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Neoliberalismo e Educação 11 Novembro, 2009

Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.
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Quando falamos acerca de modificações sobre o modo de pensar educação vários dos nossos temores irão infelizmente voltar a assombrar nossos corações e mentes. O neoliberalismo com seu processo de construção hegemônica virá sempre em busca do seletivo social e não do pensamento do geral.

Esta estratégia de poder que sempre será articulada com um conjunto de reformas que visem a manutenção do poder que pelas minorias sempre será reivindicado. Cabendo aos que ficam a margem de qualquer benesse, reclamar seus direitos ou calar-se, como infelizmente é a regra.

Toda manobra que vise o pouco terá que ser encarada como hedionda socialmente.

O senso comum poderá ser manipulado por um propósito de conveniência de uma coerência que servirá para poucos, muito poucos. Sendo assim mais fácil de impor propostas de reforma que serão sempre impulsionadas por esta parcela da sociedade.

Legitimando-se assim, um discurso de igualdade que pode soar bonito aos ouvidos de desenformados, mas, infelizmente, esconderia um ardiloso processo de controle do poder.

A aceitação deste senso comum pela maioria dará uma chancela que para os que a pregam. Incluindo neste bojo as mudanças tecnológicas que, por sua mudança constante e acesso difícil a totalidade não daria o ingresso para quem quiser entrar nesta festa que o convite é caro e seletivo, deverá entrar na lista de espera da negligência social.

A mudança de uma mentalidade deverá nortear a mudança tão idealizada por todos que almejam por uma sociedade pulsante e pujante. Não cabendo a preguiça e sim a vigilância constante.

O poder estatal pode ser de extrema valia ou de um dano extremo. Se o Estado vier legitimar o que é de interesse de poucos, será uma lástima. Mas por outro lado, se preservar todos os direitos e cobrar todos os deveres, terá havido a verdadeira contribuição de um verdadeiro estado democrático. A justiça social.

A crise das instituições de ensino deve-se a diversos fatores como o crescimento irresponsável e anárquico nos quais está sofrendo nas últimas décadas. Passamos por uma crise democrática e gerencial.

Não temos acesso a um ensino de qualidade e como também gestores imbuídos de responsabilidade social.

A eficiência deverá ser fiscalizada como norma padrão e a escola deverá se cercar de qualidade. Só assim teremos ter uma verdadeira qualidade dos serviços educacionais. O que passa por uma revisão de por exemplo: Os sindicatos.

Os sindicatos ao invés de buscar a excelência educacional tendo como base a humanização dos profissionais de educação adotam notadamente critérios partidários que não contribuem para uma efetiva transformação da ótica educacional.

Viram verdadeiras fogueiras de vaidades e não cenário para debates e reflexões.

A sociedade tem a sua parcela de culpa na medida em que avaliza e aceita um padrão de status quo que as intervenções neoliberalistas e estatais empurram goela abaixo dos cidadãos. Privatizando assim, o êxito e o fracasso social.

A escola funciona mal porque as pessoas não reconhecem o valor do conhecimento. Professores ganham mal, a precariedade das instalações reina absoluta, e o Estado definitivamente não intervém com eficácia.

O conhecimento é mercadoria assim como quem deseja uma boa educação deverá imperativamente se curvar à realidade ou engrossar a fila dos excluídos. Para estes, o sofrimento é sina e a exclusão é a regra.

Em minha opinião, a educação brasileira deveria ser administrada por pessoas de excelência. Em cada seara, especialistas deverão ser contratados, fiscalizados e cobrados deles a eficiência e a decência de propósitos.

Só assim chegaremos ao patamar de desenvolvimento educacional coerente com as expectativas de uma nação que clama por mudanças.

As novas gerações de educadores deverão se conscientizar do verdadeiro papel de transformação da Educação como também a verdadeira bandeira do professor: Dedicação, humanização, conscientização e uma busca para uma justiça social que está infelizmente esquecida.

Reflexões acerca da Educação Brasileira 8 Outubro, 2009

Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.
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Quando pensamos em métodos de propagação de mudanças, pensamos logo em educação. Mas, infelizmente, os que estão como doutrinadores de leis e diretrizes irão sempre nortear condutas sobre a efígie da manutenção de controle e poder. Usando desta artimanha, poderão legitimar a acentuar sua posição de privilegio.

A exploração da miséria como arma de manutenção de poder é algo bastante usado pelo neoliberalismo. As condições são de completa ineficiência estrutural. Com este cenário desigual, a elite mostrará que o privilégio não é somente desejável, mas também necessário. Mas a pergunta fica, porque só para eles?

Os mecanismos estarão sempre aí para quem quiser observar. Utilizam-se da perversidade. Com a atrocidade de tais atos contra o coletivo, muitos dos que estarão à margem da sociedade encontrarão com estas políticas, um recado bastante claro e objetivo: Ei, você! O que estás fazendo aqui? É o seu lugar?

Constituindo assim além de um recado bem claro, uma bandeira ainda levantada por muito poucos.

Todo argumento em minha opinião se levantado por poucos é objeto de futilidade. Pois o alicerce que a sustenta é de codificação elaborada por poucos. Daí que vem a futilidade. Quando não se respeita as necessidades prementes do ser humano, em prol de poucos, o motivo além de fútil, será de uma imbecilidade surreal.

Para cada manifestação de insatisfação, terá sempre a repressão com um tom de ameaça cada vez mais atual e direto. Os controladores do muito possuem prerrogativas que fazem barrar evoluções sociais, incluindo a educação neste bojo, e por fim, o apavoramento dos cidadãos.

Pois em terra que poucos têm, nem venha pegar o que é meu e se o meu for muito… Arranco seu coro e sua dignidade, isto é, se você ainda tiver uma.

A qualidade educacional deve ser implementada em larga escala. Infelizmente o que atravanca esta transformação, é o domínio dos que detem a logística educacional pública. Implicando assim na velha premissa do controle, marginalização e do crime de responsabilidade que os homens públicos do meu país cansam em cometer.

A Escola Pública deve ser aberta, equipada e humanizada. Pois só com pessoas compromissadas com a transformação das realidades, iremos dar passos significativos de evolução.

Promessas sofistas acerca de uma nova e melhorada educação observo a cada quadriênio. A promessa assim como a educação, são ótimas para arrebanhar votos, mas são péssimas para expor a realidade nua a crua aos brasileiros. Já pensou a reviravolta que acontecerá no dia em que todos saibam da verdadeira situação do nosso Brasil. Que todos saibam pescar ao invés de receberem esmola social?

O que é a qualidade educacional? Será que se a escola tem toda a infra-estrutura ela será a 9ª maravilha do mundo? O conceito de qualidade decaiu e muito. Pois para mim qualidade de ensino além de ser um problema estrutural, é obrigatória a eficácia docente e como também uma gestão comunitária e social de cada centavo que será colocado.

Ou a escola atingirá o seu potencial social ou teremos com a participação dos legisladores um predomínio de sacanagem com o futuro. Um processo de sabotagem ardiloso que só vitima o nosso futuro, a nossa esperança.

Seguiremos acreditando, mas como diria o filosofo Terêncio: “Nada do que é humano me é estranho”.

O que eu entendo sobre preconceito ? 20 Setembro, 2009

Posted by Jaqueline Vaz in Resenhas e Opiniões.
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Atualmente temos enfrentado grandes dificuldades de como respeitar o próximo de forma objetiva e precisa. Isso se deve a herança do passado. O preconceito está impreguinado até em nosso inconsciente.

Se estamos em uma sociedade que seguem doutrinas religiosas e que se digam de passagem: seguidores fielmente das palavras de Deus. Por que pecamos tanto? Pois como esta escrita na bíblia: “Amar ao próximo como a ti mesmo”. Não é o exemplo que vejo nas ruas, nas escolas e nas famílias.

Na verdade refletindo ao “pé da letra” o preconceito é uma forma de conceituar algo que não conheço e que então faço uma denominação preconcebida e em geral sem fundamentação cientifica.

O preconceito virou sinônimo de violência ao próximo. Uma forma de intolerância a outras raças, religiões e culturas. Resultando em injustiças e insultos diante a uma aparência ou empatia.

A sociedade usa o poder do “amor ao próximo” de forma mascarada, isso também absorvida pela mídia, ou seja, o uso de formas dissimuladas de expressar a aceitação do outro que é considerado diferente por uma ótica deturpada de uma determinada cultura.

Mas afinal o que é mesmo ser diferente? Carregamos ainda muitas condutas antigas, como o tempo da escravidão e os conflitos étnicos. E o que me preocupa é que estamos em pleno século XXI, mas, com uma mentalidade atrasada, engessada e atrofiada.

Somos preconceituosos até diante do nosso próprio Brasil, ao fazer sátiras de que o baiano é preguiçoso, o goiano é burro e o paulista do interior é caipira. O que me entristece, é o fato de nosso país não ser unido, começando daí o nosso subdesenvolvimento. Assim passando uma imagem negativa para os outros países, e desses sendo alvo de preconceitos também.

Por que não sabemos passar uma imagem positiva do nosso país? Sofremos de “crise existencial”, não reconhecemos as nossas qualidades e os nossos valores. A cultura americana é “melhor” e seguimos as tendências da “moda européia”.

Temos riquezas invejáveis, que qualquer outro país quer tomar posse. A pena que nem todo mundo reconhece isso, pois a nossa sociedade é constituída de uma população de maioria excluída e alienada. E os nossos representantes políticos não têm o espírito de coletividade, são individualistas.

Viu aí o preconceito? Isso é somente o socioeconômico! Parte de uma “teia de relações de preconceitos” em que está associado ao cultural, ao de gênero e dentre outros!

Uma perspectiva lastimável.

O que é a sociedade Pós-Moderna ? 20 Setembro, 2009

Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.
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Com o avanço das tecnologias e das artes de um modo geral, se apresentou no bojo destas informações um novo conceito de cultura e de informação, e também para a substituição de velhos dogmas que já eram discutidos. Uma mudança sistemática acontecia a olhos vistos mudando assim como veríamos as próximas décadas a seguir.

Com esta mudança, cria-se um novo olhar sobre a cultura mundial que passa a ser globalizada. Notados eram também os avanços na área cientifica, mas, o que daria verdadeiramente o nome a esta sociedade seria a alavancagem do capitalismo. Fato que marcaria inclusive o cenário mundial com a outrora temida Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética.

E com este acirramento de relações, o mundo se esquivava ao poderio bélico e econômico destes países, aumentando e muito o sentido de discrepância entre o resto do planeta. Vale a pena salientar que outras modificações no modo de vida do cidadão global começariam dali. O neoliberalismo que surgira uma década antes teria no pós-modernismo uma fonte inesgotável de fomentação e justificação.

Demerval Saviani afirma que o pós-modernismo ficaria pautado pelo esvaziamento do trabalho pedagógico na escola, a decadência da cultura e que margearia com fragmentações e superficialidade de conteúdos. Já o pensador brasileiro Sergio Paulo Rouanet afirma que, o prefixo pós tem muito mais sentido exorcizar o velho do que fomentar o novo, ou seja, há uma “consciência de ruptura”.

A humanidade tem este péssimo mau costume de fomentar o novo sem uma base cuidadosamente elaborada. Pois, em minha opinião só deveríamos partir para um novo conceito depois de analises contundentes acerca de tais modificações. Não só caberia a mudança, que é latente nos seres humanos, a consciência de propósitos também é de primaz analise.

E através dos processos de evolução o homem como sujeito modificador também sofrerá suas mazelas. Pois nenhum ser agüentaria tamanha mudança sem que haja uma deteriorização de mentes e corpos. Pois toda a evolução costuma cobrar o seu preço, que em muitas das vezes é caro. Mas a premissa todos nós sabemos de cor, que é o privilegiamento de poucos, e nós por estes poucos que iremos nos modificar.

O valor da educação 20 Setembro, 2009

Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.
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Muitos se perguntam: Qual é o verdadeiro valor da educação? Qual contribuições ela poderá implementar? E o sentido disso tudo? A educação tem como finalidade a liberdade de mentes e ações, sendo que na esfera das ações, a ética e o sentido de coletividade deverá preponderar.

O sentido de se educar e nada mais nada menos do que uma razão e com ela a produção de uma vontade. Cada homem é um ser único, mas, também, a humanidade inteira daí que vem o dever histórico com a educação. O de não sermos egoístas e sim agirmos com a razão.

Claro que se vivêssemos em um mundo sem ética e nem valores, nada poderia ser feito. Não teríamos esperança de um futuro promissor e sim a repetição de discursos que iriam reproduzir o caos mental e a bestialidade de comportamentos.

A comunicação entre a raça humana é um capítulo importante neste contexto. Pois através do compartilhamento de um horizonte de idéias, conseguiremos avaliar o que é bom ou mal, sem prejuízo para ninguém. Isso em um mundo ético e moral.

Todo processo, e o educacional tem a obrigação disto, é a permissão da crítica. Pois só através de um criterioso processo de avaliação, poderemos aprender com nossos erros, constituindo assim em um ritual de aprimoramento de ações e de metas, levando muito em conta o geral e não o único.

A fala, em relação ao mundo físico, é a porta de entrada para o mundo físico, assim sendo, poderemos com nosso discurso conseguir construir ou destruir as nossas vidas ou as de outrem.

Palavras são as armas mais importantes em um processo dialógico, mas deverão ter sempre a vigilância e a eticidade em cada ação ou em cada propósito.

A educação tem como finalidade a produção de uma humanidade com ética de valores. E o resgate das funções da educação só se dará com uma ação pedagógica contumaz e incisiva, para que não hajam desvirtuamentos e nem a reprodução de discursos que não sejam norteados pela ética.

A educação é ferramenta importante para se estabelecer uma competência interativa. Ela junto com a fala aprimoraria técnicas de comunicação e estabeleceriam um método de troca de informações.

Mas como toda arma, a educação tem o seu lado perverso. O pensamento ocidental contribuiu e muito para tal processo. A idéia de dominação e a da manipulação até hoje fazem suas vítimas, a parcela mais pobre das populações é que paga preço altíssimo por tal ato criminoso.

Aqui em meu país, não se trata educação como agente transformador e sim esmola social. Pois para a consciência de nossos políticos, o ideal de uma sociedade é o da lobotomização de indivíduos e com isso ceifando de forma arbitrária e proposital a possibilidade de uma participação política mais efetiva.

O progresso e a evolução contribuíram e muito para o atual cenário social. Pois pelo progresso desmedido, entramos em uma espiral de exploração predatória e com a ineficiência de um propósito de explorar com construção e não com egoísmo e destruição.

A manipulação de ideais e de propósitos contribuíram e muito para o caos de opções a serem seguidas. Pois só os poucos que adotariam a educação como agente transformador civil, não seriam dragados por discursos sofistas em prol de muito poucos.

Temos que através do entendimento buscar um consenso que contemple a todos, que a reciprocidade seja encarada como um ato de construção e não de retaliação. Só assim com todos imbuídos de um propósito único chegaremos ao ideal. Uma sociedade harmônica e moderna.

A minha escola é a da instituição da modernidade, e com ela viriam à igualdade, a fraternidade e a transformação de um pensamento arcaico que nos prejudica há séculos. Temos o dever de sermos agentes de uma contribuição educacional plena e não maquinas repetidoras de conceitos ultrapassados e de crueldade de propósitos.

Uma sociedade educada com propósitos de construção poderá ter no infinito o seu limite, pois o amor e a solidariedade são infinitas quando realmente educamos. Cabe a nós a atitude e não só o discurso.

Lançamento de O Jogo da Dissimulação – abolição e cidadania negra no Brasil 28 Abril, 2009

Posted by João Aguiar in Notas do Blogão.
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Convite do lançamento do livro

Convite do lançamento do livro

Bienal do Livro – Salvador 27 Abril, 2009

Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.
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Amigos do Blogão e meus amores,

Sábado passado meus colegas e eu (Pedagogia – Faculdade 2 de Julho/Salvador) fomos apresentar duas oficinas no espaço “Circo das Letras” na Bienal do Livro em Salvador. Os temas das oficinas foram: “Prazer de Ler” e “Memórias de Leitura”. Foi para mim muito recompensador ter participado deste espaço e de ter feito este trabalho.

Com a criançada a mil e querendo participar de cada atividade, em alguns momentos foi dificil segurar o ímpeto das crianças, mas no geral, tudo correu bem. O que importou mesmo foi que conseguimos passar o nosso recado: Que a leitura é importante para o amadurecimento e o desenvolvimento das crianças em geral.

Destacamos o papel dos pais e mães, a obrigação que eles tem neste processo de busca por uma identidade de leitura, coisa que no nosso Brasil está em desuso. Temos o papel de incentivar a leitura nas crianças e destacar também o papel transformador da Educação pois só assim, conseguiremos alcançar a maturidade como país e como sociedade.

E não a ploriferação das mazelas que vemos todos os dias. Boa segunda-feira !! Beijo no coração de todos

Votação do Sistema de Cotas 24 Março, 2009

Posted by João Aguiar in Notas do Blogão, Resenhas e Opiniões.
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Vossa Excelência
Senador da República do Brasil

Vossa Excelência
Senadora da República do Brasil

Vimos solicitar a V. Ex.ª nos ajude a fortalecer a corrente daqueles que defendem e lutam pelas políticas de cotas, como ação afirmativa em favor de estudantes de origem africana e indígenas.

Defendemos, para um tempo apropriado, as políticas chamadas de universalistas e que poderão garantir o acesso às universidades daqui a aproximadamente 30 anos de quaisquer alunos e alunas que entrarem nas BOAS escolas públicas que serão implantadas no País [só Deus sabe quando!].

A ação afirmativa vem suprir as decenais omissões e descasos históricos do poder público na área da educação, em nosso País. Mas uma medida tão singela tem virado um “bicho de sete cabeças”.

A POLÍTICA  é irmã gêmea da ÉTICA.  Se é assim, deve ser exercida em sintonia com uma dimensão fundamental: o TEMPO.

Em nosso vivido, temos sofrido junto com a população brasileira majoritária, pelo fato de alguns políticos, alguns intelectuais – e alguns/mas outros/a “românticos/as” ou “interesseiros/as” – colidirem contra a boa política e a ética quando negam a necessidade da implementação de políticas que promovam a igualdade e a justiça HOJE, e as adiam para as “calendas gregas”.

Neste futuro sempre adiado, os/as jovens negros/as e indígenas que estão, com justeza, reivindicando um lugar nas universidades públicas serão avôs, antes de poderem ver reconhecidos seus direitos que são legítimos em função de um regime de segregação – com “ares” de “democracia racial” – que teve início nos anos 1500 e que os governos do Brasil têm feito questão de perpetuar, especialmente a partir do dia 14 de maio de 1888!

Negros e negras estão exaustos de viverem o “dia seguinte” de uma abolição inconclusa após 120 anos!

Nesse sentido, vimos solicitar a V. Ex.ª, na condição de Senador/a da República considere a necessidade do povo brasileiro [com todas as características históricas, políticas e demais que V. Ex.ª bem conhece para o exercício do mandato] e vote, na próxima 4a. feira, em favor da PL 180/2008.

No caso V. Ex.ª já ser um/a digno/a defensor/a de uma política que tornará a presença de homens e mulheres negros/as e indígenas em nosso País uma realidade de dignidade para mais de 50% da população e para todos/as os/as demais que, juntos, se irmanam (de um jeito ou de outro) na constituição da brasilidade…  reconhecemos e o/a parabenizamos por seu compromisso com a democracia.

Respeitosamente,

Ana Maria Felippe – Coordenadora Geral
Memória Lélia Gonzalez
www.leliagonzalez.org.br
podermulher@terra.com.br
Rio de Janeiro – RJ

* Carta enviada aos senadores e senadoras de Brasília, a votação do Sistema de Cotas ocorrerá amanhã (quarta-feira).

Porque realizar um evento que fale sobre Educação é tão difícil ?? 16 Março, 2009

Posted by João Aguiar in Notas do Blogão.
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Parceiros do Blogão e meus amores,

Estou a meses tentando captar recursos para algumas audiências públicas que falem sobre a Educação e não estou conseguindo captar patrocinadores para o evento. O que me está deixando triste e desesperançoso. Porque realizar qualquer evento que fale sobre Educação no Brasil é comnplicado ??

Esbarro na velha burocracia acadêmica e institucional e na falta de vontade das editoras em embarcar no projeto. Já liguei para várias editoras aqui em Salvador e não obtive resposta positiva de nenhuma. Algumas sequer me retornaram. Isso não é de graça não !! Todas terão veiculadas a marca nos dias do evento, e mais, estarão passando a mensagem que estão se importando com os caminhos da Educação baiana.

Se você tiver algum contato amigo leitor, que deseje entrar como parceiro neste projeto, me mande um e-mail. joaoilheus@gmail.com

Agradeço desde já o apoio ….. e boa segunda-feira!!

Desordem e Regresso – Made in Brazil 12 Novembro, 2008

Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.
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Meus irmãos e irmãs

Várias coisas atulamente tiram meu sono e deveriam tirar o seu também caro(a) leitor(a). Além da roubalheira que assola nosso país, a violência social e cultural, a saúde pública num bagaço de dar dó. Me deparo com a notícia que os parlamentares não querem que a lei que proíbe a nomeação de parentes de até 3o grau seja realmente efetivada. Já existem manobras em pleno curso para a extinção de tal lei. Lei essa que é de extrema premência e necessidade. Pois cargo público é para ser lotado com concurso público, e não com aquele festival de “canetadas” que nós vemos atualmente.

A lisura de um processo seja ele qual for e, a nomeação à um cargo público é uma delas, deve ser de forma democrática e não com a perpetuação de favores com a chamada “nomeação cruzada” que parentes de funcionários públicos entram em gabinetes de colegas e vice-versa. O concurso deve ser a única forma de acesso à carreira pública, baseada na competência técnica de cada um e não por dar a sorte de ser parente de funcionário e nem o famoso “QI”, pois quem lota tais cargos deveria ter a noção da importância dos mesmos e não colocar parasitas inoperantes para que nós pagarmos com nosso já injusto imposto.

brasil

Não quero pagar imposto para ver meu dinheiro indo para as mãos de gente que não sabe fazer um O com o fundo do copo. Quero que meu suado dinheiro seja justificado, com pessoas aptas e que tenham a verdadeira noção do que é servir ao cidadão que é de fato seu patrão, sua patroa. Mas para isso, teremos que ter uma EDUCAÇÃO PÚBLICA decente pois afinal de contas quero que todos tenham igualdade de condições quando na ocasião de um concurso.

O lema positivista da nossa bandeira, do nosso pavilhão nunca esteve tão errado. Aliás ele nunca esteve correto, pois de ORDEM E PROGRESSO não temos nada, e pelo jeito que o governo atua, não teremos tão cedo. Com Brasília instalada no caos e no egoísmo sistemático poderiamos ter na nossa bandeira o seguinte lema: DESORDEM E REGRESSO. Lá na capital nacional, ninguém se entende, numa bagunça provinciana e também pela falta de compromisso não conseguimos aprovar emendas, projetos de lei, que poderiam melhorar e muito as nossas vidas. Sabe porque não são aprovadas ?? Porque precisam de contra-partida, o velho jogo de interesses políticos.

Será que as coisas mudam ??? Espero realmente que sim….. continuarei escrevendo….. até ver significativos sinais de melhora.

Beijo no coração de todos !!! Boa Quarta !!