Neoliberalismo e Educação 11 Novembro, 2009
Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.Tags: Cidadania, civilidade, Direitos Civis, educação, Igualdade, Pedagogia, Transparência
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Quando falamos acerca de modificações sobre o modo de pensar educação vários dos nossos temores irão infelizmente voltar a assombrar nossos corações e mentes. O neoliberalismo com seu processo de construção hegemônica virá sempre em busca do seletivo social e não do pensamento do geral.
Esta estratégia de poder que sempre será articulada com um conjunto de reformas que visem a manutenção do poder que pelas minorias sempre será reivindicado. Cabendo aos que ficam a margem de qualquer benesse, reclamar seus direitos ou calar-se, como infelizmente é a regra.

Toda manobra que vise o pouco terá que ser encarada como hedionda socialmente.
O senso comum poderá ser manipulado por um propósito de conveniência de uma coerência que servirá para poucos, muito poucos. Sendo assim mais fácil de impor propostas de reforma que serão sempre impulsionadas por esta parcela da sociedade.

Legitimando-se assim, um discurso de igualdade que pode soar bonito aos ouvidos de desenformados, mas, infelizmente, esconderia um ardiloso processo de controle do poder.
A aceitação deste senso comum pela maioria dará uma chancela que para os que a pregam. Incluindo neste bojo as mudanças tecnológicas que, por sua mudança constante e acesso difícil a totalidade não daria o ingresso para quem quiser entrar nesta festa que o convite é caro e seletivo, deverá entrar na lista de espera da negligência social.
A mudança de uma mentalidade deverá nortear a mudança tão idealizada por todos que almejam por uma sociedade pulsante e pujante. Não cabendo a preguiça e sim a vigilância constante.
O poder estatal pode ser de extrema valia ou de um dano extremo. Se o Estado vier legitimar o que é de interesse de poucos, será uma lástima. Mas por outro lado, se preservar todos os direitos e cobrar todos os deveres, terá havido a verdadeira contribuição de um verdadeiro estado democrático. A justiça social.
A crise das instituições de ensino deve-se a diversos fatores como o crescimento irresponsável e anárquico nos quais está sofrendo nas últimas décadas. Passamos por uma crise democrática e gerencial.
Não temos acesso a um ensino de qualidade e como também gestores imbuídos de responsabilidade social.

A eficiência deverá ser fiscalizada como norma padrão e a escola deverá se cercar de qualidade. Só assim teremos ter uma verdadeira qualidade dos serviços educacionais. O que passa por uma revisão de por exemplo: Os sindicatos.
Os sindicatos ao invés de buscar a excelência educacional tendo como base a humanização dos profissionais de educação adotam notadamente critérios partidários que não contribuem para uma efetiva transformação da ótica educacional.
Viram verdadeiras fogueiras de vaidades e não cenário para debates e reflexões.
A sociedade tem a sua parcela de culpa na medida em que avaliza e aceita um padrão de status quo que as intervenções neoliberalistas e estatais empurram goela abaixo dos cidadãos. Privatizando assim, o êxito e o fracasso social.
A escola funciona mal porque as pessoas não reconhecem o valor do conhecimento. Professores ganham mal, a precariedade das instalações reina absoluta, e o Estado definitivamente não intervém com eficácia.
O conhecimento é mercadoria assim como quem deseja uma boa educação deverá imperativamente se curvar à realidade ou engrossar a fila dos excluídos. Para estes, o sofrimento é sina e a exclusão é a regra.
Em minha opinião, a educação brasileira deveria ser administrada por pessoas de excelência. Em cada seara, especialistas deverão ser contratados, fiscalizados e cobrados deles a eficiência e a decência de propósitos.
Só assim chegaremos ao patamar de desenvolvimento educacional coerente com as expectativas de uma nação que clama por mudanças.
As novas gerações de educadores deverão se conscientizar do verdadeiro papel de transformação da Educação como também a verdadeira bandeira do professor: Dedicação, humanização, conscientização e uma busca para uma justiça social que está infelizmente esquecida.
A verdadeira Olimpíada 26 Outubro, 2009
Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.Tags: civilidade, Direitos Constitucionais, Direitos e Deveres, Gastos Públicos, Olimpíada no Rio de Janeiro, PAN Rio 2007, Transparência
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Amigos do Blogão e meus amores.
Todos os dias pipocam as notícias de que mais uma pessoa morreu na guerra civil que assola o Rio de Janeiro. E infelizmente não é só do Rio que falo e sim dos grandes centros urbanos de nosso Brasil. Quando penso que os políticos de meu país irão tomar verdadeiramente as rédeas do controle, eles virão sempre com mais um estratagema para se beneficiar e atingir seus objetivos particulares.
Quando o Rio de Janeiro venceu a disputa para sediar as Olimpíadas de 2016 eu não comemorei. Fiquei de luto e entristecido com mais uma conquista que será passageira e imediatista e que em nenhum momento irá contemplar a necessidade de todos.

No nosso país não existe política pública de educação, ao menos uma eficiente. Que trate a educação como transformação e não como favor social e nem arma eleitoreira em anos de eleição. Não existe civilidade em nosso povo e nem uma consciência generalizada de o que são direitos e deveres. O que observo é a permissividade que é a marca da sociedade brasileira.

Modalidade: Tiro Livre contra civis
Só teremos Copa do Mundo e Olimpíadas no Rio se o tráfico avalisar!!!
Caso contrário o que veremos será uma edição real do jogo Counter Strike televisionada por todo Brasil via satélite. Ou então teremos uma demonstração de incompetência, vide a Eco92. Que o exército teve que ir às ruas para apaziguar os ânimos. Em uma mostra gritante que em país de políticos corruptos quem manda é o “poder paralelo” e não a Constituição ou nenhuma Lei vigente.
Mas como educador que sou não posso entregar os pontos. Quero muito acreditar que o esporte será incluido como política pública educacional e que vire programa não de governo e sim mentalidade de uma nova era.
Outra coisa que me preocupa e muito é como serão geridos estes orçamentos. A transparência deverá ser pontual no tocante a destinação de verbas e os gastos deverão ser demonstrados ponto a ponto, centavo a centavo na Internet ou em jornais de circulação nacional.
Chega de ver relatórios de suparfaturamento de obras e irregularidades em licitações. E mais ainda, o relatório que está no TCU que trata das obras do PAN que extrapolaram R$ 4 bilhões, ainda está esperando votação.
Acredito que para uma total lisura no processo, este relatório deveria ser votado antes de começarem as obras da Copa do Mundo e as da Olimpíada e que não caisse no esquecimento conveniente para poucos e inconveniente para uma nação inteira.

A nossa verdadeira e eterna medalha de ouro
Esporte + Educação + Direitos e Deveres ensinados na Escola = Um novo Brasil, um Brasil que caiba todos em seu colo (de uma mãe pátria amada e gentil) e que não deixe que filhos e filhas ainda escorreguem de seus braços, caindo assim no vazio.
O vazio de educação, civilidade, oportunidades iguais e de decência social.
Só assim seremos campeões do mundo e teremos a nossa eterna medalha de ouro.
Reflexões acerca da Educação Brasileira 8 Outubro, 2009
Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.Tags: Bem-estar, Cidadania, civilidade, educação, Esperança, Sociedade
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Quando pensamos em métodos de propagação de mudanças, pensamos logo em educação. Mas, infelizmente, os que estão como doutrinadores de leis e diretrizes irão sempre nortear condutas sobre a efígie da manutenção de controle e poder. Usando desta artimanha, poderão legitimar a acentuar sua posição de privilegio.
A exploração da miséria como arma de manutenção de poder é algo bastante usado pelo neoliberalismo. As condições são de completa ineficiência estrutural. Com este cenário desigual, a elite mostrará que o privilégio não é somente desejável, mas também necessário. Mas a pergunta fica, porque só para eles?
Os mecanismos estarão sempre aí para quem quiser observar. Utilizam-se da perversidade. Com a atrocidade de tais atos contra o coletivo, muitos dos que estarão à margem da sociedade encontrarão com estas políticas, um recado bastante claro e objetivo: Ei, você! O que estás fazendo aqui? É o seu lugar?
Constituindo assim além de um recado bem claro, uma bandeira ainda levantada por muito poucos.
Todo argumento em minha opinião se levantado por poucos é objeto de futilidade. Pois o alicerce que a sustenta é de codificação elaborada por poucos. Daí que vem a futilidade. Quando não se respeita as necessidades prementes do ser humano, em prol de poucos, o motivo além de fútil, será de uma imbecilidade surreal.
Para cada manifestação de insatisfação, terá sempre a repressão com um tom de ameaça cada vez mais atual e direto. Os controladores do muito possuem prerrogativas que fazem barrar evoluções sociais, incluindo a educação neste bojo, e por fim, o apavoramento dos cidadãos.
Pois em terra que poucos têm, nem venha pegar o que é meu e se o meu for muito… Arranco seu coro e sua dignidade, isto é, se você ainda tiver uma.
A qualidade educacional deve ser implementada em larga escala. Infelizmente o que atravanca esta transformação, é o domínio dos que detem a logística educacional pública. Implicando assim na velha premissa do controle, marginalização e do crime de responsabilidade que os homens públicos do meu país cansam em cometer.
A Escola Pública deve ser aberta, equipada e humanizada. Pois só com pessoas compromissadas com a transformação das realidades, iremos dar passos significativos de evolução.
Promessas sofistas acerca de uma nova e melhorada educação observo a cada quadriênio. A promessa assim como a educação, são ótimas para arrebanhar votos, mas são péssimas para expor a realidade nua a crua aos brasileiros. Já pensou a reviravolta que acontecerá no dia em que todos saibam da verdadeira situação do nosso Brasil. Que todos saibam pescar ao invés de receberem esmola social?
O que é a qualidade educacional? Será que se a escola tem toda a infra-estrutura ela será a 9ª maravilha do mundo? O conceito de qualidade decaiu e muito. Pois para mim qualidade de ensino além de ser um problema estrutural, é obrigatória a eficácia docente e como também uma gestão comunitária e social de cada centavo que será colocado.
Ou a escola atingirá o seu potencial social ou teremos com a participação dos legisladores um predomínio de sacanagem com o futuro. Um processo de sabotagem ardiloso que só vitima o nosso futuro, a nossa esperança.
Seguiremos acreditando, mas como diria o filosofo Terêncio: “Nada do que é humano me é estranho”.
O valor da educação 20 Setembro, 2009
Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.Tags: civilidade, Construtivismo, educação, Pedagogia
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Muitos se perguntam: Qual é o verdadeiro valor da educação? Qual contribuições ela poderá implementar? E o sentido disso tudo? A educação tem como finalidade a liberdade de mentes e ações, sendo que na esfera das ações, a ética e o sentido de coletividade deverá preponderar.
O sentido de se educar e nada mais nada menos do que uma razão e com ela a produção de uma vontade. Cada homem é um ser único, mas, também, a humanidade inteira daí que vem o dever histórico com a educação. O de não sermos egoístas e sim agirmos com a razão.
Claro que se vivêssemos em um mundo sem ética e nem valores, nada poderia ser feito. Não teríamos esperança de um futuro promissor e sim a repetição de discursos que iriam reproduzir o caos mental e a bestialidade de comportamentos.
A comunicação entre a raça humana é um capítulo importante neste contexto. Pois através do compartilhamento de um horizonte de idéias, conseguiremos avaliar o que é bom ou mal, sem prejuízo para ninguém. Isso em um mundo ético e moral.
Todo processo, e o educacional tem a obrigação disto, é a permissão da crítica. Pois só através de um criterioso processo de avaliação, poderemos aprender com nossos erros, constituindo assim em um ritual de aprimoramento de ações e de metas, levando muito em conta o geral e não o único.
A fala, em relação ao mundo físico, é a porta de entrada para o mundo físico, assim sendo, poderemos com nosso discurso conseguir construir ou destruir as nossas vidas ou as de outrem.
Palavras são as armas mais importantes em um processo dialógico, mas deverão ter sempre a vigilância e a eticidade em cada ação ou em cada propósito.
A educação tem como finalidade a produção de uma humanidade com ética de valores. E o resgate das funções da educação só se dará com uma ação pedagógica contumaz e incisiva, para que não hajam desvirtuamentos e nem a reprodução de discursos que não sejam norteados pela ética.
A educação é ferramenta importante para se estabelecer uma competência interativa. Ela junto com a fala aprimoraria técnicas de comunicação e estabeleceriam um método de troca de informações.
Mas como toda arma, a educação tem o seu lado perverso. O pensamento ocidental contribuiu e muito para tal processo. A idéia de dominação e a da manipulação até hoje fazem suas vítimas, a parcela mais pobre das populações é que paga preço altíssimo por tal ato criminoso.
Aqui em meu país, não se trata educação como agente transformador e sim esmola social. Pois para a consciência de nossos políticos, o ideal de uma sociedade é o da lobotomização de indivíduos e com isso ceifando de forma arbitrária e proposital a possibilidade de uma participação política mais efetiva.
O progresso e a evolução contribuíram e muito para o atual cenário social. Pois pelo progresso desmedido, entramos em uma espiral de exploração predatória e com a ineficiência de um propósito de explorar com construção e não com egoísmo e destruição.
A manipulação de ideais e de propósitos contribuíram e muito para o caos de opções a serem seguidas. Pois só os poucos que adotariam a educação como agente transformador civil, não seriam dragados por discursos sofistas em prol de muito poucos.
Temos que através do entendimento buscar um consenso que contemple a todos, que a reciprocidade seja encarada como um ato de construção e não de retaliação. Só assim com todos imbuídos de um propósito único chegaremos ao ideal. Uma sociedade harmônica e moderna.
A minha escola é a da instituição da modernidade, e com ela viriam à igualdade, a fraternidade e a transformação de um pensamento arcaico que nos prejudica há séculos. Temos o dever de sermos agentes de uma contribuição educacional plena e não maquinas repetidoras de conceitos ultrapassados e de crueldade de propósitos.
Uma sociedade educada com propósitos de construção poderá ter no infinito o seu limite, pois o amor e a solidariedade são infinitas quando realmente educamos. Cabe a nós a atitude e não só o discurso.
Solidariedade (artigo de luxo) 13 Novembro, 2008
Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.Tags: amor ao próximo, Carinho, civilidade, Direitos Civis, Direitos Constitucionais, Grávidas, Necessidades especiais, Solidariedade
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Amores,
Hoje vendo à uma cena mais do que irritante dentro de um coletivo, fiquei revoltado e me pronunciei em pleno ônibus. Uma grávida teve que ficar em pé por longos 20 minutos dentro do ônibus, só vendo que ninguém estava nem aí com a situação, eu que já estava em pé, perguntei à um moço que estava logo a frente da moça e não estava nem aí com a situação, ô cara, tá vendo a moça em pé não ?? Não vai dar o lugar ?? Veja a situação dela !! Olhe o barrigão !! E o cara depois de minutos relutantes e com toda atenção de um ônibus lotado sucumbiu e deixou a moça sentar. Alguns até bateram palmas, juro a vocês.
O pior disso tudo é que se não houvesse uma reação de qualquer pessoa, não só a minha o cara iria ficar de cara pro ar e não fazer nada, pô ele não veio ao mundo por uma mulher ?? Será que ele não tem um pingo de noção de como é difícil a vida de uma gestante que não possue carro próprio ?? Isso tudo vai acumulando em meu coração e como estou estressado, desconto da melhor forma possível, me tornando cada dia mais vigilante, antenado contras essas formas hediondas de se portar em sociedade.
” Não faça ao próximo o que não querias que façam com você”. Deveria ser um lema …… um legado de colaboração e respeito a necessidade dos outros. Pois se não for assim, a tendência é piorar e muito um quadro de abandono e falta de carinho. Ajude-me você também, plante essa semente, seja solidario, se engage em algum trabalho voluntário em sua comunidade, seja realmente filho de Deus.
Tirando por exemplo eu, que não conheço a maioria das pessoas que lêem meus artigos, tenho vocês como meus, e essa parceria de informação e jornada espero que seja eterna. À vocês tenho o maior carinho e admiração, pois sei que atinge as mais diversas etnias e faixas sociais. Por isso tenho o maior cuidado e critério ao escrever. Certinho ??
Beijooooooo, se cuidem !!! Amem uns aos outros !!! E se possível a mim também !!! rsrsrsrsrsrs !!!
Racismo…. chega !!! 10 Novembro, 2008
Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.Tags: civilidade, crime, Desigualdade Racial e Cultural, Direitos HUmanos, Discriminação, educação, Impunidade, Mazela, Política Pública, Preconceito, Raça Negra, Racismo
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Amigos
Ontem lendo o jornal A Tarde de Salvador, fiquei perplexo com mais um caso de racismo na cidade negra do nosso Brasil. Um taxista desconfiou que três jovens afrodescendentes que estavam no meio de uma corrida fossem assaltantes e chamou a polícia, que de pronto humilhou os pobres rapazes no mesmo ritual de brutalidade e despreparo nos quais norteiam as políticas de insegurança pública. O pior foi que depois de toda a humilhação no qual foram expostos os rapazes foi provada a inocência dos mesmos. Como se fossem deles a obrigação de mostrar se seriam culpados ou não.
Negro aqui em Salvador não é criminoso não, precisamos parar de estigmatizar isto !! O que é criminoso é a falta de educação e um jeito decente de uma pessoa progredir na vida, com meios de subsistência dignos. O que é criminoso são milhões de verbas públicas não chegarem aos quem necessita, ano após ano sistematicamente. Acabou a escravidão pois é nela que se menospreza alguém, subjulga, agride, fere, mata. Vivemos em Salvador, capital mundial do racismo e da desigualdade social do planeta. Onde os que deveriam ser exaltados por causa da contribuição cultural são sistematicamente postos em vigésimo plano, numa manobra de criminosos.
O que esta faltando aos cidadãos baianos é o acesso a educação e ao emprego, pois infelizmente o que vemos é só banho de luz, banho de asfalto, metrô superfaturado, secretarias de governo inchadas com as “boquinhas”, saúde pública ineficaz. Num cenário de abandono e sacanagem administrativa.

Por sermos um estado negro e somos mesmo, não cabendo discursos sofístas, infelizmente a grande parcela da população não tem acesso às necessidades básicas de todo ser-humano, direitos estes que são assegurados pela Declaração dos Direitos Humanos, que neste ano completou 60 anos. O que impera na Bahia é a Imposição Negligente de Prioridades Particulares esta sim é a nossa declaração. Fato no qual não me orgulho, tenho nojo e revolta. Por isso vivo escrevendo aqui e contando com o fator disseminatório da Internet.
Não quero em hipótese nenhuma a segregação e sim a oportunidade de todos terem acesso ao básico, para só daí com os direitos fundamentais assegurados nós podermos tecer comentários sobre aquele ou aquela pessoa. De outra maneira não cabe, isso seria um preconceito fundamentado em bases históricas e que não refletem a atual situação de abandono da população brasileira.
Este Blog estará sempre antenado com a situação do momento. E sempre que achar pertinente irá resenhar sobre o assunto, pois me calar jamais, nunca.
Dedico este post à todos os meus irmãos e irmãs que foram alvo de crimes, de injustiça e de impiedosa marginalização social. Independentemente de raça.
Tô de saco cheio !!! 7 Novembro, 2008
Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.Tags: amor ao próximo, Bem-querer, cidadão, civilidade, Cotidiano, Familia, Manifesto, Revolta, Saco Cheio, Sociedade, Vida
1 comment so far
Amigos, irmãos e irmãs de parceria, meus amores.
Tô de saco cheio com muita coisa que estou vendo infelizmente no meu cotidiano. As pessoas estão perdendo as noções de como se portar em sociedade, estão perdendo também a noção real do que é ser cidadão e com isso fazer parte de um movimento para a melhoria de aspectos elementares que hoje estão fazendo muita falta a nossa realidade. O povo brasileiro adquiriu o vírus da permissividade, e não quer abandona-lo tão cedo. Isso me deixa e muito de saco cheio.
O jeitinho das filas, a falta de educação, a falta de amor ao próximo, isso tudo esta se acumulando dentro de mim. Não aguento mais as coisas que estão sendo praticadas hoje em dia. Ninguém dá um bom dia, um obrigado daqueles que vem do coração e não como uma mera formalidade. Ninguém abraça ninguém, dá a mão, se importa com o que está acontecendo. Somos egoístas sim !! Sacanas de uma espécie que se agride todos os dias, não importando o modo e nem a ocasião.
É policia batendo sem perguntar o porquê, são pais querendo um trabalho decente e não tem, são filhos revoltados porque crescem num ambiente familiar totalmente ruído. Negros são discriminados todos os dias por uma gente que por ignorância não sabe de onde realmente vieram, que tem o mesmo sangue dos ofendidos, afinal somos todos mestiços. Essa é a cara do meu povo, da minha gente.
Porra, custa ser mais educado ?? Tratar os outros como gostam de ser tratados ?? Ser cidadão ?? Acredito nessa revolução sim, mas para isso tem que partir das entranhas desse povo do meu país, que já tem pressa de mudança, ou nos melhoramos e começamos a realmente aprender a viver em sociedade, ou ficaremos com aquela velha pergunta…. Usamos todo o potencial no que concerne a vida em sociedade ?? O nosso papel foi cumprido ?? Ou esta ??
Sinceramente não sei. Escrevo este post hoje pois estou revoltado com muita coisa que estou vendo.
Este artigo é dedicado a minha vizinha mais do que sacana, que fez um reparo em seu apartamento e deixou a “cagada” na porta do meu. À ela a minha repulsa e indignação.
Forte beijo no coração de todos
Boa sexta….. baladas….. emoções…..novos amores….vida… !!!
Campanha de um consumidor consciente 3 Novembro, 2008
Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.Tags: Bolivianos, civilidade, CLT, Consumidor, Consumo, Dignidade, direitos, Direitos HUmanos, Escravidão, Exploração, Flamengo, Lojas C&A, Lojas Marisa, Lojas Riachuelo, Nike, Trabalho escravo
1 comment so far
Caros amigos e amigas
Vocês sabiam que existem lojas aqui no Brasil que usam ou usaram mão-de-obra estrangeira (boliviana) na confecção das suas peças ?? Que estes mesmos imigrantes são tratados em condições desumanas, e o seu trabalho é escravo. Que já foram alvo de investigações em CPI pela Câmara Municipal de São Paulo em 2006 ?? Vocês sabiam ?? Tem ciência do fato ??
E para mim, que sou brasileiro, é uma vergonha saber que são investidos milhões em propaganda, mas por outro lado não teriam a capacidade de tratar seus “funcionários” da sua linha de produção de uma forma decente. Lojas como a Riachuelo, C&A e Marisa foram alvo de investigações. Espero sinceramente que essa política criminosa tenha sido extirpada destas grandes cadeias de lojas.
Eu já de longa data não consumo nada que venha da Nike, pois a política de utilização de mão-de-obra desta empresa é de longe aceitável. E me dá vergonha a seleção do meu país usar aquela marca, tanto como o meu time do coração que é o Flamengo, fato com o qual contribuiu para que eu nunca comprasse nenhuma camisa da era Nike. Outra que não faço uso é a Siemens, ela se utilizou e muito de mão-de-obra escrava nos campos de concentração nazistas. Isso para mim é criminoso, devemos tratar os funcionários com toda a decência, não cabendo a exploração e humilhação por parte dos contratantes.
A política de trabalho-emprego no mundo é predatória quando no concerne a mão-de-obra barata. As organizações devem fiscalizar com olhos mais severos todas as indústrias que usam a exploração como meio de enriquecimento. Quero e muito que todos os trabalhadores e trabalhadoras do mundo recebam tratamento digno e que recebam um salário justo pelos serviços prestados. Não importando raça, credo e nem país de origem.
Amigos e amigas se souberem de algo que desabone as políticas de trabalho de sua marca favorita, não a compre mais e peça aos amigos e familiares que façam o mesmo. Consumidor ativo é o consciente.
Forte abraço
Nossos verdadeiros cidadãos 1 Novembro, 2008
Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.Tags: Ajuda, ìndio, brasil, civilidade, Discriminação, Floresta Amazônica, Pataxó, Porto Seguro
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Amigos
Assistindo esta semana uma palestra na minha Faculdade ministrada pelo Prof. Derval Gramacho com o tema: “Os índios sobre o olhar dos índios” pude constatar algumas coisas e confirmar outras tantas.
Porque em hipótese nenhuma os verdadeiros representantes de nossa terra, recebem um tratamento digno de seres humanos ?? Será que as políticas públicas encaram isso como um favor social ?? Ou será que nós “brancos” vemos os índios hoje como vagabundos assistenciais ??
Não se cabe hoje em dia o tratamento destinado à eles, pois além de não ser respeitado o direito a muita coisa que teoricamente teriam, são extirpados de suas casas e terras de um jeito mais do que animal, o que é inadmissível. Para sobreviver muitos se juntam ao garimpo e se tornam verdadeiros escravos de pessoas que não dão a verdadeira importância à aquelas pessoas.
Vale a pena lembrar aos esquecidos por conveniência que os índios e índias brasileiros foram quase que exterminados pela colonização portuguesa, ou então levados para Portugal como atrações circences, para intreter os imbecis que nem sabiam com quem estavam lidando e tão menos a história rica de tradições e costumes. Hoje infelizmente muito dos dialetos falados tempo atrás hoje com a inconsequente necessidade que os índios falem o Português, estão fazendo com que os índios perdessem muitas das línguas que hoje se encontram esquecidas, lamentavelmente.
Não e nunca tratamos os índios com o devido respeito, estamos longe de se fazer justiça com o que fizemos deliberadamente, pilhamos uma cultura vastíssima em prol de alguma coisa superficial. Portugal queimou alguns e nós num cenário de barbárie queimamos o índio Galdino, alguém se lembra ??? Ou já esqueceram, como sempre é conveniente nos casos de culpabilidade histórica.
Hoje o cenário é de abandono sistemático, os poucos programas que tratam o índio como ser humano são poucos. Muito poucos. Os orgãos públicos pouco fazem jus a verba que recebem, pois até casos de violência em dependências de instituições federais tivemos notícia.
Mas graças a Deus temos coisa séria se fazendo hoje. Quer um bom exemplo ??
Bom sábado !!! Beijo no coração de vocês !! Obrigado sempre pela parceria.