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São Marcos


Amigos do Blogão,

Ontem lendo uma reportagem que retrata a atual situação do goleiro campeão mundial e do Palmeiras, pude perceber que quando não podemos mais ir de encontro às nossas limitações físicas, a tristeza é imensa. O que acontece com o Marcão, é de pesar. Todos os que amam a dedicação ao exercício da profissão, devem citar Marcos como exemplo. Daqueles que não vemos assim facilmente. Sou fã dele! Acho ele o maior goleiro do Brasil na contemporaneidade. Não tem igual. Uma pessoa franca, que não atribuia a culpa dos gols sofridos aos companheiros, sofria calado em diversas vezes, e quando falava – com uma franqueza assustadora em se tratando de futebol brasileiro – nos tocava. Não pelas lágrimas que escorreram do seu rosto (foram muitas as vezes), mas sim por um adjetivo que para muitos está esquecido. O da sinceridade.

Sinceridade esta que faz com que ele, o nosso São Marcos, cogite abandonar os gramados e pendurar as luvas. Mas como se aposentar se você ainda pode render e contribuir para o time? Só uma pessoa com o compromisso com a lealdade com seus colegas poderia fazer. Nunca vi ninguém dizer que o Marcão é chinelinho. E nem sei se terá a audácia de o fazer. Comparo Marcão ao meu maior ídolo no esporte que é o Zico. Eles tem muitas coisas em comum. Sempre com a superação rondando as tragetórias e como também a idolatria das suas respectivas torcidas.

Fico triste em saber que essa tragetória tão linda está perto do fim. Que ficarei sem as entrevistas dotadas de uma sinceridade que nunca vi igual. Com o Marcão não há máscara, não há subterfúgio, há a tradicional verdade. Ou melhor, há sempre o esclarecimento. Pois o torcedor não é idiota e nem alienado (embora alguns se encaixem nesse perfil). Estas iniciativas sempre louvo e sempre irei aplaudir. No mundo que vivemos, a decência e a delicadeza do esclarecer, está em falta.

Não é o primeiro post que escrevo no nosso Blog em homenagem ao Marcão e nem será o último. Pois além de admirar o atleta e o homem fora de campo, eu me identifico muito com os jogadores que não fazem das assinaturas de contratos uma promiscuidade.  E tenha certeza de quem  faz desta máxima regra de conduta, só terá um destino, o da imortalidade. Daqueles que amam o esporte.

Parabéns Marcão, se por acaso você se retirar dos campos….. Imensamente OBRIGADO !!!

Ótima quarta à todos !!!!

 

p.s- escrevo este post em um momento que o nosso planeta não está nada bem. A catástrofe no Japão e os assassinatos na Líbia me deixam muito triste. Tenho que me apegar aos bons fluidos para transmitir aos meus irmãos japoneses e libios. Isso sem falar nos brasileiros que começam a perder as suas casas em decorrência da chuva. Força à todos !!!

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Aqui mando eu !


Em dias de guerra iminente na Líbia, quando uma pessoa levanta a voz para dizer que naquele espaço é ela que manda,  guardadas as suas devidas proporções, me lembro muito de meu avô João. O velho era daqueles que, por não ter o seu capricho ou direito respeitado, berrava a plenos pulmões: Aqui mando eu!

Sentia-me uma daquelas minorias étnicas que, por força da opressão, me colocava no meu lugar. Ficava com cara de ódio e queria ir pro pau. Mas em se tratando de uma autoridade, e meu avô era uma delas, colocava o meu rabinho entre as pernas e ia ganir em outra freguesia.

Meu avô é um homem fantástico, porque para mim ele não morreu. Continua a me acompanhar como se fosse uma das muitas histórias que ele me contava. Emocionantes e cativantes assim como ele: Inesquecíveis. Sinto orgulho, bato no peito, quando falo do meu avô. Longe de ser um Kadhafi, mas por ter sido delegado a sua vida toda, ele sabia como colocar a ordem no pais, que ele chamava de seu. A nossa família.

Vejo as notícias pela televisão e leio-as pelos jornais e vejo todo o imbróglio que ocorre na Líbia. Lá a oposição toma tiro e é silenciada. No máximo o que acontecia comigo eram boas chineladas. Depois de muitas risadas e muitos momentos chorosos, só me lembro de uma coisa. Aquele senhor na minha frente, impassivo e altivo, berrando em voz alta pela casa toda: Aqui……

Carnaval Antecipado


No próximo domingo, quando a bola rolar para a final da Taça Guanabara entre Flamengo e Boavista, um velho filme rodará na minha cabeça. Quando tem final, vários rituais são obrigatoriamente respeitados, lembro-me de quando morava em Ilhéus, em dias de jogos decisivos do Flamengo, tinha que passar na casa de minha avó Belza. Almoçar e depois receber o cafuné dela era uma forma de me energizar com tudo de positivo que pudesse existir.

Depois de “filar” o maravilhoso rango da vovó, eu rumava para casa. Para começar o famoso, e por mim denominado, “ritual do sofrimento”, pois desde aqueles tempos até hoje, em dia de jogo fico em uma tensão que só. Em dias de jogos do Flamengo, meu coração fica envolto com o “ser” rubro-negro. Sofrer faz parrrrrte (como diria um ex-participante de um reality show) – e em decisões todas as sensações que posso ter indo da angústia ao sofrimento – são terrivelmente antecipadas..

Quando tudo dá certo e sou brindado com a conquista, me visto com o “manto-sagrado” e me sinto a pessoa mais poderosa do mundo. Eu e os milhões de torcedores do Mengão espalhados pelo mundo. Aí, meus amigos, que o Carnaval começa. Um festival de sentimentos e celebração.

Sinto-me um mestre de bateria, seguindo o compasso das minhas batidas do coração. Que por um instante pulsa como a melhor das baterias das escolas de samba. Sabe o que é isso? E o sinal de que a minha folia era antecipada.

E os outros, por não ser Flamengo, teriam que esperar mais alguns dias.

Eternamente Fenômeno


Depois de uma carreira brilhante, marcada por feitos dentro e fora do campo, Ronaldo Luis Nazário de Lima, o Fenômeno, pendura as chuteiras em um momento não muito produtivo. A derrota para o Tolima, na Libertadores, não foi um final de carreira esquecível.

Indo de encontro a sua sensacional carreira, que será por muitos lembrada, as sucessivas voltas por cima, depois de lesões das mais graves, fazem de Ronaldo um Fenômeno – não só nos campos, mas, sim, dando prontas respostas às traumáticas lesões, que abreviaram, e muito, a sua carreira.

As passagens por Inter de Milão e Milan, ambos da Itália, foram marcantes, mas pouco produtivas, pois foram nestes clubes que Ronaldo teve as suas duas duras contusões no joelho. Pouquíssimos jogadores puderam atuar em clubes rivais e serem adorados por ambos. Barcelona, Real Madrid, Inter de Milão e Milan. Só um extraclasse para conquistar a todos, fato que marcou a carreira do ídolo. Independentemente de preferência clubística.

Ronaldo é um daqueles jogadores que o tempo não consegue apagar. Sempre terá uma pessoa que lembre os seus feitos de uma forma jocosa e com um ar saudosista. O porquê disso? E que, esportistas como Ronaldo, ficam eternamente em nossa memória.


Amigos leitores do Blogão e meus amores, uma ótima quinta à todos.

O que vi e escutei ontem depois da votação do novo (velho) salário mínimo é uma continuação de velhas práticas de sacanagem social. As mesmas pessoas que aumentam seus salários de uma forma exorbitante e criminosa (socialmente falando) são as mesmas que dotadas de uma subserviência, acatando as vontades do Executivo, aprovam esse salário de fome. Uma remuneração cruel e fora da realidade.

Porque a realidade dos salários dos políticos, juízes e funcionários públicos é diferente da dos que recebem essa “esmola chapa-branca”. O que soa é que eles, os que reajustam o mínimo e o aumento, irrisório e ineficaz, o fazem com tom de desdém. Como se o trabalhador brasileiro tivesse as melhores condições de trabalho do mundo, tivesse os seus direitos trabalhistas sempre respeitados, enfim…..

Em terra que o político safado reajusta salário mínimo, o trabalhador sempre ficará em segundo plano.

E eles, os políticos, recebem ainda os infames auxílios. Quem vocês acham que merece mais? Um político que precisa de várias passagens aéreas por mês (para dar a familia, amantes e afins…) ou o cidadão que pega aquele ônibus lotado, que é assaltado nas ruas (porque “eles” usam carro blindado) e que faz mágica para sobreviver.

Entre essas e outras que o Maracanã custará 1 bilhão de reais. E o metrô da nossa Salvador, é o mais curto e caro da história.

Chupem essa manga.

Um pouco sobre mim


Me chamo João Adonias Aguiar Neto, nasci no mesmo dia em que D. Pedro I disse ao povo brasileiro que ficava. Que coincidência desagradável, não acham? Neste mesmo dia, séculos depois,  às 6 horas e 40 minutos na maternidade Santa Isabel em Ilhéus nascia um ser único, que era o primeiro filho de Luciana e Eduardo.

Cresci cercado de carinho e muito paparicado, sou de uma geração que teve na infância jogos lúdicos e descobertas ao ar livre. Brincando muito na rua ou em quintais me descobri criança e logo adolescente. Na metade da minha adolescência, começei a me encantar com um certo estilo musical que fazia críticas severas ao momento que o Brasil vivia. O rock nacional contribuiu e muito para que as pessoas tivessem um senso crítico aguçado e atualizado. Assim norteando o que eu iria gostar no sentido musical.

Nos esportes, naquela época existia um time de futebol que jogava por música e que fazia os adversários tremerem. Aquele time tinha um jogador extra-classe chamado Zico. Daquele momento em diante que começaria a minha devoção ao Clube de Regatas do Flamengo, mais do que um clube de futebol, uma religião. Só quem é Flamengo sabe o que sinto.

Anos depois, me encantei com outro ídolo do esporte brasileiro, um cara que não se contentava em participar, ele queria era ganhar. O nome desse ídolo era Ayrton Senna, uma das minhas referências no esporte, um ídolo. Infelizmente no dia 1º de maio de 1994 eu estava como de constume assistindo as corridas, neste dia na casa de minha avó Robélia. O resto nem precisa falar…. Foi um dos dias mais tristes da minha vida.

Enfim, cresci…. e aqui estou eu !!! (risos)

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080701111957AA4I43U – Fatos marcantes do ano de 1975

 

* Dedico este post inicial a algumas pessoas que fizeram com que aquele bebê se tornasse o que sou hoje. A minha MÃE (o meu Norte), ao meu Pai,  minhas avós Belza e Robélia, aos meus avôs João (o homem da minha vida) e Paulo e aos amigos que fiz nesta caminhada que nunca terminará. E agora, com as minhas experiências acadêmicas, aos professores que tenho e tive na Faculdade de Jornalismo.

Novos Textos


Em breve novos textos saindo do forno. Pois terei uma disciplina na Faculdade que me dará a possibilidade de sempre escrever algo para vocês. Crônicas, comentários, matérias, vários assuntos do cotidiano. Então até lá.

Ótimo domingo à todos amigos do Blogão