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Posts Tagged ‘Axé’


Caros amigos do Blogão,

Depois de encerrado o Festival de Verão em Salvador velhas indagações voltam a me assombrar e outras ainda continuam sem resposta. Isso para a minha inveja algumas vezes e minha desilusão em algumas outras. Mas a pergunta ainda esta mais do que atual: Porque ainda não temos a capacidade de termos um calendário de shows mais estruturado para com isso atrair as grandes atrações internacionais ? Porque não temos um programa de incentivo cultural mais específico para o decorrer do ano e não apenas para dezembro, janeiro e fevereiro ? Estas continuam sem resposta e não haverão respostas tão cedo.

O que vejo infelizmente são as mesmas coisas e promessas de que teremos um calendário cultural mais do que bem estruturado e seja capaz de desassociar a idéia de que a Bahia só sobrevive de Carnaval e que nos outros meses do ano morre culturalmente. Acho redondamente que não !! Além de termos uma evervescência cultural importante e gente gabaritada para isto, possuimos a vontade de crescimento desse potencial que se encontra no mais completo estágio de hibernação.

As “festas de camisa” mais do que manjadas em nossa cidade só estão para perpetuar o lógico e o repetitivo, pois são pouquíssimas que inovam. A grande maioria usa de artifícios mais do que conhecidos, mudando só o preço. Absurdo na sua grande maioria, não refletindo a nossa condição social e econômica. Os shows são outro capítulo à parte, infelizmente são os mesmos, com mesmo repertório musical, mesmos bordões, num cenário de repetição e nunca da busca do novo e de uma qualidade já esquecida.

Quero que o meu povo seja exigente com tudo aquilo o que lhe diz respeito, que não se contente com pouco, que não fique chupando dedo enquanto em outros lugares tenham shows que não passem por aqui. Isso passa por uma constante vigilia do que é pertinente a bagagem cultural e o que verdadeiramente produzimos. Não quero que fiquemos em um samba de uma nota só. Quero várias vertentes que devem ser abertas, para com isso aumentar sensivelmente a produção cultural de minha terra.

Quero um incentivo mais do que efetivo nos teatros, grupos teatrais, e com esse apoio aumentar o surgimento de novas cabeças pensantes, que pensem que a cultura deve ter por sua natureza um papel de inclusão e não de caridade política. A implantação de programas governamentais de apoio tem que ser urgentemente revista com um fórum aberto à todos os interessados. Mas sem que isto seja fonte de rios de dinheiro jogados fora e sim de efetividade social.

Quero um local mais do que preparado para receber shows de grande porte e festivais, sem com isto recorrermos a estruturas que não servem para tais propósitos. Salvador precisa de no mínimo uma casa de espetáculos decente e que também se acabe a farra das carteirinhas de estudante, fato com o qual muitas das peças e shows de renome não aterrisam por aqui, pois a fama é enorme.

Vagabundos e falsificadores não podem ter carteiras de estudante, quem merece é quem está todos os dias com a bunda sentada nas escolas e faculdades estudando. E não uns imbecis que ficam doidos atrás das famosas carteirinhas querendo ser mais um usuário da “Lei de Gérson”, contribuindo assim para o empobrecimento das opções culturais em nossa cidade. Isso quando não conseguem para a família inteira. Num cenário de caos digno de pena !! Temos aqui no Brasil o paraíso das carteiras de estudante residindo na Bahia, o que é um vexame !!

Este foi mais um desabafo de um baiano de alma e coração que ama sua terra e que não permite que o bom acabe.

Boa terça à todos !!! Beijo no coração !!!

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Amigos de parceria

Fico preocupado com o que esta acontecendo com as tradições de meu povo, de minha terra. Décadas de tradição e de respeito à nossas raízes estão dando lugar a manifestações de segregação e de imbecilidade cultural, pegando o gancho desses eventos que fazem parte do calendário mundial de festejos, são criados outros, que além de deturpar o significado dos mesmos, contribuem e muito para a síndrome de exclusão que algumas pessoas insistem em continuar a perpetuar em Salvador.

Um exemplo mais do que craxo é o tal de “Bonfim Light” no qual a pergunta fica mais do que implícita. Light porque ?? Um caso mais do que atual da apropriação indevida de um evento que é na sua particularidade popular, multi-cultural, com suas raízes mais do que definidas. Mas o que fazem ?? Vão para um lugar fechado, parecendo um curral, para comemorar o que?? Caros amigos e amigas, a festa do Bonfim em Salvador é uma comemoração do povo do Candomblé, que toma paulada a rodo aqui na Bahia, não é respeitado sobre hipótese nenhuma, pois bem, pegam uma festa de cunho social e cultural e transformam em uma atração particular.

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Acho essa denominação light ridícula, porque será ??? Porque você não encontrará nessa “Light” festa a verdadeira cara da nossa Bahia, a cara que muitos querem esconder, que só querem tirar proveito e não um sistema de cooperação, de implementação de um calendário de festejos amplamente divulgado com o apoio devido às baianas que alegram e, me enchem de orgulho quando vão para as escadarias do bonfim presentear à todos com um gostoso banho de cheiro e, com isso a nossa prece particular. Porque Deus não tem raça e nem forma de se fazer ouvir. Porque Deus caros amigos e amigas se localiza nos nossos corações.

Como baiano me sinto envergonhado, de oportunistas estarem ganhando dinheiro em cima de marcas de reconhecimento mundial. Ainda temos o tal de “Conceição Light” que não deixa de ser outra imbecilidade. Se pelo menos estas festas tivessem um figurino que arremetesse as pessoas que irão a festa ao verdadeiro significado da coisa…. Mostrando na verdade o que é aquilo, em nome de que se comemora, quais pessoas são envolvidas.

Enfim, ser baiano e ter consciência de suas raízes, é ser negro, mesmo quando sua cor de pele denuncie ao contrário, pois a carga cultural e empírica está mais do que presente. Nós baianos respiramos o ser negro todos os dias de nossa existência, não cabendo dúvidas, e sim reflexão e uma participação naquilo que nos cerca. Pois temos que entender, se apropriar do conteúdo, para depois poder falar ou criminosamente destruir um mito que não fora feito por poucos, mas sim por uma cultura. Rica de detalhes, de gestos, de amor no que faz. Essa é a minha Bahia.

Dedico este post à todas as baianas da Bahia. Caleidoscópio único de cores e aromas. Beijo grande!!

Boa quinta à todos !!! Axé !!

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