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Carta de um jovem educador 25 Novembro, 2009

Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.
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Educação, palavra tão forte e necessária em tempos de trevas. Palavra que fará iluminar a direção na qual uma nação deverá trilhar na busca incessante de um futuro que não excluísse seus filhos e filhas e sim os acolhesse complementando assim sua missão.

Essa é uma palavra forte, capaz de remover montanhas, e que se faz necessário ser urgentemente repensada, para ver efetivado seu real significado nestes tempos em que, se quedarmos inertes, omissos, negligentes, as trevas se instalarão em definitivo e atingirão profundamente nossa nação.

EDUCAÇÃO é a palavra que iluminará o rumo que a nação brasileira deverá trilhar na busca incessante por um futuro que não exclua seus filhos e filhas e sim os acolha, tornando-os centro e destino das ações inclusivas.

Nós, educadores, somos aqueles que conduzem essa palavra-luz: EDUCAÇÃO!

Nós, educadores, temos a obrigação de sermos os solidificadores de um pensamento novo de sociedade, que respeite direitos e deveres, que explique a cada estudante o seu verdadeiro papel: O da consciência política e social.

A sociedade brasileira está em colapso. Todos estão procurando só o seu e não o coletivo. Isto se dá por um constante processo de degradação das relações interpessoais, fato que infelizmente terá um desdobramento desagradável nas escolas.

Não queremos o cenário que aí está. Definitivamente.

Dói no peito quando vemos as velhas e repetidas formas de reprodução do conhecimento. Não dando o direito de um esclarecimento mental e social a nenhum dos estudantes que pelas carteiras de nossas escolas públicas passarem.

Também quando vemos as velhas e repetidas formas de reprodução do conhecimento. Incomoda-nos quando constatamos que, na imensa maioria das vezes, a escola não busca imprimir o esclarecimento mental e a consciência social a nenhum dos estudantes que passam por suas carteiras. E isto não acontece somente nas nossas escolas públicas, pois vemos que nas escolas particulares também se valoriza a informação, mas não tanto a formação do cidadão.

Somente fiscalizando, humanizando e conscientizando as mentes dos nossos estudantes, conseguiremos o verdadeiro propósito do que é educar com responsabilidade. Que deverá começar com um papel de docência responsável e não o acomodado e reprodutor que vemos.

A revisão de realidades sociais deverá fazer parte de qualquer pensamento de mudança educacional. Não cabe mais só observar que a educação não chega aos bairros mais distantes e desfavorecidos. Todo veículo de transformação, a educação é direito de todos, não deveria escolher quem serão os contemplados.

O que é viver escola? O que é ter vivência escolar? Toda pessoa que por sorte, possuir recursos financeiros, preencherá uma vaga em alguma escola privada poderá responder. Os que pertencem ao outro lado da moeda, não terão muita coisa a se lembrar. Só de uma, que dói, devasta sonhos e ceifa futuros: A do descaso.

Professores do nosso Brasil, ou nos unimos em um propósito de alavancar uma verdadeira mudança de mentalidades ou continuaremos a repetir as mesmas premissas que estão levando a exclusão sistemática de gerações. Quem compactua com o velho método de reprodução de conteúdos nas escolas não deverá ter mais espaço participativo na concepção de um novo país.

Nosso povo atualmente recebe esmolas sociais como forma de compensação pela incapacidade das gestões públicas ineficientes e criminosas nas quais somos submetidos por décadas. Para a elite dominante do Brasil é muito mais conveniente podar uma possível mentalidade progressista do que auxiliar neste processo tão custoso e delicado.

Em toda minha trajetória educacional pude conviver com verdadeiros modelos de como um professor pode ser marcante na vida de um estudante. Dedicação é a palavra-chave assim como a inovação. Pois se em nossas salas de aula trouxermos sempre o novo, um novo que incentive a pensar e a participar, atingiremos o nosso propósito.

Só assim as vivências pedagógicas serão de construção e não a da reprodução. Uma nova aurora se aproxima e com ela novos olhares, mentalidades e vivências. Quem vive a escola, vive o Brasil.

E quem vive o Brasil, viverá um amanhã com um direito muito importante: O do ser e não o do ter.

Educação em tempos de trevas 20 Novembro, 2009

Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.
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Por: Luciana Pinto Aguiar (minha amada mãe)

A missão fixada na Constituição Federal para o nosso estado brasileiro, democrático, elege a dignidade da vida humana e o bem-estar social como objetivos maiores.

Somos nós aqueles que, por opção, assumimos a obrigação de sermos os solidificadores de um pensamento novo de sociedade, que respeite direitos e deveres, que explique a cada estudante o seu verdadeiro papel de, como membro da nação, formar, firmar e disseminar uma consciência política que considere o social, não apenas o individual.

Não é preciso pregamos a construção de um socialismo, mas lutarmos pela socialização das atitudes de cada cidadão brasileiro.

Nosso papel é mais relevante quando a sociedade brasileira está em colapso, quando todos estão procurando alcançar somente seus interesses, não se importando com o bem estar coletivo, agindo em um constante processo de degradação das relações interpessoais que, infelizmente, já mostra um desdobramento desagradável nas escolas, nas ruas, nos lares.

Não queremos a manutenção do cenário que se vê instalado. Definitivamente ansiamos por um progresso constante, e quando não o encontramos, sua ausência nos aflige, nos oprime, nos abate psicológica e moralmente.

A sensação de paralisia, de falta de força rebaixa nossa auto-estima e nos deixa suscetíveis a aceitarmos o que é ruim. O sentimento de impotência nos acomoda.

Mas devemos ter consciência que nada temos de impotentes! Somos dotados de tanta força que, juntos, podemos mudar tudo para melhor, sempre! Basta a cada um apenas um primeiro passo, que é firmar o compromisso com essa vontade pessoal de fazer progredir!

Não podemos esperar apenas que os governantes dêem um primeiro passo. O nosso compromisso com um futuro melhor nos dá a chance de caminhar já, independentemente de uma ordem oficial.

O nosso caminho como portadores da palavra-luz EDUCAÇÃO deverá começar com o desempenho do papel de docência responsável, desprezando a atitude acomodada e reprodutora de erros seqüenciais que vemos se eternizando.

Somente fiscalizando, humanizando e conscientizando as mentes dos nossos estudantes, conseguiremos o verdadeiro propósito da função que escolhemos para nós, pedagogos, que é educar com responsabilidade.

A revisão de realidades sociais deverá fazer parte de qualquer pensamento de mudança educacional. Não cabe mais apenas observar que a educação não chega aos bairros mais distantes e desfavorecidos. Não vale mais ficar somente a criticar. É preciso agir!

O que é viver escola? O que é ter vivência escolar? É direito de uns poucos, sonegado à imensa massa de pessoas com poucos recursos que, sem o direito à educação, ficarão condenados à eternização da situação inferiorizada, à margem do progresso pessoal?

Terá direito à escola apenas quem, por sorte, possua recursos financeiros e é apto a preencher uma vaga em alguma escola privada? Permanecerão sem ter boas coisas para lembrar os que se encontram estampando o outro lado da moeda circulante ainda hoje no país e que tristemente mostra as duas faces opostas da nossa sociedade? Os sem acesso à educação só terão como recordação a verdade do descaso de governantes e a acomodação dos educadores, só terão na lembrança a realidade que dói no estômago e na alma, que devasta sonhos e ceifa futuros?

Como todo veículo de transformação, a EDUCAÇÃO é direito fundamental de todos e não pode escolher quem serão os contemplados com a sua concretização.

Professores do Brasil, nós estamos sendo submetidos a uma prova de cidadania onde temos duas opções de resposta, mas só uma delas é certa: a união de todos nós no propósito de alavancar uma verdadeira mudança de mentalidades, para não continuarmos a repetir as mesmas premissas que estão levando à exclusão sistemática dos direitos de gerações a uma educação que ilumine suas vidas com uma perspectiva de progresso.

Professores que somos, vamos convictos descartar a resposta errada, que é a da estagnação da missão de educar, com a qual estaríamos optando ficar acorrentados a práticas hoje já reconhecidamente nefastas. Se nos acomodarmos ao modelo vigente, estaremos escolhendo fazer nossa nação viver na escuridão da ignorância; estaremos vestindo as capas negras da omissão, demonstrando uma negligência assassina do futuro daqueles que serão nossos filhos, netos, nossos descendentes, o povo brasileiro! Estaremos matando a única forma de fazer do Brasil um país melhor!

Vamos dizer não à estagnação, à omissão, à negligência, à treva! Vamos carregar bem alto a palavra-luz EDUCAÇÃO!

Quem compactua com o velho método de reprodução de conteúdos nas escolas não pode ter espaço participativo na concepção de um novo país.

Vamos nos esforçar para, com nossa participação ativa, afastar da realidade do nosso amado Brasil o ineficiente panorama político atual, em que o povo vive atrelado à ignorância, a receber esmolas como forma de compensação pela deficiência histórica das gestões públicas no que diz respeito à educação, à formação de cidadãos com visão de futuro.

Vamos varrer do Brasil qualquer possibilidade de aceitar a idéia de que para a elite dominante se manter no poder é conveniente podar no nascedouro uma possível mentalidade progressista, abortando o processo educativo que exige compromisso com o outro e que por isso, neste mundo de egoísmo, é tão custoso e delicado.

Sou grato, por em minha trajetória educacional ter podido conviver com verdadeiros modelos de professor e ter aprendido como um mestre comprometido com a formação do educando pode ser marcante na vida de um estudante.

Já sabemos que é essencial a inovação da postura do educador e Dedicação é a palavra-chave a ser vivenciada com carinho, dia a dia, aula a aula, aluno a aluno.  É certo que se em nossos planejamentos pedagógicos, em nossas salas de aula, trouxermos sempre o novo, como incentivo ao pensar e ao participar, atingiremos o nosso propósito de formar cabeças aptas a mudar a rota da nossa nação.

Só assim as vivências pedagógicas serão realmente de construção e não mais estaremos vivenciando a reprodução, o aniquilamento.

Novos dias virão para o Brasil e para os brasileiros e nós, educadores, trazendo novos olhares, mentalidades e vivências, somos os que se apresentam iluminando essa nova aurora que se aproxima.

Quem vive a escola, vive o Brasil. E quem vive o Brasil verdadeiramente, na intensidade desse compromisso educacional, iluminador, que assumimos perante a nação da qual fazemos parte, sabe desde já que seremos vitoriosos na missão que abraçamos, pois com a nossa insubstituível ação, através da EDUCAÇÃO, todos os brasileiros viverão um amanhã onde estará conquistado, igualmente para todos, algo muito importante: o direito do ser e não mais o direito do ter.

Neoliberalismo e Educação II 20 Novembro, 2009

Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.
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Quando falamos acerca de modificações sobre o modo de pensar educação vários dos nossos temores irão infelizmente voltar a assombrar nossos corações e mentes. O neoliberalismo com seu processo de construção hegemônica virá sempre em busca do seletivo social e não do pensamento do geral.

Esta estratégia de poder que sempre será articulada com um conjunto de reformas que visem a manutenção do poder que pelas minorias sempre será reivindicado. Cabendo aos que ficam a margem de qualquer benesse, reclamar seus direitos ou calar-se, como infelizmente é a regra.

Toda manobra que vise o pouco terá que ser encarada como hedionda socialmente.

O senso comum poderá ser manipulado por um propósito de conveniência de uma coerência que servirá para poucos, muito poucos. Sendo assim mais fácil de impor propostas de reforma que serão sempre impulsionadas por esta parcela da sociedade. Legitimando-se assim, um discurso de igualdade que pode soar bonito aos ouvidos de desenformados, mas, infelizmente, esconderia um ardiloso processo de controle do poder.

A aceitação deste senso comum pela maioria dará uma chancela que para os que a pregam. Incluindo neste bojo as mudanças tecnológicas que, por sua mudança constante e acesso difícil a totalidade não daria o ingresso para quem quiser entrar nesta festa que o convite é caro e seletivo, deverá entrar na lista de espera da negligência social.

A mudança de uma mentalidade deverá nortear a mudança tão idealizada por todos que almejam por uma sociedade pulsante e pujante. Não cabendo a preguiça e sim a vigilância constante.

O poder estatal pode ser de extrema valia ou de um dano extremo. Se o Estado vier legitimar o que é de interesse de poucos, será uma lástima. Mas por outro lado, se preservar todos os direitos e cobrar todos os deveres, terá havido a verdadeira contribuição de um verdadeiro estado democrático. A justiça social.

A crise das instituições de ensino deve-se a diversos fatores como o crescimento irresponsável e anárquico nos quais está sofrendo nas últimas décadas. Passamos por uma crise democrática e gerencial. Não temos acesso a um ensino de qualidade e como também gestores imbuídos de responsabilidade social.

A eficiência deverá ser fiscalizada como norma padrão e a escola deverá se cercar de qualidade. Só assim teremos ter uma verdadeira qualidade dos serviços educacionais. O que passa por uma revisão de por exemplo: Os sindicatos.

Os sindicatos ao invés de buscar a excelência educacional tendo como base a humanização dos profissionais de educação adotam notadamente critérios partidários que não contribuem para uma efetiva transformação da ótica educacional. Viram verdadeiras fogueiras de vaidades e não cenário para debates e reflexões.

A sociedade tem a sua parcela de culpa na medida em que avaliza e aceita um padrão de status quo que as intervenções neoliberalistas e estatais empurram goela abaixo dos cidadãos. Privatizando assim, o êxito e o fracasso social. A escola funciona mal porque as pessoas não reconhecem o valor do conhecimento. Professores ganham mal, a precariedade das instalações reina absoluta, e o Estado definitivamente não intervém com eficácia.

O conhecimento é mercadoria assim como quem deseja uma boa educação deverá imperativamente se curvar à realidade ou engrossar a fila dos excluídos. Para estes, o sofrimento é sina e a exclusão é a regra.

Em minha opinião, a educação brasileira deveria ser administrada por pessoas de excelência. Em cada seara, especialistas deverão ser contratados, fiscalizados e cobrados deles a eficiência e a decência de propósitos. Só assim chegaremos ao patamar de desenvolvimento educacional coerente com as expectativas de uma nação que clama por mudanças.

As novas gerações de educadores deverão se conscientizar do verdadeiro papel de transformação da Educação como também a verdadeira bandeira do professor: Dedicação, humanização, conscientização e uma busca para uma justiça social que está infelizmente esquecida.

Seminário “Vivências Pedagógicas” 18 Novembro, 2009

Posted by João Aguiar in Notas do Blogão.
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Amores do Blogão

A Faculdade 2 de Julho, na cidade de Salvador, irá promover no próximo dia 23 de novembro às 19 horas o seminário “Vivências Pedagógicas” com o objetivo de socializar as vivências dos professores no curso dos 1º e 2º semestres do curso de Pedagogia.


A entrada é franca e todos os que participarem terão certificados de 4 horas que servirão como atividades extra-curriculares.

O debate acerca das vivências dos educadores e a perticipação dos estudantes serão as estrelas do evento.

Todos meus leitores de Salvador que façam da educação propósito de mudança de atitudes estarão convidados.

Neoliberalismo e Educação 11 Novembro, 2009

Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.
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Quando falamos acerca de modificações sobre o modo de pensar educação vários dos nossos temores irão infelizmente voltar a assombrar nossos corações e mentes. O neoliberalismo com seu processo de construção hegemônica virá sempre em busca do seletivo social e não do pensamento do geral.

Esta estratégia de poder que sempre será articulada com um conjunto de reformas que visem a manutenção do poder que pelas minorias sempre será reivindicado. Cabendo aos que ficam a margem de qualquer benesse, reclamar seus direitos ou calar-se, como infelizmente é a regra.

Toda manobra que vise o pouco terá que ser encarada como hedionda socialmente.

O senso comum poderá ser manipulado por um propósito de conveniência de uma coerência que servirá para poucos, muito poucos. Sendo assim mais fácil de impor propostas de reforma que serão sempre impulsionadas por esta parcela da sociedade.

Legitimando-se assim, um discurso de igualdade que pode soar bonito aos ouvidos de desenformados, mas, infelizmente, esconderia um ardiloso processo de controle do poder.

A aceitação deste senso comum pela maioria dará uma chancela que para os que a pregam. Incluindo neste bojo as mudanças tecnológicas que, por sua mudança constante e acesso difícil a totalidade não daria o ingresso para quem quiser entrar nesta festa que o convite é caro e seletivo, deverá entrar na lista de espera da negligência social.

A mudança de uma mentalidade deverá nortear a mudança tão idealizada por todos que almejam por uma sociedade pulsante e pujante. Não cabendo a preguiça e sim a vigilância constante.

O poder estatal pode ser de extrema valia ou de um dano extremo. Se o Estado vier legitimar o que é de interesse de poucos, será uma lástima. Mas por outro lado, se preservar todos os direitos e cobrar todos os deveres, terá havido a verdadeira contribuição de um verdadeiro estado democrático. A justiça social.

A crise das instituições de ensino deve-se a diversos fatores como o crescimento irresponsável e anárquico nos quais está sofrendo nas últimas décadas. Passamos por uma crise democrática e gerencial.

Não temos acesso a um ensino de qualidade e como também gestores imbuídos de responsabilidade social.

A eficiência deverá ser fiscalizada como norma padrão e a escola deverá se cercar de qualidade. Só assim teremos ter uma verdadeira qualidade dos serviços educacionais. O que passa por uma revisão de por exemplo: Os sindicatos.

Os sindicatos ao invés de buscar a excelência educacional tendo como base a humanização dos profissionais de educação adotam notadamente critérios partidários que não contribuem para uma efetiva transformação da ótica educacional.

Viram verdadeiras fogueiras de vaidades e não cenário para debates e reflexões.

A sociedade tem a sua parcela de culpa na medida em que avaliza e aceita um padrão de status quo que as intervenções neoliberalistas e estatais empurram goela abaixo dos cidadãos. Privatizando assim, o êxito e o fracasso social.

A escola funciona mal porque as pessoas não reconhecem o valor do conhecimento. Professores ganham mal, a precariedade das instalações reina absoluta, e o Estado definitivamente não intervém com eficácia.

O conhecimento é mercadoria assim como quem deseja uma boa educação deverá imperativamente se curvar à realidade ou engrossar a fila dos excluídos. Para estes, o sofrimento é sina e a exclusão é a regra.

Em minha opinião, a educação brasileira deveria ser administrada por pessoas de excelência. Em cada seara, especialistas deverão ser contratados, fiscalizados e cobrados deles a eficiência e a decência de propósitos.

Só assim chegaremos ao patamar de desenvolvimento educacional coerente com as expectativas de uma nação que clama por mudanças.

As novas gerações de educadores deverão se conscientizar do verdadeiro papel de transformação da Educação como também a verdadeira bandeira do professor: Dedicação, humanização, conscientização e uma busca para uma justiça social que está infelizmente esquecida.

Reflexões acerca da Educação Brasileira 8 Outubro, 2009

Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.
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Quando pensamos em métodos de propagação de mudanças, pensamos logo em educação. Mas, infelizmente, os que estão como doutrinadores de leis e diretrizes irão sempre nortear condutas sobre a efígie da manutenção de controle e poder. Usando desta artimanha, poderão legitimar a acentuar sua posição de privilegio.

A exploração da miséria como arma de manutenção de poder é algo bastante usado pelo neoliberalismo. As condições são de completa ineficiência estrutural. Com este cenário desigual, a elite mostrará que o privilégio não é somente desejável, mas também necessário. Mas a pergunta fica, porque só para eles?

Os mecanismos estarão sempre aí para quem quiser observar. Utilizam-se da perversidade. Com a atrocidade de tais atos contra o coletivo, muitos dos que estarão à margem da sociedade encontrarão com estas políticas, um recado bastante claro e objetivo: Ei, você! O que estás fazendo aqui? É o seu lugar?

Constituindo assim além de um recado bem claro, uma bandeira ainda levantada por muito poucos.

Todo argumento em minha opinião se levantado por poucos é objeto de futilidade. Pois o alicerce que a sustenta é de codificação elaborada por poucos. Daí que vem a futilidade. Quando não se respeita as necessidades prementes do ser humano, em prol de poucos, o motivo além de fútil, será de uma imbecilidade surreal.

Para cada manifestação de insatisfação, terá sempre a repressão com um tom de ameaça cada vez mais atual e direto. Os controladores do muito possuem prerrogativas que fazem barrar evoluções sociais, incluindo a educação neste bojo, e por fim, o apavoramento dos cidadãos.

Pois em terra que poucos têm, nem venha pegar o que é meu e se o meu for muito… Arranco seu coro e sua dignidade, isto é, se você ainda tiver uma.

A qualidade educacional deve ser implementada em larga escala. Infelizmente o que atravanca esta transformação, é o domínio dos que detem a logística educacional pública. Implicando assim na velha premissa do controle, marginalização e do crime de responsabilidade que os homens públicos do meu país cansam em cometer.

A Escola Pública deve ser aberta, equipada e humanizada. Pois só com pessoas compromissadas com a transformação das realidades, iremos dar passos significativos de evolução.

Promessas sofistas acerca de uma nova e melhorada educação observo a cada quadriênio. A promessa assim como a educação, são ótimas para arrebanhar votos, mas são péssimas para expor a realidade nua a crua aos brasileiros. Já pensou a reviravolta que acontecerá no dia em que todos saibam da verdadeira situação do nosso Brasil. Que todos saibam pescar ao invés de receberem esmola social?

O que é a qualidade educacional? Será que se a escola tem toda a infra-estrutura ela será a 9ª maravilha do mundo? O conceito de qualidade decaiu e muito. Pois para mim qualidade de ensino além de ser um problema estrutural, é obrigatória a eficácia docente e como também uma gestão comunitária e social de cada centavo que será colocado.

Ou a escola atingirá o seu potencial social ou teremos com a participação dos legisladores um predomínio de sacanagem com o futuro. Um processo de sabotagem ardiloso que só vitima o nosso futuro, a nossa esperança.

Seguiremos acreditando, mas como diria o filosofo Terêncio: “Nada do que é humano me é estranho”.

O que eu entendo sobre preconceito ? 20 Setembro, 2009

Posted by Jaqueline Vaz in Resenhas e Opiniões.
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Atualmente temos enfrentado grandes dificuldades de como respeitar o próximo de forma objetiva e precisa. Isso se deve a herança do passado. O preconceito está impreguinado até em nosso inconsciente.

Se estamos em uma sociedade que seguem doutrinas religiosas e que se digam de passagem: seguidores fielmente das palavras de Deus. Por que pecamos tanto? Pois como esta escrita na bíblia: “Amar ao próximo como a ti mesmo”. Não é o exemplo que vejo nas ruas, nas escolas e nas famílias.

Na verdade refletindo ao “pé da letra” o preconceito é uma forma de conceituar algo que não conheço e que então faço uma denominação preconcebida e em geral sem fundamentação cientifica.

O preconceito virou sinônimo de violência ao próximo. Uma forma de intolerância a outras raças, religiões e culturas. Resultando em injustiças e insultos diante a uma aparência ou empatia.

A sociedade usa o poder do “amor ao próximo” de forma mascarada, isso também absorvida pela mídia, ou seja, o uso de formas dissimuladas de expressar a aceitação do outro que é considerado diferente por uma ótica deturpada de uma determinada cultura.

Mas afinal o que é mesmo ser diferente? Carregamos ainda muitas condutas antigas, como o tempo da escravidão e os conflitos étnicos. E o que me preocupa é que estamos em pleno século XXI, mas, com uma mentalidade atrasada, engessada e atrofiada.

Somos preconceituosos até diante do nosso próprio Brasil, ao fazer sátiras de que o baiano é preguiçoso, o goiano é burro e o paulista do interior é caipira. O que me entristece, é o fato de nosso país não ser unido, começando daí o nosso subdesenvolvimento. Assim passando uma imagem negativa para os outros países, e desses sendo alvo de preconceitos também.

Por que não sabemos passar uma imagem positiva do nosso país? Sofremos de “crise existencial”, não reconhecemos as nossas qualidades e os nossos valores. A cultura americana é “melhor” e seguimos as tendências da “moda européia”.

Temos riquezas invejáveis, que qualquer outro país quer tomar posse. A pena que nem todo mundo reconhece isso, pois a nossa sociedade é constituída de uma população de maioria excluída e alienada. E os nossos representantes políticos não têm o espírito de coletividade, são individualistas.

Viu aí o preconceito? Isso é somente o socioeconômico! Parte de uma “teia de relações de preconceitos” em que está associado ao cultural, ao de gênero e dentre outros!

Uma perspectiva lastimável.

O que é a sociedade Pós-Moderna ? 20 Setembro, 2009

Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.
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Com o avanço das tecnologias e das artes de um modo geral, se apresentou no bojo destas informações um novo conceito de cultura e de informação, e também para a substituição de velhos dogmas que já eram discutidos. Uma mudança sistemática acontecia a olhos vistos mudando assim como veríamos as próximas décadas a seguir.

Com esta mudança, cria-se um novo olhar sobre a cultura mundial que passa a ser globalizada. Notados eram também os avanços na área cientifica, mas, o que daria verdadeiramente o nome a esta sociedade seria a alavancagem do capitalismo. Fato que marcaria inclusive o cenário mundial com a outrora temida Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética.

E com este acirramento de relações, o mundo se esquivava ao poderio bélico e econômico destes países, aumentando e muito o sentido de discrepância entre o resto do planeta. Vale a pena salientar que outras modificações no modo de vida do cidadão global começariam dali. O neoliberalismo que surgira uma década antes teria no pós-modernismo uma fonte inesgotável de fomentação e justificação.

Demerval Saviani afirma que o pós-modernismo ficaria pautado pelo esvaziamento do trabalho pedagógico na escola, a decadência da cultura e que margearia com fragmentações e superficialidade de conteúdos. Já o pensador brasileiro Sergio Paulo Rouanet afirma que, o prefixo pós tem muito mais sentido exorcizar o velho do que fomentar o novo, ou seja, há uma “consciência de ruptura”.

A humanidade tem este péssimo mau costume de fomentar o novo sem uma base cuidadosamente elaborada. Pois, em minha opinião só deveríamos partir para um novo conceito depois de analises contundentes acerca de tais modificações. Não só caberia a mudança, que é latente nos seres humanos, a consciência de propósitos também é de primaz analise.

E através dos processos de evolução o homem como sujeito modificador também sofrerá suas mazelas. Pois nenhum ser agüentaria tamanha mudança sem que haja uma deteriorização de mentes e corpos. Pois toda a evolução costuma cobrar o seu preço, que em muitas das vezes é caro. Mas a premissa todos nós sabemos de cor, que é o privilegiamento de poucos, e nós por estes poucos que iremos nos modificar.

O valor da educação 20 Setembro, 2009

Posted by João Aguiar in Resenhas e Opiniões.
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Muitos se perguntam: Qual é o verdadeiro valor da educação? Qual contribuições ela poderá implementar? E o sentido disso tudo? A educação tem como finalidade a liberdade de mentes e ações, sendo que na esfera das ações, a ética e o sentido de coletividade deverá preponderar.

O sentido de se educar e nada mais nada menos do que uma razão e com ela a produção de uma vontade. Cada homem é um ser único, mas, também, a humanidade inteira daí que vem o dever histórico com a educação. O de não sermos egoístas e sim agirmos com a razão.

Claro que se vivêssemos em um mundo sem ética e nem valores, nada poderia ser feito. Não teríamos esperança de um futuro promissor e sim a repetição de discursos que iriam reproduzir o caos mental e a bestialidade de comportamentos.

A comunicação entre a raça humana é um capítulo importante neste contexto. Pois através do compartilhamento de um horizonte de idéias, conseguiremos avaliar o que é bom ou mal, sem prejuízo para ninguém. Isso em um mundo ético e moral.

Todo processo, e o educacional tem a obrigação disto, é a permissão da crítica. Pois só através de um criterioso processo de avaliação, poderemos aprender com nossos erros, constituindo assim em um ritual de aprimoramento de ações e de metas, levando muito em conta o geral e não o único.

A fala, em relação ao mundo físico, é a porta de entrada para o mundo físico, assim sendo, poderemos com nosso discurso conseguir construir ou destruir as nossas vidas ou as de outrem.

Palavras são as armas mais importantes em um processo dialógico, mas deverão ter sempre a vigilância e a eticidade em cada ação ou em cada propósito.

A educação tem como finalidade a produção de uma humanidade com ética de valores. E o resgate das funções da educação só se dará com uma ação pedagógica contumaz e incisiva, para que não hajam desvirtuamentos e nem a reprodução de discursos que não sejam norteados pela ética.

A educação é ferramenta importante para se estabelecer uma competência interativa. Ela junto com a fala aprimoraria técnicas de comunicação e estabeleceriam um método de troca de informações.

Mas como toda arma, a educação tem o seu lado perverso. O pensamento ocidental contribuiu e muito para tal processo. A idéia de dominação e a da manipulação até hoje fazem suas vítimas, a parcela mais pobre das populações é que paga preço altíssimo por tal ato criminoso.

Aqui em meu país, não se trata educação como agente transformador e sim esmola social. Pois para a consciência de nossos políticos, o ideal de uma sociedade é o da lobotomização de indivíduos e com isso ceifando de forma arbitrária e proposital a possibilidade de uma participação política mais efetiva.

O progresso e a evolução contribuíram e muito para o atual cenário social. Pois pelo progresso desmedido, entramos em uma espiral de exploração predatória e com a ineficiência de um propósito de explorar com construção e não com egoísmo e destruição.

A manipulação de ideais e de propósitos contribuíram e muito para o caos de opções a serem seguidas. Pois só os poucos que adotariam a educação como agente transformador civil, não seriam dragados por discursos sofistas em prol de muito poucos.

Temos que através do entendimento buscar um consenso que contemple a todos, que a reciprocidade seja encarada como um ato de construção e não de retaliação. Só assim com todos imbuídos de um propósito único chegaremos ao ideal. Uma sociedade harmônica e moderna.

A minha escola é a da instituição da modernidade, e com ela viriam à igualdade, a fraternidade e a transformação de um pensamento arcaico que nos prejudica há séculos. Temos o dever de sermos agentes de uma contribuição educacional plena e não maquinas repetidoras de conceitos ultrapassados e de crueldade de propósitos.

Uma sociedade educada com propósitos de construção poderá ter no infinito o seu limite, pois o amor e a solidariedade são infinitas quando realmente educamos. Cabe a nós a atitude e não só o discurso.

Lançamento de O Jogo da Dissimulação – abolição e cidadania negra no Brasil 28 Abril, 2009

Posted by João Aguiar in Notas do Blogão.
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Convite do lançamento do livro

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