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Posts Tagged ‘Direitos e Deveres’


A educação como base sólida de uma sociedade. Esta seria uma das premissas de um novo amanhã ou de um conceito de sociedade norteado nas necessidades de transformação, transformação esta que, infelizmente, ainda não sentimos na pele em forma de respeito a direitos e deveres. O que vemos incessantemente é uma busca cada vez mais frenética pelo empobrecimento não só social mais sim, do empobrecimento de uma consciência que já hiberna no atraso educacional.

Tendo as políticas partidárias como pano de fundo, vemos décadas e décadas de uma ineficiência no papel do Estado na sua tarefa de levar e oferecer uma educação de base com qualidade e não mediocridade. As necessidades do país vão além do populismo da “Bolsa Miséria” e nem do discurso demagogo da maioria dos políticos, mas sim de uma construção de uma educação cidadã, que oriente a população e não a coopte só em época eleitoral. Não adianta só aliviar a pobreza com programas populistas, como salienta Pedro Demo. O traço histórico de nosso país é este que aí está, e como combatemos um ranço ou um vício? Com educação.

A distribuição da renda de uma forma superficial não é o caminho. O caminho passa por um conceito democrático de reforço às estruturas sociais. A educação, a família e a dignidade dos cidadãos devem ser imperativamente analisadas, observadas e amparadas não com programas políticos eleitoreiros. Qual é a chance de uma pessoa contemplada com o “Bolsa Família” tem? Seria um crediário social? Daquele que se a candidata as situação ganhar eles, os que recebem, pensar em, quiçá mais 8 anos? Ou deveriam pensar em colocar as suas crianças em uma escola, não só para garantir o recebimento do auxílio, mas sim colocá-las em um local de aprendizado, construção e reflexão.

Reflexão esta que traria uma indagação? Ora se é meu direito ter uma educação de qualidade, uma moradia, um emprego com um salário digno, segurança para o meu ir e vir, porque então estou recebendo um auxílio em troca disso? Porque não o inverso? A escola com reflexão e com uma efetiva construção de saberes traria isto. Comer é dignidade, isso todos sabem de cor. Mas é o senso de indagação e de um questionamento? Quem recebe este “cala boca” do Estado, nunca poderá ir de encontro a ele. E é exatamente isto, que “eles” querem e incessantemente almejam. Uma sociedade miserável, sem educação e amordaçada.

Aspecto de primaz importância o que fora levantado por Demo na entrevista. A parcela do orçamento na qual o “Bolsa Família” está inserida é ínfima. Se pensarmos no todo, o que o governo destina aos contemplados do programa é realmente uma miséria se comparado ao que a corrupção nos arranca é hilária a disparidade. Perdoe-nos, hilária não! Ela é digna de pesar e revolta.

O que se pensa, não é em Educação. A política atual é de confinar as crianças e adolescentes nas escolas por um tempo enorme. Alfabetizar uma criança em três anos quando que em somente um se tivermos uma boa escola e um bom professor. A escola precisa parar de ser albergue. Muitas das crianças que a freqüentam, só comem quando vão “estudar”. Isso é desumano, sacana e perverso. Merenda sim, mas com ela todo um processo de transformação da realidade que aí está. Gerações e gerações bem instruídas e orientadas farão a diferença. Temos certeza disso.

Só assim, nosso país iria parar de captar mão de obra estrangeira para os altos cargos das áreas de tecnologia. Pois teríamos qualificação aqui. E só uma escola que seja irmã de uma sociedade consciente e não emudecida.

Só assim o conceito de democracia sairá dos livros e do dicionário de uma vez e será aplicado em toda a sua essência.

Os homens públicos deste país só querem se comprometer de fato com a economia. Com o sistema financeiro. A população que fique em segundo plano, ela que “dê os seus pulos” e se adapte a uma nova realidade que nos visita de tempos em tempos. E com esses abalos sazonais, as estruturas que não deveriam ser sequer abaladas, pagam o preço. Educação em país comprometido, não sofre corte de verbas, mas sim, uma constante revisão do que mais pode ser feito.

“Não pergunte o que seu país poderá fazer por você, mas sim o que você poderá fazer pelo seu país” esta frase atemporal de John Kennedy é linda. Desde que o “você” da frase esteja ciente de tudo o que tem direito, de tudo o que tem dever. Esta frase só tem efeito se o senso ético do cidadão está apurado e acompanhado de um senso de moral afinado com a transformação. Isso falando no macro e não no microcosmos da corrupção, dos desmandos e da falta de interesse em mudar o cenário que aí está.

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Corrupção, violência, falta de perspectiva e uma escola pública deficitária são alguns dos pilares que patrocinam e alimentam o crime organizado. O crime nada mais é do que uma extensão da sociedade brasileira. Todas as brechas de uma máquina estatal falida são preenchidas pelo crime. Isto tudo com a conivência das autoridades que aproveitando dessa situação de ignorância social da esmagadora maioria da população só fazem algo em épocas de campanha eleitoral. Prometendo às vezes o incumprível. Pois se não temos educação, saneamento, emprego digno, segurança e saúde pública, como vamos convencer que com o trabalho, poderemos comprar aquele carro ou um tênis da moda.

A falência da maquina pública, se mostra de uma forma mais atroz na policia. Armamento defasado, salário de fome e um despreparo psicológico aumentam sensivelmente a possibilidade de um parco cumprimento do seu dever ou de um desvirtuamento indo para o sedutor e criminoso ambiente da corrupção. Uma polícia capenga só privilegia os criminosos e não o social. Todos os dias os policiais vão para uma guerra civil. Com um único alento. Se conseguirem sobreviver, retornam para casa.

“Roubar e às vezes matar para não morrer de fome” esta é a frase recorrente dos cidadãos que estão marginalizados pelo sistema e usam de artifícios brutais para obterem o que o Estado lhes deveria dar. Não como uma esmola, como vemos atualmente, mas sim como um direito universal e indivisível. A revolta nesses casos é o fomento primaz para que, uma pessoa abandonada à própria sorte, apele para a violência.

Como você pode mostrar a uma criança ou a um adolescente que não é o correto entrar para o tráfico? “Depositando-a” em alguma escola pública? Não. Incisivamente não! Teremos que atingir o ponto crucial disso tudo. A dignidade e a estabilidade do seio familiar, especialmente se nessa família estiverem pessoas que estão em favelas, morando nas ruas, ou melhor, como dizem alguns: Os párias da sociedade. Filho não entra para a criminalidade se observa que o seu pai e a sua mãe perseveram com o trabalho, que notam que os seus direitos são dignamente respeitados, que com isso tudo poderão construir um futuro sólido com dignidade e não esse festival de obscenidades e descalabro que vemos dia após dia.

Os usuários de drogas alimentam essa roda viva do submundo com um papel decisivo. Não dá mais para ver pessoas com consciência, sabendo do mal que estarão fazendo para a sociedade, usar ou vender drogas. O seu “barato” além de ser egoísta, em uma manobra clara de “foda-se” a sociedade, contribui para a falência moral e familiar. Quer curtir? Trabalhe em uma ONG. Ajude a população e não contribua decisivamente para o seu colapso.

Se a policia é capenga, a justiça não é cega e o alto poder de esquecimento da população são as tônicas da nossa sociedade. Porque não se aproveitar delas? A resposta se for dada por um criminoso é sim. “Fazer o que o Estado não faz” a frase de Gordo um dos fundadores do Comando Vermelho vem ratificar isso. Pois para um morador de uma favela que precisa de tudo. Um prato de comida, um remédio, um mínimo quoeficiente de dignidade. Ele irá recorrer ao Estado? Não! Ele irá ao chefe da boca. Pois terá ali a certeza de ter as suas reivindicações pelo menos escutadas. E a ironia disso, pagamos cada centavo que os engravatados gastam.

O morro irá com isso de encontro ao “movimento”? Com certeza não! Pois irá retribuir com a sua chancela das atividades criminosas dentro da sua comunidade. A mesma chancela que dão aos seus representantes quando no momento do voto. Sabendo que logo depois, serão esquecidos.

O Rio de Janeiro vive em guerra civil. Arrastões, seqüestros relâmpago, assassinatos, e os tiroteios freqüentes entre policia e criminosos só fazem aumentar a insegurança e a revolta da população. Pois seus impostos não aparentam um destino eficaz e correto.

E em se falando de eficácia e uma correção, entraremos no velho problema dos presídios brasileiros. Uma escola do crime bancada pelo dinheiro público. A detenção no Brasil não colabora para um processo de inserção eficaz. Pois o ex-detento é marginalizado pela sociedade. Isso não só no Brasil. Quem quer ficar em um ambiente fétido, abafado, sujeito a enfermidades e sem dignidade? Ninguém. Por isso que a grande maioria dos presos foge da cadeia. E fora dela, continuam a praticar seus crimes ou diversificar os mesmos dado o “conhecimento” que adquiriram na cadeia.

Diga para um adolescente que vê todo santo dia estampado nos jornais ou veiculado nas T.V’s que aquele tênis da moda ele não poderá sequer colocar os pés nele. Diga também que com o “salário-ínfimo-mínimo” não poderá comprar uma casa confortável ou ter as suas necessidades básicas atendidas. E depois de visto isso tudo, o que você acha que este adolescente irá fazer? “Perdeu playboy!” “Passa tudo”. Preciso dizer mais alguma coisa?

E logo depois farão o que? Irão assinar a “carteira” no empregador do momento. Este mesmo empregador que irá pagar o triplo (estou sendo bonzinho) do que ele seria pago no emprego formal. Direitos trabalhistas? Que direitos? Se no formal existe patrões safados que não recolhem os impostos. Vendo isso tudo, o que você acha que acontecerá? Morrer todo mundo morre algum dia. Então o tempo que viverei, será no luxo, comprando tudo o que quero. Este é o pensamento de alguns dos jovens carentes que moram em favelas bem próximos de traficantes.

Morador de favela não é só bandido não. A dignidade floresce em ambientes em que poderia só haver o pior sentimento possível. Trabalhadores dignos, que pegam metrôs e ônibus lotados, que recebem uma esmola de salário e que não tem seus direitos atendidos, são a maioria da população destas comunidades. Um olhar mais preconceituoso baseado na ignorância apontaria ao contrario. Pois é muito mais fácil estigmatizar e discriminalizar do que reconhecer o esforço diário de cada um deles.

Meu avô sempre me dizia quando eu era pequeno que algumas das profissões que fomentam a sociedade deveriam ter uma distinção. Professores, médicos, caminhoneiros, advogados e policiais deveriam receber salários compatíveis com a sua importância. Mas o que acontece na vida real é que todas essas classes são mal remuneradas. E o que acontece? Uns continuam com seus dogmas e decência. Outros irão caminhar um caminho sem volta. O da corrupção.

“Não matarás” É o que diz um dos mandamentos. Queria muito que no nosso Brasil não acontecesse mais isto. Não estou falando somente do matar com facadas e nem com tiros, estou falando do matar com a negligência do poder público, com o abandono da sociedade, com a falta de oportunidades, com a falta de dignidade.

Nunca passei fome e nunca passei uma noite ao relento. Mas penso nos que passam. Párias de uma sociedade que insistem em virar o rosto e não dar a mínima. Um morador de rua, marginalizado vê todos os dias pessoas bem vestidas, se alimentando, com seus carros poluindo o ambiente e se pergunta… Porque não posso ter nada daquilo. Porque o meu país não pensa em mim, não me trata como um filho ou uma filha de Deus e não me traz o sopro revigorante da dignidade. Depois investidos de nossa ignorância do todo, com nossas armaduras burguesas, iremos apontar nossos dedos covardes e inábeis para as pessoas que viram bandidos ou que tomam a força o que eles têm direito.

Não o de ter MontBlanc’s ou Ferraris e nem tão pouco passear pela Times Square. Mas a possibilidade de comer, amar e rezar. Rezar por um novo dia, no seu colchão e não nos papelões de embalagens de manteiga. As mesmas que se roubarem por causa do rombo na barriga, irão presos.

E ainda falamos de justiça nesse país.

Ou melhor, somos justos?

Bom dia a todos e uma ótima quinta.

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Caros leitores do Blogão e meus amores,

Como foram de festejos de Natal e de Ano Novo ?? Espero que sem excessos. Afinal de contas o mundo não acaba na virada do dia 31.

Infelizmente não posso dizer das famílias e amigos das vítimas da tragédia que assolou Angra dos Reis. O que era para ser um momento de renovação de desejos e celebração se transformou na calada da noite em um mundo de trevas, desepero e lágrimas. Dos que se foram e um alívio dos que escaparam com vida deste desastre natural. O país ficou consternado com o acontecido e também pela brutalidade na qual estas vidas foram ceifadas acabando assim com sonhos renovados na passagem de ano.

Agora um assunto que vem sempre à tona nestas situações é que quando acontecem chuvas torrenciais em diversos pontos do Brasil, catástrofes são iminentes. Culpa do crescimento desordenado ?? Negligência do Poder Público ?? Fatalidade ?? Acredito que o resultado é uma somatória destes fatores. Em meu país não temos uma política habitacional séria, a fiscalização é ineficiente assim como as obras em locais que só depois de alguma tragédia consumada, começaremos a analisar se era para ser constrída naquele local ou não.

Ficará sempre a reflexão do que se pode fazer para evitar este tipo de tragédia. Uma mudança climática a cada ano acontece de forma mais intensa e imprevisível, então porquê não se pensar, estudar e viabilizar formas de contingência. Chega de governador de estado só visitando o cenário trágico ao invés de uma reunião com sua equipe, depois de passado mais este revés, para que outros mais não aconteçam. Inumeras moradias se encontram irregulares por este Brasil, porque não antecipar ??

Penso no outro lado da moeda. As famílias que perderam seus entes queridos e os planos que foram brutalmente interrompidos. Saibam que para tudo nosso bom Deus tem um propósito, sei que não é nada fácil perder um parente. Mas encontrem nos amigos, família, um amparo e que a tristeza não tome o espaço da saudade. Ela sim, será a companheira desagradável de todos que perderam nesta tragédia.

Temos que cobrar dos orgãos responsáveis a devida atuação e a posterior apuração.

Chega de tragédias, pois o que doí e que muitas delas poderiam e podem ser evitadas. Basta seriedade e planejamento e espero como um bom brasileiro que estes políticos em 2010 tomem vergonha na cara e ajam e não fiquem “ad eternum” dando tapinhas nas costas ou indo a funerais de vítimas de tragédias. A ação planejada é inimiga da catástrofe assim como a negligência será parceira das trevas e da dor.

Força para todas as famílias. E as minhas condolências.

Vida que segue. Espero que com todos nossos direitos preservados se não for assim….. Para que pagar imposto ??

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Por: Luciana Pinto Aguiar (minha amada mãe)

A missão fixada na Constituição Federal para o nosso estado brasileiro, democrático, elege a dignidade da vida humana e o bem-estar social como objetivos maiores.

Somos nós aqueles que, por opção, assumimos a obrigação de sermos os solidificadores de um pensamento novo de sociedade, que respeite direitos e deveres, que explique a cada estudante o seu verdadeiro papel de, como membro da nação, formar, firmar e disseminar uma consciência política que considere o social, não apenas o individual.

Não é preciso pregamos a construção de um socialismo, mas lutarmos pela socialização das atitudes de cada cidadão brasileiro.

Nosso papel é mais relevante quando a sociedade brasileira está em colapso, quando todos estão procurando alcançar somente seus interesses, não se importando com o bem estar coletivo, agindo em um constante processo de degradação das relações interpessoais que, infelizmente, já mostra um desdobramento desagradável nas escolas, nas ruas, nos lares.

Não queremos a manutenção do cenário que se vê instalado. Definitivamente ansiamos por um progresso constante, e quando não o encontramos, sua ausência nos aflige, nos oprime, nos abate psicológica e moralmente.

A sensação de paralisia, de falta de força rebaixa nossa auto-estima e nos deixa suscetíveis a aceitarmos o que é ruim. O sentimento de impotência nos acomoda.

Mas devemos ter consciência que nada temos de impotentes! Somos dotados de tanta força que, juntos, podemos mudar tudo para melhor, sempre! Basta a cada um apenas um primeiro passo, que é firmar o compromisso com essa vontade pessoal de fazer progredir!

Não podemos esperar apenas que os governantes dêem um primeiro passo. O nosso compromisso com um futuro melhor nos dá a chance de caminhar já, independentemente de uma ordem oficial.

O nosso caminho como portadores da palavra-luz EDUCAÇÃO deverá começar com o desempenho do papel de docência responsável, desprezando a atitude acomodada e reprodutora de erros seqüenciais que vemos se eternizando.

Somente fiscalizando, humanizando e conscientizando as mentes dos nossos estudantes, conseguiremos o verdadeiro propósito da função que escolhemos para nós, pedagogos, que é educar com responsabilidade.

A revisão de realidades sociais deverá fazer parte de qualquer pensamento de mudança educacional. Não cabe mais apenas observar que a educação não chega aos bairros mais distantes e desfavorecidos. Não vale mais ficar somente a criticar. É preciso agir!

O que é viver escola? O que é ter vivência escolar? É direito de uns poucos, sonegado à imensa massa de pessoas com poucos recursos que, sem o direito à educação, ficarão condenados à eternização da situação inferiorizada, à margem do progresso pessoal?

Terá direito à escola apenas quem, por sorte, possua recursos financeiros e é apto a preencher uma vaga em alguma escola privada? Permanecerão sem ter boas coisas para lembrar os que se encontram estampando o outro lado da moeda circulante ainda hoje no país e que tristemente mostra as duas faces opostas da nossa sociedade? Os sem acesso à educação só terão como recordação a verdade do descaso de governantes e a acomodação dos educadores, só terão na lembrança a realidade que dói no estômago e na alma, que devasta sonhos e ceifa futuros?

Como todo veículo de transformação, a EDUCAÇÃO é direito fundamental de todos e não pode escolher quem serão os contemplados com a sua concretização.

Professores do Brasil, nós estamos sendo submetidos a uma prova de cidadania onde temos duas opções de resposta, mas só uma delas é certa: a união de todos nós no propósito de alavancar uma verdadeira mudança de mentalidades, para não continuarmos a repetir as mesmas premissas que estão levando à exclusão sistemática dos direitos de gerações a uma educação que ilumine suas vidas com uma perspectiva de progresso.

Professores que somos, vamos convictos descartar a resposta errada, que é a da estagnação da missão de educar, com a qual estaríamos optando ficar acorrentados a práticas hoje já reconhecidamente nefastas. Se nos acomodarmos ao modelo vigente, estaremos escolhendo fazer nossa nação viver na escuridão da ignorância; estaremos vestindo as capas negras da omissão, demonstrando uma negligência assassina do futuro daqueles que serão nossos filhos, netos, nossos descendentes, o povo brasileiro! Estaremos matando a única forma de fazer do Brasil um país melhor!

Vamos dizer não à estagnação, à omissão, à negligência, à treva! Vamos carregar bem alto a palavra-luz EDUCAÇÃO!

Quem compactua com o velho método de reprodução de conteúdos nas escolas não pode ter espaço participativo na concepção de um novo país.

Vamos nos esforçar para, com nossa participação ativa, afastar da realidade do nosso amado Brasil o ineficiente panorama político atual, em que o povo vive atrelado à ignorância, a receber esmolas como forma de compensação pela deficiência histórica das gestões públicas no que diz respeito à educação, à formação de cidadãos com visão de futuro.

Vamos varrer do Brasil qualquer possibilidade de aceitar a idéia de que para a elite dominante se manter no poder é conveniente podar no nascedouro uma possível mentalidade progressista, abortando o processo educativo que exige compromisso com o outro e que por isso, neste mundo de egoísmo, é tão custoso e delicado.

Sou grato, por em minha trajetória educacional ter podido conviver com verdadeiros modelos de professor e ter aprendido como um mestre comprometido com a formação do educando pode ser marcante na vida de um estudante.

Já sabemos que é essencial a inovação da postura do educador e Dedicação é a palavra-chave a ser vivenciada com carinho, dia a dia, aula a aula, aluno a aluno.  É certo que se em nossos planejamentos pedagógicos, em nossas salas de aula, trouxermos sempre o novo, como incentivo ao pensar e ao participar, atingiremos o nosso propósito de formar cabeças aptas a mudar a rota da nossa nação.

Só assim as vivências pedagógicas serão realmente de construção e não mais estaremos vivenciando a reprodução, o aniquilamento.

Novos dias virão para o Brasil e para os brasileiros e nós, educadores, trazendo novos olhares, mentalidades e vivências, somos os que se apresentam iluminando essa nova aurora que se aproxima.

Quem vive a escola, vive o Brasil. E quem vive o Brasil verdadeiramente, na intensidade desse compromisso educacional, iluminador, que assumimos perante a nação da qual fazemos parte, sabe desde já que seremos vitoriosos na missão que abraçamos, pois com a nossa insubstituível ação, através da EDUCAÇÃO, todos os brasileiros viverão um amanhã onde estará conquistado, igualmente para todos, algo muito importante: o direito do ser e não mais o direito do ter.

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Amigos do Blogão e meus amores.

Todos os dias pipocam as notícias de que mais uma pessoa morreu na guerra civil que assola o Rio de Janeiro. E infelizmente não é só do Rio que falo e sim dos grandes centros urbanos de nosso Brasil. Quando penso que os políticos de meu país irão tomar verdadeiramente as rédeas do controle, eles virão sempre com mais um estratagema para se beneficiar e atingir seus objetivos particulares.

Quando o Rio de Janeiro venceu a disputa para sediar as Olimpíadas de 2016 eu não comemorei. Fiquei de luto e entristecido com mais uma conquista que será passageira e imediatista e que em nenhum momento irá contemplar a necessidade de todos.

No nosso país não existe política pública de educação, ao menos uma eficiente. Que trate a educação como transformação e não como favor social e nem arma eleitoreira em anos de eleição. Não existe civilidade em nosso povo e nem uma consciência generalizada de o que são direitos e deveres. O que observo é a permissividade que é a marca da sociedade brasileira.

Modalidade: Tiro Livre contra civis

Modalidade: Tiro Livre contra civis

Só teremos Copa do Mundo e Olimpíadas no Rio se o tráfico avalisar!!!

Caso contrário o que veremos será uma edição real do jogo Counter Strike televisionada por todo Brasil via satélite. Ou então teremos uma demonstração de incompetência, vide a Eco92. Que o exército teve que ir  às ruas para apaziguar os ânimos. Em uma mostra gritante que em país de políticos corruptos quem manda é o “poder paralelo” e não a Constituição ou nenhuma Lei vigente.

Mas como educador que sou não posso entregar os pontos. Quero muito acreditar que o esporte será incluido como política pública educacional e que vire programa não de governo e sim mentalidade de uma nova era.

Outra coisa que me preocupa e muito é como serão geridos estes orçamentos. A transparência deverá ser pontual no tocante a destinação de verbas e os gastos deverão ser demonstrados ponto a ponto, centavo a centavo na Internet ou em jornais de circulação nacional.

Chega de ver relatórios de suparfaturamento de obras e irregularidades em licitações. E mais ainda, o relatório que está no TCU que trata das obras do PAN que extrapolaram R$ 4 bilhões, ainda está esperando votação.

Acredito que para uma total lisura no processo, este relatório deveria ser votado antes de começarem as obras da Copa do Mundo e as da Olimpíada e que não caisse no esquecimento conveniente para poucos e inconveniente para uma nação inteira.


A nossa verdadeira e eterna medalha de ouro

A nossa verdadeira e eterna medalha de ouro

Esporte + Educação + Direitos e Deveres ensinados na Escola = Um novo Brasil, um Brasil que caiba todos em seu colo (de uma mãe pátria amada e gentil) e que não deixe que filhos e filhas ainda escorreguem de seus braços, caindo assim no vazio.

O vazio de educação, civilidade, oportunidades iguais e de decência social.

Só assim seremos campeões do mundo e teremos a nossa eterna medalha de ouro.


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