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Ser Flamengo 27 Outubro, 2009

Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.
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Por: Artur da Távola

Ser Flamengo é ser humano e ser inteiro e forte na capacidade de querer. É ter certezas, vontade, garra e disposição. É paixão com alegria, alma com fome de gol e vontade com definição.

A maior do Mundo

É ser forte como o que é rubro e negro como o que é total. Forte e total, crescer em luta, peleja, ânimo, e decisão.

Ser Flamengo é deixar a tristeza para depois da batalha e nela entrar por inteiro, alma de herói, cabeça de gênio militar e coração incendiado de guerreiro. É pronunciar com emoção as palavras flama, gana, garra, sou mais eu, ardor, vou, vida, sangue, seiva, agora, encarar, no peito, fé, vontade. Insolação.

Ser Flamengo é morder com vigor o pão da melhor paixão; é respirar fundo e não temer; é ter coração em compasso de multidão.

Ser Flamengo é ousar, é contrariar norma, é enfrentar todas as formas de poder com arte, criatividade e malemolência. É saber o momento da contramão, de pular o muro, de driblar o otário e de ser forte por ficar do lado do mais fraco. É poder tanto quanto querer. É querer tanto como saber; é enfrentar trovões ou hinos de amor com o olhar firme da convicção.

Ser Flamengo é enganar o guarda, é roubar o beijo. É bailar sempre para distrair o poder e dobrar a injustiça. É ir em frente onde os outros param, é derrubar barreiras onde os prudentes medram, é jamais se arrepender, exceto do que não faz. É comungar a humildade com o rei interno de cada um.

É crer, é ser, é vibrar. É vencer. É correr para; jamais correr de. É seiva, é salva; é vastidão. É frente, é franco, é forte, é furacão. É flor que quebra o muro, mão que faz o trabalho, povo que faz país.”

A verdadeira Olimpíada 26 Outubro, 2009

Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.
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Amigos do Blogão e meus amores.

Todos os dias pipocam as notícias de que mais uma pessoa morreu na guerra civil que assola o Rio de Janeiro. E infelizmente não é só do Rio que falo e sim dos grandes centros urbanos de nosso Brasil. Quando penso que os políticos de meu país irão tomar verdadeiramente as rédeas do controle, eles virão sempre com mais um estratagema para se beneficiar e atingir seus objetivos particulares.

Quando o Rio de Janeiro venceu a disputa para sediar as Olimpíadas de 2016 eu não comemorei. Fiquei de luto e entristecido com mais uma conquista que será passageira e imediatista e que em nenhum momento irá contemplar a necessidade de todos.

No nosso país não existe política pública de educação, ao menos uma eficiente. Que trate a educação como transformação e não como favor social e nem arma eleitoreira em anos de eleição. Não existe civilidade em nosso povo e nem uma consciência generalizada de o que são direitos e deveres. O que observo é a permissividade que é a marca da sociedade brasileira.

Modalidade: Tiro Livre contra civis

Modalidade: Tiro Livre contra civis

Só teremos Copa do Mundo e Olimpíadas no Rio se o tráfico avalisar!!!

Caso contrário o que veremos será uma edição real do jogo Counter Strike televisionada por todo Brasil via satélite. Ou então teremos uma demonstração de incompetência, vide a Eco92. Que o exército teve que ir  às ruas para apaziguar os ânimos. Em uma mostra gritante que em país de políticos corruptos quem manda é o “poder paralelo” e não a Constituição ou nenhuma Lei vigente.

Mas como educador que sou não posso entregar os pontos. Quero muito acreditar que o esporte será incluido como política pública educacional e que vire programa não de governo e sim mentalidade de uma nova era.

Outra coisa que me preocupa e muito é como serão geridos estes orçamentos. A transparência deverá ser pontual no tocante a destinação de verbas e os gastos deverão ser demonstrados ponto a ponto, centavo a centavo na Internet ou em jornais de circulação nacional.

Chega de ver relatórios de suparfaturamento de obras e irregularidades em licitações. E mais ainda, o relatório que está no TCU que trata das obras do PAN que extrapolaram R$ 4 bilhões, ainda está esperando votação.

Acredito que para uma total lisura no processo, este relatório deveria ser votado antes de começarem as obras da Copa do Mundo e as da Olimpíada e que não caisse no esquecimento conveniente para poucos e inconveniente para uma nação inteira.


A nossa verdadeira e eterna medalha de ouro

A nossa verdadeira e eterna medalha de ouro

Esporte + Educação + Direitos e Deveres ensinados na Escola = Um novo Brasil, um Brasil que caiba todos em seu colo (de uma mãe pátria amada e gentil) e que não deixe que filhos e filhas ainda escorreguem de seus braços, caindo assim no vazio.

O vazio de educação, civilidade, oportunidades iguais e de decência social.

Só assim seremos campeões do mundo e teremos a nossa eterna medalha de ouro.


Amor em imagens 10 Outubro, 2009

Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.
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Aos amigos deste Blog

Bom feriadão, sem excessos …. só não de amor !!!

Beijo grande

Conhecimento Científico (Pedro Demo) 8 Outubro, 2009

Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.
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Antes de qualquer definição, precisamos traçar o que será o compromisso de saber que toda a definição tem que ser feita com critério e assim sendo também reconhecer seus limites e incongruências. Pois a responsabilidade deverá ser o norte de qualquer analise acerca de qualquer conteúdo.

A definição deverá ser feita com extremo cuidado. A busca de um médio termo deverá ser a tendência mestra de qualquer estudo de caso. Com a discussão acerca de tais estratégias poderemos observar o que complicará ou o que simplificará o assunto que depois pelo senso comum estará em voga.

A decomposição em partes deverá ser feita além da setorização de conteúdos. Em se tratando de classificação, todo cuidado é pouco assim como a construção de um sentido de justiça e valor. Isso é uma das premissas do Estado democrático.

Analise e entenda e não julgue. Os que fazem deste expediente norma, são os que rotulam e não os que analisam de fato.

Depois das analises virão as Leis, que por via de regra nunca deveria ser mudada. Pois se o fazemos, a mudança, a tendência é a de reduzir a realidade àquilo que poderíamos mensurar com um controle específico.

E com isto, fugir das discrepâncias que dominam qualquer estudo que tenha algum indicio de contaminação.

Todos os componentes do processo deveriam contribuir para uma frutividade do processo, e, assim sendo capaz de pensamento, uma elucidação da realidade. Não caindo no velho erro de incluir ou de excluir aquele ou aquela parte do processo.

Podemos e teremos sempre ter o propósito de construção do novo baseando-se na desconstrução do velho com uma analise profunda e sistemática. E não adianta na minha opinião rotular o que é adequado ou não. E sim a discussão do que é analise do que é rotulo.

Toda pesquisa deverá ser entendida como processo de fabricação do conhecimento. Tendo como base os preceitos científicos e educativos. Para com isto solidificar uma ponte entre o sujeito e o objeto da ação.

Toda a pesquisa que existir no seu bojo um bom senso de intenções, encontrará no final do processo um resultado de contemple todos os que foram embebidos do processo e também da fonte da pesquisa. De mãos dadas com o bom senso, virá sempre a pratica com sensibilidade moral.

Não cabe no discurso de pesquisa a ideologia, pois com ela existiria uma posição política que contaminaria qualquer agente que pudesse fazer parte do contexto. Pois não soaria nada bem combinar discurso sofista com objeto de estudo.

Deveremos sempre questionar qualquer forma de pesquisa ou estudo. Pois com o sentido vigilante da pergunta, poderemos fiscalizar propósitos e finalidades de cada pesquisa.

Um exemplo disto são as pesquisas de intenção de votos. Dependendo da ocasião, poderão sofrer interferências ou ter seus resultados maculados.

Toda pesquisa que deseja ter o seu reconhecimento laureado, deverá com o seu argumento de autoridade, alcançar a credibilidade em seus métodos e pesquisas realizadas.

Todo homem é ser político e com esta prerrogativa, se fazer representar em cada processo de evolução social e cientifica.

Cabe aos cientistas e pesquisadores o cuidado na analise assim como se cercar da premissa de sempre vislumbrar o macro e não o micro.

Acredito na evolução, mas também acredito na intenção. Ela que nos tem prejudicado e muito quando no concerne às evoluções sócias.

Reflexões acerca da Educação Brasileira 8 Outubro, 2009

Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.
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Quando pensamos em métodos de propagação de mudanças, pensamos logo em educação. Mas, infelizmente, os que estão como doutrinadores de leis e diretrizes irão sempre nortear condutas sobre a efígie da manutenção de controle e poder. Usando desta artimanha, poderão legitimar a acentuar sua posição de privilegio.

A exploração da miséria como arma de manutenção de poder é algo bastante usado pelo neoliberalismo. As condições são de completa ineficiência estrutural. Com este cenário desigual, a elite mostrará que o privilégio não é somente desejável, mas também necessário. Mas a pergunta fica, porque só para eles?

Os mecanismos estarão sempre aí para quem quiser observar. Utilizam-se da perversidade. Com a atrocidade de tais atos contra o coletivo, muitos dos que estarão à margem da sociedade encontrarão com estas políticas, um recado bastante claro e objetivo: Ei, você! O que estás fazendo aqui? É o seu lugar?

Constituindo assim além de um recado bem claro, uma bandeira ainda levantada por muito poucos.

Todo argumento em minha opinião se levantado por poucos é objeto de futilidade. Pois o alicerce que a sustenta é de codificação elaborada por poucos. Daí que vem a futilidade. Quando não se respeita as necessidades prementes do ser humano, em prol de poucos, o motivo além de fútil, será de uma imbecilidade surreal.

Para cada manifestação de insatisfação, terá sempre a repressão com um tom de ameaça cada vez mais atual e direto. Os controladores do muito possuem prerrogativas que fazem barrar evoluções sociais, incluindo a educação neste bojo, e por fim, o apavoramento dos cidadãos.

Pois em terra que poucos têm, nem venha pegar o que é meu e se o meu for muito… Arranco seu coro e sua dignidade, isto é, se você ainda tiver uma.

A qualidade educacional deve ser implementada em larga escala. Infelizmente o que atravanca esta transformação, é o domínio dos que detem a logística educacional pública. Implicando assim na velha premissa do controle, marginalização e do crime de responsabilidade que os homens públicos do meu país cansam em cometer.

A Escola Pública deve ser aberta, equipada e humanizada. Pois só com pessoas compromissadas com a transformação das realidades, iremos dar passos significativos de evolução.

Promessas sofistas acerca de uma nova e melhorada educação observo a cada quadriênio. A promessa assim como a educação, são ótimas para arrebanhar votos, mas são péssimas para expor a realidade nua a crua aos brasileiros. Já pensou a reviravolta que acontecerá no dia em que todos saibam da verdadeira situação do nosso Brasil. Que todos saibam pescar ao invés de receberem esmola social?

O que é a qualidade educacional? Será que se a escola tem toda a infra-estrutura ela será a 9ª maravilha do mundo? O conceito de qualidade decaiu e muito. Pois para mim qualidade de ensino além de ser um problema estrutural, é obrigatória a eficácia docente e como também uma gestão comunitária e social de cada centavo que será colocado.

Ou a escola atingirá o seu potencial social ou teremos com a participação dos legisladores um predomínio de sacanagem com o futuro. Um processo de sabotagem ardiloso que só vitima o nosso futuro, a nossa esperança.

Seguiremos acreditando, mas como diria o filosofo Terêncio: “Nada do que é humano me é estranho”.

O que é a sociedade Pós-Moderna ? 20 Setembro, 2009

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Com o avanço das tecnologias e das artes de um modo geral, se apresentou no bojo destas informações um novo conceito de cultura e de informação, e também para a substituição de velhos dogmas que já eram discutidos. Uma mudança sistemática acontecia a olhos vistos mudando assim como veríamos as próximas décadas a seguir.

Com esta mudança, cria-se um novo olhar sobre a cultura mundial que passa a ser globalizada. Notados eram também os avanços na área cientifica, mas, o que daria verdadeiramente o nome a esta sociedade seria a alavancagem do capitalismo. Fato que marcaria inclusive o cenário mundial com a outrora temida Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética.

E com este acirramento de relações, o mundo se esquivava ao poderio bélico e econômico destes países, aumentando e muito o sentido de discrepância entre o resto do planeta. Vale a pena salientar que outras modificações no modo de vida do cidadão global começariam dali. O neoliberalismo que surgira uma década antes teria no pós-modernismo uma fonte inesgotável de fomentação e justificação.

Demerval Saviani afirma que o pós-modernismo ficaria pautado pelo esvaziamento do trabalho pedagógico na escola, a decadência da cultura e que margearia com fragmentações e superficialidade de conteúdos. Já o pensador brasileiro Sergio Paulo Rouanet afirma que, o prefixo pós tem muito mais sentido exorcizar o velho do que fomentar o novo, ou seja, há uma “consciência de ruptura”.

A humanidade tem este péssimo mau costume de fomentar o novo sem uma base cuidadosamente elaborada. Pois, em minha opinião só deveríamos partir para um novo conceito depois de analises contundentes acerca de tais modificações. Não só caberia a mudança, que é latente nos seres humanos, a consciência de propósitos também é de primaz analise.

E através dos processos de evolução o homem como sujeito modificador também sofrerá suas mazelas. Pois nenhum ser agüentaria tamanha mudança sem que haja uma deteriorização de mentes e corpos. Pois toda a evolução costuma cobrar o seu preço, que em muitas das vezes é caro. Mas a premissa todos nós sabemos de cor, que é o privilegiamento de poucos, e nós por estes poucos que iremos nos modificar.

O valor da educação 20 Setembro, 2009

Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.
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Muitos se perguntam: Qual é o verdadeiro valor da educação? Qual contribuições ela poderá implementar? E o sentido disso tudo? A educação tem como finalidade a liberdade de mentes e ações, sendo que na esfera das ações, a ética e o sentido de coletividade deverá preponderar.

O sentido de se educar e nada mais nada menos do que uma razão e com ela a produção de uma vontade. Cada homem é um ser único, mas, também, a humanidade inteira daí que vem o dever histórico com a educação. O de não sermos egoístas e sim agirmos com a razão.

Claro que se vivêssemos em um mundo sem ética e nem valores, nada poderia ser feito. Não teríamos esperança de um futuro promissor e sim a repetição de discursos que iriam reproduzir o caos mental e a bestialidade de comportamentos.

A comunicação entre a raça humana é um capítulo importante neste contexto. Pois através do compartilhamento de um horizonte de idéias, conseguiremos avaliar o que é bom ou mal, sem prejuízo para ninguém. Isso em um mundo ético e moral.

Todo processo, e o educacional tem a obrigação disto, é a permissão da crítica. Pois só através de um criterioso processo de avaliação, poderemos aprender com nossos erros, constituindo assim em um ritual de aprimoramento de ações e de metas, levando muito em conta o geral e não o único.

A fala, em relação ao mundo físico, é a porta de entrada para o mundo físico, assim sendo, poderemos com nosso discurso conseguir construir ou destruir as nossas vidas ou as de outrem.

Palavras são as armas mais importantes em um processo dialógico, mas deverão ter sempre a vigilância e a eticidade em cada ação ou em cada propósito.

A educação tem como finalidade a produção de uma humanidade com ética de valores. E o resgate das funções da educação só se dará com uma ação pedagógica contumaz e incisiva, para que não hajam desvirtuamentos e nem a reprodução de discursos que não sejam norteados pela ética.

A educação é ferramenta importante para se estabelecer uma competência interativa. Ela junto com a fala aprimoraria técnicas de comunicação e estabeleceriam um método de troca de informações.

Mas como toda arma, a educação tem o seu lado perverso. O pensamento ocidental contribuiu e muito para tal processo. A idéia de dominação e a da manipulação até hoje fazem suas vítimas, a parcela mais pobre das populações é que paga preço altíssimo por tal ato criminoso.

Aqui em meu país, não se trata educação como agente transformador e sim esmola social. Pois para a consciência de nossos políticos, o ideal de uma sociedade é o da lobotomização de indivíduos e com isso ceifando de forma arbitrária e proposital a possibilidade de uma participação política mais efetiva.

O progresso e a evolução contribuíram e muito para o atual cenário social. Pois pelo progresso desmedido, entramos em uma espiral de exploração predatória e com a ineficiência de um propósito de explorar com construção e não com egoísmo e destruição.

A manipulação de ideais e de propósitos contribuíram e muito para o caos de opções a serem seguidas. Pois só os poucos que adotariam a educação como agente transformador civil, não seriam dragados por discursos sofistas em prol de muito poucos.

Temos que através do entendimento buscar um consenso que contemple a todos, que a reciprocidade seja encarada como um ato de construção e não de retaliação. Só assim com todos imbuídos de um propósito único chegaremos ao ideal. Uma sociedade harmônica e moderna.

A minha escola é a da instituição da modernidade, e com ela viriam à igualdade, a fraternidade e a transformação de um pensamento arcaico que nos prejudica há séculos. Temos o dever de sermos agentes de uma contribuição educacional plena e não maquinas repetidoras de conceitos ultrapassados e de crueldade de propósitos.

Uma sociedade educada com propósitos de construção poderá ter no infinito o seu limite, pois o amor e a solidariedade são infinitas quando realmente educamos. Cabe a nós a atitude e não só o discurso.

17 Anos do Instituto Steve Biko 28 Julho, 2009

Posted by João Aguiar in Notas do Blogão.
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Convite do Evento

Convite do Evento

Parabéns a todos que fazem do Instituto Steve Biko um lugar de afirmação e de continua busca de uma identidade negra consciente. A Silvio Humberto, Lázaro, Tarry e Cia o meu abraço fraterno e que esta chama continue iluminando as cabeças de nossa juventude negra baiana.

Mostrando que todos podemos alcançar voos mais altos e com o nosso esforço o infinito é o limite. Independentemente de raça ou de histórico de lutas.

O Blogão do João faz reverência e abre passagem.

Parabéns à nós todos !!!

Texto sobre Michael Jackson por. Elisa Lucinda 17 Julho, 2009

Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.
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“We are the children”- Elisa Lucinda

Quem me conhece sabe que não é do meu feitio batizar em outra língua uma publicação brasileira.
Mas o título exerce dominação no meu peito esta semana em que fui mestre de cerimônia nos jardins do Palácio Guanabara, repleto de suas habituais autoridades e de cidadãos que raramente frequentam estes ares.
Era lançamento nacional do programa Plataforma dos Centros Urbanos, uma iniciativa iluminada do Unicef, que viabiliza ações de desenvolvimento integral dos indivíduos nas cidades, a partir do olhar desta galera.
São eles os GAL’s(Grupos  Articuladores Locais)compostos de jovens que entrevistam, pesquisam  sobre o que é vulnerável em sua comunidade, e conduzem a realização de prioridades e demandas de sua aldeia, digamos assim.
Era também nesta tarde a posse de Lázaro Ramos, queridíssimo ator baiano, como embaixador do Unicef.
Pois quando Marie Pierre, diretora do Unicef, me deu a palavra para que eu o homenageasse, a reflexão que tomou o proscênio de meu afeto foi a seguinte: no momento em que o mundo se despede precocemente de seu ídolo pop negro mais polêmico e criativo, este fato ganha novos recortes.
Michael foi um menino abusado, explorado, castigado e mal criado pelo pai com a passiva e, não menos cruel, cumplicidade da mãe. E o pior, não só a sua aldeia, mas estas torpes histórias o mundo todo comentava.
Um gênio maravilhoso, cuja infância foi roubada e cujo talento em vida sustentou aquela cambada, aquela mórbida e fria família, cujos olhos já brilham com os lucros da morte de seu gênio valiosíssimo.
Um menino que ensinou ao mundo os passos da lua e era chamado de macaco pelo pai monstro com cara de cafetão escroto, morreu inseguro, infeliz, esfacelado nos trapos da palavra identidade, desfigurado, retalhado na face, frágil, doente, anoréxico e esbranquiçado, depois de ter sido o primeiro a, com sua música pioneira e única, unir as vozes brancas e negras na América e fora dela.
O mundo testemunhou a tragédia de um mártir que inscreveu no corpo, na cara, nas bizarras atitudes no patético castelo de horrores da terra do nunca, as contradições, as injustiças, o racismo e a crueldade de uma nação chamada de primeiro mundo e de uma civilização omissa e equivocada. Esta morte pode ser um alerta
O menino violentado ainda pequeno, afanado em seu direito de ser criança, não cresceu e, o que nele cresceu, não gostou do que viu. A dependência crônica dos analgésicos grita em nossos ouvidos como lhe doía viver.
Mas me pergunto por que um milionário que foi sacaneado na infância e impedido de se construir fora dos palcos, uma vez que a base de seus casamentos e relações pessoais parecia seguir as leis da ficção, por que este homem rico de grana e tão comprometido psicológica e emocionalmente, morreu sem tratamento adequado?
Ser um homem de cinquenta anos, cheio de Mickeys e Peterpans pelas paredes de seu quarto, criar aquela face indescritível de batom sob um nariz sem cartilagem e sob olhos infantis muito tristes não era bizarro, era loucura.
Ele estava dodói e poderia, com uma boa terapia e tratamento psiquiátrico, ter tido um outro destino onde seu talento pudesse realizar o mundo e a ele mesmo ainda mais, onde ele pudesse se libertar de vez daquele demônio paterno. 
Meu Deus, e agora estava eu ali, diante de Lázaro, aquele brasileiro negro lindo, talentosíssimo, coerente em suas ações como artista, cidadão, solidário, antenado com suas responsabilidades neste mundão segregacionista, idealizador e apresentador de um programa chamado “Espelho”, e que, por isso mesmo dispensa explicações, egresso de um daqueles bairros pobres de Salvador  mas que, dentro de toda a pobreza,  foi criado como menino seguro, forte, amado pelo pais, ancorados no amor por si e pelos seus.
Ouvi o discurso simples do jovem embaixador, sua brilhante inteligência sob cabelos muito bons e crespos, um sorriso luminoso e delicioso, com aquela mesma cara ensolarada do primeiro Michael, o menino de ouro do gupo Jackson Five, de nariz largo,  voz linda, cheio de sonhos cantando I’ll be there.
Lázaro foi emblemático para mim naquela tarde de uma cerimônia patrocinada por uma instituição cujo foco, cuja mola mestra é a infância.
Meus senhores, não há futuro possível sem uma infância e adolescência cuidadas. É uma conta que, geralmente, desanda. Ainda tem muito menino preto que cresce achando que só pode lhe sobrar ser “Thriller” e “Bad”, ser preto e mau.
O tema é amplo, toda criança, de qualquer tom ou origem social, merece uma opção de vida cidadã.
Então, ao mesmo tempo em que meu coração chorava em luto por quem foi talvez a mais triste e genial criança americana, uma forte luz vinha daquela tarde representada em Lázaro, como a me dizer que novos tempos se anunciam.
No momento em que a crise do mundo quebra as pernas da arrogância da razão, novas plataformas mais emocionais, mais humanas, mais responsáveis, surgem para dar a mão e novas saídas para o menino mundo; o que sempre é e sempre será feito de ex-crianças, de crianças que cresceram .
 
Uma criança que não tem a infância roubada, pode envelhecer em paz, e, sem enlouquecer, viver pra sempre.

Texto – Vedado a escrever 8 Julho, 2009

Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.
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Não consigo me ver sem a escrita. Mais ainda, não consigo me ver sem a única fonte sublime que tenho, para me fazer representar como cabeça pensante. Sou viciado em letras, em expressão de sentimentos e em transpirar ódio ou inquietações em um texto.

Não vivo sem, irei chiar e com isso irei berrar a plenos pulmões: Devolvam a minha eterna possibilidade de continuar escrevendo não só o que penso, mas sim, me devolvam a minha possibilidade de continuar com a minha consciência.

Consciência esta, que seria dramaticamente afetada e nunca mais seria a mesma se lhe fosse extirpado o direito de se fazer representar.

Iria ficar doente, passiva. De um jeito que ela nunca estaria preparada para receber um golpe tão baixo. Indo de encontro a sua própria existência como entidade reguladora de ações e emoções.

Sem minhas palavras escritas não serei mais João, e acho que nunca mais voltaria a ser “O” João que conheço.Iria começar buscando novas alternativas de como me fazer representar.

Já que a possibilidade de perder a escrita fosse concreta, iria escrever mais ainda, escreveria vários livros contando minhas histórias antes desta privação.

E com meus livros, contaria a todos o que não se deve fazer, quando a paixão é severamente atingida. Com um discursso ácido iria lutar para que aquele direito fosse a mim prontamente restabelecido.

Que as mãos voltassem a escrever como nunca, que as cabeças pensantes fervilhassem de idéias e que os corações pulsassem como uma paixão arrebatadora. Nunca esquecendo da entidade mor: A consciência.

Em nosso país aconteceu fato semelhante a este. Na Ditadura Militar vários órgãos de imprensa perderam a sua autonomia em face a covardia da época.

Varias consciências perderam suas vozes, e como por conseqüência perderam também a sua independência textual. Este cenário de horror durou por décadas, manchando a justiça de informação social.

Não me tirem meus lápis, minhas canetas, meu papel ou meu computador. Não sei se viveria feliz comigo mesmo sem esta capacidade que Deus me deu de me fazer representar escrevendo.

Iria chorar por dentro, pedir por favor, me humilhar, só para que não me fosse vedado um direito que é meu. Meu entendeu ?? De com meus textos exorcizar meus fantasmas e continuar a busca por algo que não sei se existe mas, irei encontrar.

Quero com minha escrita viver e com ela me fazer representar. Não quero chorar e nem ser um mais novo frustrado, pois só com a minha consciência sã, com minhas idéias e praticando a minha escrita, serei sempre João Adonias Aguiar Neto.