos que virariam referencias mundiais, foram criados em atmosferas de afirmação, domínio e inovação. Marcas como: Coca-Cola, MacDonald’s e Apple, serão de uma propagação que perdurará por décadas, por causa da inventividade e do reforço de associação entre nome-produtos. Essas imagens, dependendo do interpretante, podem trazer euforia, emoção ou repulsa. Levando-se em conta qual o perfil do consumidor. Em se tratando de uma comunidade globalizada, um instrumento de comunicação entre as pessoas.
Imagens, figuras, logomarcas e obras de arte, todas são passiveis de variáveis de interpretações. O ser – humano com toda sua carga de significações é quem será incumbido de perpetuar uma representação e assim começar um novo ciclo de geração de imagens.