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Posts Tagged ‘Cidadania’


Amigos do Blogão e meus amores,

Hoje na minha aula do curso de Jornalismo, com a professora Leila Tourinho,  tive contato com uma coisa tão boa, que vale a pena dizer que ainda existem pessoas que acreditam onde e em pessoas que ninguém acreditaria. Que uma colega de profissão, uma jornalista, faz do ofício a arte de transformar e de revelar que as pessoas  marginalizadas pela sociedade, possuem voz. E além de uma voz, que embora algumas vezes rouca de tanto gritar para se fazer ouvir, estas mesmas possuem dignidade e capacidade para brilhar. Basta uma iniciativa e um gesto. E sabe qual seria este gesto? O de permitir que aquele botão de rosa possa florescer mesmo nas condições mais adversas.

Escrevo este post porque me senti na obrigação de retribuir os momentos de aprendizado e de troca. Pois quando somos expostos a relatos tão vívidos e construtivos, a obrigação está de braços dados ao maior sentimento que podemos ter. O da gratidão. Amei a experiência. Quero beber nesta fonte, quero aprender, e passar um pouco de mim para esta comunidade. Que laços sejam estreitados para uma viagem que tenho certeza, não voltarei o mesmo munca.

Obrigado Viviane, e aos outros amigos do “Aurora da Rua” , Vandick e Vânio. Espero que este primeiro contato sirva para muitos outros.

“Sem o bom, o mundo fica mais cinza” – Provérbio Chinês

Aprendi hoje que o bom está em um jornal, em cada palavra, em cada história que é contada naquelas matérias.

Ótima quarta à todos !!!!

Ficou curioso: www.auroradarua.org.br

Quer assinar o jornal? Para as pessoas que não residem em Salvador podem acessar o site e saber como. Posso adiantar, o aprendizado será de uma importância e de um crescimento……..

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Fome, abandono, exclusão social, mercantilismo social, crueldade e falta de senso cívico. Todos estes itens e alguns outros mais fazem parte do cenário de abandono que a sociedade brasileira está inserida há séculos. Desde os primórdios onde a vida humana não passava de mercadoria, aos negros fora destinado um tratamento indigno e cruel, assim como os nossos índios que aqui estavam e a força foram “convidados” a perder suas raízes em detrimento de outrens, a sociedade brasileira vem se acostumando silenciosamente a aceitar um tratamento asqueroso aos que por circunstancias variadas estão relegados a própria sorte.

O comportamento social do brasileiro em geral contribui e muito para o atual cenário de devastação moral no qual se encontra atualmente a sociedade brasileira. A parcela da população que sofre as piores privações só aumenta a cada ano. Pessoas morrem de fome todos os dias, a dignidade se esvai como um filete de areia escorrendo entre as mãos. Nas calçadas e ruas do Brasil podemos observar, com um luto imenso e dolorido filhos e filhas de Deus, crianças e idosos deixados ao relento, sem comida e uma moradia decente. Filhos e filhas de uma pátria que há muito os esquecera, e só se lembram oportunamente de quatro em quatro anos, assim alimentando uma sensação de esperança, que logo depois de cada pleito eleitoral será ceifada, sem dó e nem piedade.

A esperança e a caridade aos que necessitam, são sentimentos cobiçados pelos que fazem do bem ajudar um negócio. Vários casos viram manchetes de jornais e T.V de ONGS que usam do dinheiro recebido para um único e exclusivo bem de poucos. Dá uma revolta em saber que o dinheiro obtido para uma transformação (pequena, diga-se de passagem, pois o atraso é longo e profundo em se tratando de políticas públicas), seja desviado por pessoas desprovidas de piedade e sentimento de amor ao próximo.

Desde que me entendo por gente sei que se o governo de meu país realmente quisesse modificar o cenário que estamos vendo todos os dias, ele o modificaria. O que falta então? Falta um Brasil que beneficie os seus filhos que mais necessitam. Que não faça de programas assistenciais populistas arma de voto, cabresto e esperança. Que não se prometa uma realidade que a cada ronco de estômago, cada noite ao relento, se faça notar como uma utopia social. Sei que existem candeeiros nesta escuridão ideológica, existem pessoas imbuídas de vontade, e de fortalecimento a um pilar frágil e alquebrado que é o da dignidade.

É bonito o glamour da miséria? É correto explorar a miséria para fins estéticos? Vejo em várias tentativas equivocadas de ajuda a população uma tentativa de plastificar as mazelas. Também discordo que para que possamos atingir uma meta tenhamos que explorar a miséria com sangue ou violência. A situação, deve ser explorada e mostrada de um jeito que diga aos cidadãos na hora do almoço por exemplo que no exato momento que uma família almoce um suculento bife, tenham pessoas se alimentando de papel, doentes, largadas na rua e segregadas do conceito de democracia.

Temos o nosso Apartheid diário, é só abrir a porta de casa e ir caminhando pelas ruas de Salvador. Uma cidade que esqueceu quem foram os seus filhos, principalmente os negros. Humilhados, desrespeitados e tolhidos de consciência política. Este é um capítulo a parte, a tal da consciência que, para muitos que não a possuem é algo opcional. Pois em terra de político amoral e antiético a consciência não é visitada e nem posta em consideração nas discussões.

Pobres, prostitutas e degradados. Foram estes os contemplados a serem os ilustres povoadores da nova terra que era descoberta. Passaram-se séculos e a evolução deste quadro continua o mesmo. Os pobres que desde sempre continuam mais pobres, as prostitutas que são a maioria dos homens públicos deste país e os degradados que são as pessoas que sabem o que acontecem, mas, infelizmente, não querem sair de sua posição confortável e brigar por causas alheias. Para quê? Poderiam dizer os mesmos. Não dará em nada mesmo.

Mais uma eleição se avizinha e com ela virão sonhos de mudança.Uma mudança que é imperativa e necessária. Quem tem fome espera por uma solução. Não em forma de R$ 60,00 por cabeça e sim por uma política que as dê condições de ter a sua casa, que possam trabalhar com dignidade e poder ter um salário justo, e ter um direito a estudar. Pois estudando terão as suas mentes despertas para o teatro de horrores que são submetidos já há muito tempo.

O filme “Quanto vale ou é por quilo” me fez revisitar sensações que como um brasileiro me revoltam profundamente e que me mostram, o quanto somos permissivos e imóveis com o que está acontecendo. Ver velhos estratagemas com vistas a escamotear a opinião pública como também a ver que somos capazes de uma conduta asquerosa e dolosa em certos momentos. Praticantes da “Lei de Gérson” se fazendo valer de brechas ou da desinformação do povo. Para que enfim, possamos ter e ver o Brasil de hoje. Um país que está longe de ser a pátria amada e gentil e que o sol da liberdade não existe para quem tem fome e é excluído. Que dirá risonhos e lindos campos.

O que temos é um deserto, um deserto de compaixão. De falta de um poder de indignação. Falta de vergonha na cara. De um povo que só é brasileiro em Copa do Mundo. Aí veremos a “síndrome do Galvão Bueno”. Um país de poucos, de usurpadores e de criminosos.

“Todo poder emana no povo e por ele deve ser exercido”. Pergunte o que é isto para uma pessoa excluída, faminta e sem perspectivas. E se pergunte, será que contribuo para um Brasil mais justo e igual?

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Corrupção, violência, falta de perspectiva e uma escola pública deficitária são alguns dos pilares que patrocinam e alimentam o crime organizado. O crime nada mais é do que uma extensão da sociedade brasileira. Todas as brechas de uma máquina estatal falida são preenchidas pelo crime. Isto tudo com a conivência das autoridades que aproveitando dessa situação de ignorância social da esmagadora maioria da população só fazem algo em épocas de campanha eleitoral. Prometendo às vezes o incumprível. Pois se não temos educação, saneamento, emprego digno, segurança e saúde pública, como vamos convencer que com o trabalho, poderemos comprar aquele carro ou um tênis da moda.

A falência da maquina pública, se mostra de uma forma mais atroz na policia. Armamento defasado, salário de fome e um despreparo psicológico aumentam sensivelmente a possibilidade de um parco cumprimento do seu dever ou de um desvirtuamento indo para o sedutor e criminoso ambiente da corrupção. Uma polícia capenga só privilegia os criminosos e não o social. Todos os dias os policiais vão para uma guerra civil. Com um único alento. Se conseguirem sobreviver, retornam para casa.

“Roubar e às vezes matar para não morrer de fome” esta é a frase recorrente dos cidadãos que estão marginalizados pelo sistema e usam de artifícios brutais para obterem o que o Estado lhes deveria dar. Não como uma esmola, como vemos atualmente, mas sim como um direito universal e indivisível. A revolta nesses casos é o fomento primaz para que, uma pessoa abandonada à própria sorte, apele para a violência.

Como você pode mostrar a uma criança ou a um adolescente que não é o correto entrar para o tráfico? “Depositando-a” em alguma escola pública? Não. Incisivamente não! Teremos que atingir o ponto crucial disso tudo. A dignidade e a estabilidade do seio familiar, especialmente se nessa família estiverem pessoas que estão em favelas, morando nas ruas, ou melhor, como dizem alguns: Os párias da sociedade. Filho não entra para a criminalidade se observa que o seu pai e a sua mãe perseveram com o trabalho, que notam que os seus direitos são dignamente respeitados, que com isso tudo poderão construir um futuro sólido com dignidade e não esse festival de obscenidades e descalabro que vemos dia após dia.

Os usuários de drogas alimentam essa roda viva do submundo com um papel decisivo. Não dá mais para ver pessoas com consciência, sabendo do mal que estarão fazendo para a sociedade, usar ou vender drogas. O seu “barato” além de ser egoísta, em uma manobra clara de “foda-se” a sociedade, contribui para a falência moral e familiar. Quer curtir? Trabalhe em uma ONG. Ajude a população e não contribua decisivamente para o seu colapso.

Se a policia é capenga, a justiça não é cega e o alto poder de esquecimento da população são as tônicas da nossa sociedade. Porque não se aproveitar delas? A resposta se for dada por um criminoso é sim. “Fazer o que o Estado não faz” a frase de Gordo um dos fundadores do Comando Vermelho vem ratificar isso. Pois para um morador de uma favela que precisa de tudo. Um prato de comida, um remédio, um mínimo quoeficiente de dignidade. Ele irá recorrer ao Estado? Não! Ele irá ao chefe da boca. Pois terá ali a certeza de ter as suas reivindicações pelo menos escutadas. E a ironia disso, pagamos cada centavo que os engravatados gastam.

O morro irá com isso de encontro ao “movimento”? Com certeza não! Pois irá retribuir com a sua chancela das atividades criminosas dentro da sua comunidade. A mesma chancela que dão aos seus representantes quando no momento do voto. Sabendo que logo depois, serão esquecidos.

O Rio de Janeiro vive em guerra civil. Arrastões, seqüestros relâmpago, assassinatos, e os tiroteios freqüentes entre policia e criminosos só fazem aumentar a insegurança e a revolta da população. Pois seus impostos não aparentam um destino eficaz e correto.

E em se falando de eficácia e uma correção, entraremos no velho problema dos presídios brasileiros. Uma escola do crime bancada pelo dinheiro público. A detenção no Brasil não colabora para um processo de inserção eficaz. Pois o ex-detento é marginalizado pela sociedade. Isso não só no Brasil. Quem quer ficar em um ambiente fétido, abafado, sujeito a enfermidades e sem dignidade? Ninguém. Por isso que a grande maioria dos presos foge da cadeia. E fora dela, continuam a praticar seus crimes ou diversificar os mesmos dado o “conhecimento” que adquiriram na cadeia.

Diga para um adolescente que vê todo santo dia estampado nos jornais ou veiculado nas T.V’s que aquele tênis da moda ele não poderá sequer colocar os pés nele. Diga também que com o “salário-ínfimo-mínimo” não poderá comprar uma casa confortável ou ter as suas necessidades básicas atendidas. E depois de visto isso tudo, o que você acha que este adolescente irá fazer? “Perdeu playboy!” “Passa tudo”. Preciso dizer mais alguma coisa?

E logo depois farão o que? Irão assinar a “carteira” no empregador do momento. Este mesmo empregador que irá pagar o triplo (estou sendo bonzinho) do que ele seria pago no emprego formal. Direitos trabalhistas? Que direitos? Se no formal existe patrões safados que não recolhem os impostos. Vendo isso tudo, o que você acha que acontecerá? Morrer todo mundo morre algum dia. Então o tempo que viverei, será no luxo, comprando tudo o que quero. Este é o pensamento de alguns dos jovens carentes que moram em favelas bem próximos de traficantes.

Morador de favela não é só bandido não. A dignidade floresce em ambientes em que poderia só haver o pior sentimento possível. Trabalhadores dignos, que pegam metrôs e ônibus lotados, que recebem uma esmola de salário e que não tem seus direitos atendidos, são a maioria da população destas comunidades. Um olhar mais preconceituoso baseado na ignorância apontaria ao contrario. Pois é muito mais fácil estigmatizar e discriminalizar do que reconhecer o esforço diário de cada um deles.

Meu avô sempre me dizia quando eu era pequeno que algumas das profissões que fomentam a sociedade deveriam ter uma distinção. Professores, médicos, caminhoneiros, advogados e policiais deveriam receber salários compatíveis com a sua importância. Mas o que acontece na vida real é que todas essas classes são mal remuneradas. E o que acontece? Uns continuam com seus dogmas e decência. Outros irão caminhar um caminho sem volta. O da corrupção.

“Não matarás” É o que diz um dos mandamentos. Queria muito que no nosso Brasil não acontecesse mais isto. Não estou falando somente do matar com facadas e nem com tiros, estou falando do matar com a negligência do poder público, com o abandono da sociedade, com a falta de oportunidades, com a falta de dignidade.

Nunca passei fome e nunca passei uma noite ao relento. Mas penso nos que passam. Párias de uma sociedade que insistem em virar o rosto e não dar a mínima. Um morador de rua, marginalizado vê todos os dias pessoas bem vestidas, se alimentando, com seus carros poluindo o ambiente e se pergunta… Porque não posso ter nada daquilo. Porque o meu país não pensa em mim, não me trata como um filho ou uma filha de Deus e não me traz o sopro revigorante da dignidade. Depois investidos de nossa ignorância do todo, com nossas armaduras burguesas, iremos apontar nossos dedos covardes e inábeis para as pessoas que viram bandidos ou que tomam a força o que eles têm direito.

Não o de ter MontBlanc’s ou Ferraris e nem tão pouco passear pela Times Square. Mas a possibilidade de comer, amar e rezar. Rezar por um novo dia, no seu colchão e não nos papelões de embalagens de manteiga. As mesmas que se roubarem por causa do rombo na barriga, irão presos.

E ainda falamos de justiça nesse país.

Ou melhor, somos justos?

Bom dia a todos e uma ótima quinta.

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Fome, abandono, exclusão social, mercantilismo social, crueldade e falta de senso cívico. Todos estes itens e alguns outros mais fazem parte do cenário de abandono que a sociedade brasileira está inserida há séculos. Desde os primórdios onde a vida humana não passava de mercadoria, aos negros fora destinado um tratamento indigno e cruel, assim como os nossos índios que aqui estavam e a força foram “convidados” a perder suas raízes em detrimento de outrens, a sociedade brasileira vem se acostumando silenciosamente a aceitar um tratamento asqueroso aos que por circunstancias variadas estão relegados a própria sorte.

O comportamento social do brasileiro em geral contribui e muito para o atual cenário de devastação moral no qual se encontra atualmente a sociedade brasileira. A parcela da população que sofre as piores privações só aumenta a cada ano. Pessoas morrem de fome todos os dias, a dignidade se esvai como um filete de areia escorrendo entre as mãos. Nas calçadas e ruas do Brasil podemos observar, com um luto imenso e dolorido filhos e filhas de Deus, crianças e idosos deixados ao relento, sem comida e uma moradia decente. Filhos e filhas de uma pátria que há muito os esquecera, e só se lembram oportunamente de quatro em quatro anos, assim alimentando uma sensação de esperança, que logo depois de cada pleito eleitoral será ceifada, sem dó e nem piedade.

A esperança e a caridade aos que necessitam, são sentimentos cobiçados pelos que fazem do bem ajudar um negócio. Vários casos viram manchetes de jornais e T.V de ONGS que usam do dinheiro recebido para um único e exclusivo bem de poucos. Dá uma revolta em saber que o dinheiro obtido para uma transformação (pequena, diga-se de passagem, pois o atraso é longo e profundo em se tratando de políticas públicas), seja desviado por pessoas desprovidas de piedade e sentimento de amor ao próximo.

Desde que me entendo por gente sei que se o governo de meu país realmente quisesse modificar o cenário que estamos vendo todos os dias, ele o modificaria. O que falta então? Falta um Brasil que beneficie os seus filhos que mais necessitam. Que não faça de programas assistenciais populistas arma de voto, cabresto e esperança. Que não se prometa uma realidade que a cada ronco de estômago, cada noite ao relento, se faça notar como uma utopia social. Sei que existem candeeiros nesta escuridão ideológica, existem pessoas imbuídas de vontade, e de fortalecimento a um pilar frágil e alquebrado que é o da dignidade.

É bonito o glamour da miséria? É correto explorar a miséria para fins estéticos? Vejo em várias tentativas equivocadas de ajuda a população uma tentativa de plastificar as mazelas. Também discordo que para que possamos atingir uma meta tenhamos que explorar a miséria com sangue ou violência. A situação, deve ser explorada e mostrada de um jeito que diga aos cidadãos na hora do almoço por exemplo que no exato momento que uma família almoce um suculento bife, tenham pessoas se alimentando de papel, doentes, largadas na rua e segregadas do conceito de democracia.

Temos o nosso Apartheid diário, é só abrir a porta de casa e ir caminhando pelas ruas de Salvador. Uma cidade que esqueceu quem foram os seus filhos, principalmente os negros. Humilhados, desrespeitados e tolhidos de consciência política. Este é um capítulo a parte, a tal da consciência que, para muitos que não a possuem é algo opcional. Pois em terra de político amoral e antiético a consciência não é visitada e nem posta em consideração nas discussões.

Pobres, prostitutas e degradados. Foram estes os contemplados a serem os ilustres povoadores da nova terra que era descoberta. Passaram-se séculos e a evolução deste quadro continua o mesmo. Os pobres que desde sempre continuam mais pobres, as prostitutas que são a maioria dos homens públicos deste país e os degradados que são as pessoas que sabem o que acontecem, mas, infelizmente, não querem sair de sua posição confortável e brigar por causas alheias. Para quê? Poderiam dizer os mesmos. Não dará em nada mesmo.

Mais uma eleição se avizinha e com ela virão sonhos de mudança.Uma mudança que é imperativa e necessária. Quem tem fome espera por uma solução. Não em forma de R$ 60,00 por cabeça e sim por uma política que as dê condições de ter a sua casa, que possam trabalhar com dignidade e poder ter um salário justo, e ter um direito a estudar. Pois estudando terão as suas mentes despertas para o teatro de horrores que são submetidos já há muito tempo.

O filme “Quanto vale ou é por quilo” me fez revisitar sensações que como um brasileiro me revoltam profundamente e que me mostram, o quanto somos permissivos e imóveis com o que está acontecendo. Ver velhos estratagemas com vistas a escamotear a opinião pública como também a ver que somos capazes de uma conduta asquerosa e dolosa em certos momentos. Praticantes da “Lei de Gérson” se fazendo valer de brechas ou da desinformação do povo. Para que enfim, possamos ter e ver o Brasil de hoje. Um país que está longe de ser a pátria amada e gentil e que o sol da liberdade não existe para quem tem fome e é excluído. Que dirá risonhos e lindos campos.

O que temos é um deserto, um deserto de compaixão. De falta de um poder de indignação. Falta de vergonha na cara. De um povo que só é brasileiro em Copa do Mundo. Aí veremos a “síndrome do Galvão Bueno”. Um país de poucos, de usurpadores e de criminosos.

“Todo poder emana no povo e por ele deve ser exercido”. Pergunte o que é isto para uma pessoa excluída, faminta e sem perspectivas. E se pergunte, será que contribuo para um Brasil mais justo e igual?

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Quando falamos acerca de modificações sobre o modo de pensar educação vários dos nossos temores irão infelizmente voltar a assombrar nossos corações e mentes. O neoliberalismo com seu processo de construção hegemônica virá sempre em busca do seletivo social e não do pensamento do geral.

Esta estratégia de poder que sempre será articulada com um conjunto de reformas que visem a manutenção do poder que pelas minorias sempre será reivindicado. Cabendo aos que ficam a margem de qualquer benesse, reclamar seus direitos ou calar-se, como infelizmente é a regra.

Toda manobra que vise o pouco terá que ser encarada como hedionda socialmente.

O senso comum poderá ser manipulado por um propósito de conveniência de uma coerência que servirá para poucos, muito poucos. Sendo assim mais fácil de impor propostas de reforma que serão sempre impulsionadas por esta parcela da sociedade.

Legitimando-se assim, um discurso de igualdade que pode soar bonito aos ouvidos de desenformados, mas, infelizmente, esconderia um ardiloso processo de controle do poder.

A aceitação deste senso comum pela maioria dará uma chancela que para os que a pregam. Incluindo neste bojo as mudanças tecnológicas que, por sua mudança constante e acesso difícil a totalidade não daria o ingresso para quem quiser entrar nesta festa que o convite é caro e seletivo, deverá entrar na lista de espera da negligência social.

A mudança de uma mentalidade deverá nortear a mudança tão idealizada por todos que almejam por uma sociedade pulsante e pujante. Não cabendo a preguiça e sim a vigilância constante.

O poder estatal pode ser de extrema valia ou de um dano extremo. Se o Estado vier legitimar o que é de interesse de poucos, será uma lástima. Mas por outro lado, se preservar todos os direitos e cobrar todos os deveres, terá havido a verdadeira contribuição de um verdadeiro estado democrático. A justiça social.

A crise das instituições de ensino deve-se a diversos fatores como o crescimento irresponsável e anárquico nos quais está sofrendo nas últimas décadas. Passamos por uma crise democrática e gerencial.

Não temos acesso a um ensino de qualidade e como também gestores imbuídos de responsabilidade social.

A eficiência deverá ser fiscalizada como norma padrão e a escola deverá se cercar de qualidade. Só assim teremos ter uma verdadeira qualidade dos serviços educacionais. O que passa por uma revisão de por exemplo: Os sindicatos.

Os sindicatos ao invés de buscar a excelência educacional tendo como base a humanização dos profissionais de educação adotam notadamente critérios partidários que não contribuem para uma efetiva transformação da ótica educacional.

Viram verdadeiras fogueiras de vaidades e não cenário para debates e reflexões.

A sociedade tem a sua parcela de culpa na medida em que avaliza e aceita um padrão de status quo que as intervenções neoliberalistas e estatais empurram goela abaixo dos cidadãos. Privatizando assim, o êxito e o fracasso social.

A escola funciona mal porque as pessoas não reconhecem o valor do conhecimento. Professores ganham mal, a precariedade das instalações reina absoluta, e o Estado definitivamente não intervém com eficácia.

O conhecimento é mercadoria assim como quem deseja uma boa educação deverá imperativamente se curvar à realidade ou engrossar a fila dos excluídos. Para estes, o sofrimento é sina e a exclusão é a regra.

Em minha opinião, a educação brasileira deveria ser administrada por pessoas de excelência. Em cada seara, especialistas deverão ser contratados, fiscalizados e cobrados deles a eficiência e a decência de propósitos.

Só assim chegaremos ao patamar de desenvolvimento educacional coerente com as expectativas de uma nação que clama por mudanças.

As novas gerações de educadores deverão se conscientizar do verdadeiro papel de transformação da Educação como também a verdadeira bandeira do professor: Dedicação, humanização, conscientização e uma busca para uma justiça social que está infelizmente esquecida.

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Quando pensamos em métodos de propagação de mudanças, pensamos logo em educação. Mas, infelizmente, os que estão como doutrinadores de leis e diretrizes irão sempre nortear condutas sobre a efígie da manutenção de controle e poder. Usando desta artimanha, poderão legitimar a acentuar sua posição de privilegio.

A exploração da miséria como arma de manutenção de poder é algo bastante usado pelo neoliberalismo. As condições são de completa ineficiência estrutural. Com este cenário desigual, a elite mostrará que o privilégio não é somente desejável, mas também necessário. Mas a pergunta fica, porque só para eles?

Os mecanismos estarão sempre aí para quem quiser observar. Utilizam-se da perversidade. Com a atrocidade de tais atos contra o coletivo, muitos dos que estarão à margem da sociedade encontrarão com estas políticas, um recado bastante claro e objetivo: Ei, você! O que estás fazendo aqui? É o seu lugar?

Constituindo assim além de um recado bem claro, uma bandeira ainda levantada por muito poucos.

Todo argumento em minha opinião se levantado por poucos é objeto de futilidade. Pois o alicerce que a sustenta é de codificação elaborada por poucos. Daí que vem a futilidade. Quando não se respeita as necessidades prementes do ser humano, em prol de poucos, o motivo além de fútil, será de uma imbecilidade surreal.

Para cada manifestação de insatisfação, terá sempre a repressão com um tom de ameaça cada vez mais atual e direto. Os controladores do muito possuem prerrogativas que fazem barrar evoluções sociais, incluindo a educação neste bojo, e por fim, o apavoramento dos cidadãos.

Pois em terra que poucos têm, nem venha pegar o que é meu e se o meu for muito… Arranco seu coro e sua dignidade, isto é, se você ainda tiver uma.

A qualidade educacional deve ser implementada em larga escala. Infelizmente o que atravanca esta transformação, é o domínio dos que detem a logística educacional pública. Implicando assim na velha premissa do controle, marginalização e do crime de responsabilidade que os homens públicos do meu país cansam em cometer.

A Escola Pública deve ser aberta, equipada e humanizada. Pois só com pessoas compromissadas com a transformação das realidades, iremos dar passos significativos de evolução.

Promessas sofistas acerca de uma nova e melhorada educação observo a cada quadriênio. A promessa assim como a educação, são ótimas para arrebanhar votos, mas são péssimas para expor a realidade nua a crua aos brasileiros. Já pensou a reviravolta que acontecerá no dia em que todos saibam da verdadeira situação do nosso Brasil. Que todos saibam pescar ao invés de receberem esmola social?

O que é a qualidade educacional? Será que se a escola tem toda a infra-estrutura ela será a 9ª maravilha do mundo? O conceito de qualidade decaiu e muito. Pois para mim qualidade de ensino além de ser um problema estrutural, é obrigatória a eficácia docente e como também uma gestão comunitária e social de cada centavo que será colocado.

Ou a escola atingirá o seu potencial social ou teremos com a participação dos legisladores um predomínio de sacanagem com o futuro. Um processo de sabotagem ardiloso que só vitima o nosso futuro, a nossa esperança.

Seguiremos acreditando, mas como diria o filosofo Terêncio: “Nada do que é humano me é estranho”.

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Convite do lançamento do livro

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