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Posts Tagged ‘Educação Brasileira’


A educação como base sólida de uma sociedade. Esta seria uma das premissas de um novo amanhã ou de um conceito de sociedade norteado nas necessidades de transformação, transformação esta que, infelizmente, ainda não sentimos na pele em forma de respeito a direitos e deveres. O que vemos incessantemente é uma busca cada vez mais frenética pelo empobrecimento não só social mais sim, do empobrecimento de uma consciência que já hiberna no atraso educacional.

Tendo as políticas partidárias como pano de fundo, vemos décadas e décadas de uma ineficiência no papel do Estado na sua tarefa de levar e oferecer uma educação de base com qualidade e não mediocridade. As necessidades do país vão além do populismo da “Bolsa Miséria” e nem do discurso demagogo da maioria dos políticos, mas sim de uma construção de uma educação cidadã, que oriente a população e não a coopte só em época eleitoral. Não adianta só aliviar a pobreza com programas populistas, como salienta Pedro Demo. O traço histórico de nosso país é este que aí está, e como combatemos um ranço ou um vício? Com educação.

A distribuição da renda de uma forma superficial não é o caminho. O caminho passa por um conceito democrático de reforço às estruturas sociais. A educação, a família e a dignidade dos cidadãos devem ser imperativamente analisadas, observadas e amparadas não com programas políticos eleitoreiros. Qual é a chance de uma pessoa contemplada com o “Bolsa Família” tem? Seria um crediário social? Daquele que se a candidata as situação ganhar eles, os que recebem, pensar em, quiçá mais 8 anos? Ou deveriam pensar em colocar as suas crianças em uma escola, não só para garantir o recebimento do auxílio, mas sim colocá-las em um local de aprendizado, construção e reflexão.

Reflexão esta que traria uma indagação? Ora se é meu direito ter uma educação de qualidade, uma moradia, um emprego com um salário digno, segurança para o meu ir e vir, porque então estou recebendo um auxílio em troca disso? Porque não o inverso? A escola com reflexão e com uma efetiva construção de saberes traria isto. Comer é dignidade, isso todos sabem de cor. Mas é o senso de indagação e de um questionamento? Quem recebe este “cala boca” do Estado, nunca poderá ir de encontro a ele. E é exatamente isto, que “eles” querem e incessantemente almejam. Uma sociedade miserável, sem educação e amordaçada.

Aspecto de primaz importância o que fora levantado por Demo na entrevista. A parcela do orçamento na qual o “Bolsa Família” está inserida é ínfima. Se pensarmos no todo, o que o governo destina aos contemplados do programa é realmente uma miséria se comparado ao que a corrupção nos arranca é hilária a disparidade. Perdoe-nos, hilária não! Ela é digna de pesar e revolta.

O que se pensa, não é em Educação. A política atual é de confinar as crianças e adolescentes nas escolas por um tempo enorme. Alfabetizar uma criança em três anos quando que em somente um se tivermos uma boa escola e um bom professor. A escola precisa parar de ser albergue. Muitas das crianças que a freqüentam, só comem quando vão “estudar”. Isso é desumano, sacana e perverso. Merenda sim, mas com ela todo um processo de transformação da realidade que aí está. Gerações e gerações bem instruídas e orientadas farão a diferença. Temos certeza disso.

Só assim, nosso país iria parar de captar mão de obra estrangeira para os altos cargos das áreas de tecnologia. Pois teríamos qualificação aqui. E só uma escola que seja irmã de uma sociedade consciente e não emudecida.

Só assim o conceito de democracia sairá dos livros e do dicionário de uma vez e será aplicado em toda a sua essência.

Os homens públicos deste país só querem se comprometer de fato com a economia. Com o sistema financeiro. A população que fique em segundo plano, ela que “dê os seus pulos” e se adapte a uma nova realidade que nos visita de tempos em tempos. E com esses abalos sazonais, as estruturas que não deveriam ser sequer abaladas, pagam o preço. Educação em país comprometido, não sofre corte de verbas, mas sim, uma constante revisão do que mais pode ser feito.

“Não pergunte o que seu país poderá fazer por você, mas sim o que você poderá fazer pelo seu país” esta frase atemporal de John Kennedy é linda. Desde que o “você” da frase esteja ciente de tudo o que tem direito, de tudo o que tem dever. Esta frase só tem efeito se o senso ético do cidadão está apurado e acompanhado de um senso de moral afinado com a transformação. Isso falando no macro e não no microcosmos da corrupção, dos desmandos e da falta de interesse em mudar o cenário que aí está.

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Por: Luciana Pinto Aguiar (minha amada mãe)

A missão fixada na Constituição Federal para o nosso estado brasileiro, democrático, elege a dignidade da vida humana e o bem-estar social como objetivos maiores.

Somos nós aqueles que, por opção, assumimos a obrigação de sermos os solidificadores de um pensamento novo de sociedade, que respeite direitos e deveres, que explique a cada estudante o seu verdadeiro papel de, como membro da nação, formar, firmar e disseminar uma consciência política que considere o social, não apenas o individual.

Não é preciso pregamos a construção de um socialismo, mas lutarmos pela socialização das atitudes de cada cidadão brasileiro.

Nosso papel é mais relevante quando a sociedade brasileira está em colapso, quando todos estão procurando alcançar somente seus interesses, não se importando com o bem estar coletivo, agindo em um constante processo de degradação das relações interpessoais que, infelizmente, já mostra um desdobramento desagradável nas escolas, nas ruas, nos lares.

Não queremos a manutenção do cenário que se vê instalado. Definitivamente ansiamos por um progresso constante, e quando não o encontramos, sua ausência nos aflige, nos oprime, nos abate psicológica e moralmente.

A sensação de paralisia, de falta de força rebaixa nossa auto-estima e nos deixa suscetíveis a aceitarmos o que é ruim. O sentimento de impotência nos acomoda.

Mas devemos ter consciência que nada temos de impotentes! Somos dotados de tanta força que, juntos, podemos mudar tudo para melhor, sempre! Basta a cada um apenas um primeiro passo, que é firmar o compromisso com essa vontade pessoal de fazer progredir!

Não podemos esperar apenas que os governantes dêem um primeiro passo. O nosso compromisso com um futuro melhor nos dá a chance de caminhar já, independentemente de uma ordem oficial.

O nosso caminho como portadores da palavra-luz EDUCAÇÃO deverá começar com o desempenho do papel de docência responsável, desprezando a atitude acomodada e reprodutora de erros seqüenciais que vemos se eternizando.

Somente fiscalizando, humanizando e conscientizando as mentes dos nossos estudantes, conseguiremos o verdadeiro propósito da função que escolhemos para nós, pedagogos, que é educar com responsabilidade.

A revisão de realidades sociais deverá fazer parte de qualquer pensamento de mudança educacional. Não cabe mais apenas observar que a educação não chega aos bairros mais distantes e desfavorecidos. Não vale mais ficar somente a criticar. É preciso agir!

O que é viver escola? O que é ter vivência escolar? É direito de uns poucos, sonegado à imensa massa de pessoas com poucos recursos que, sem o direito à educação, ficarão condenados à eternização da situação inferiorizada, à margem do progresso pessoal?

Terá direito à escola apenas quem, por sorte, possua recursos financeiros e é apto a preencher uma vaga em alguma escola privada? Permanecerão sem ter boas coisas para lembrar os que se encontram estampando o outro lado da moeda circulante ainda hoje no país e que tristemente mostra as duas faces opostas da nossa sociedade? Os sem acesso à educação só terão como recordação a verdade do descaso de governantes e a acomodação dos educadores, só terão na lembrança a realidade que dói no estômago e na alma, que devasta sonhos e ceifa futuros?

Como todo veículo de transformação, a EDUCAÇÃO é direito fundamental de todos e não pode escolher quem serão os contemplados com a sua concretização.

Professores do Brasil, nós estamos sendo submetidos a uma prova de cidadania onde temos duas opções de resposta, mas só uma delas é certa: a união de todos nós no propósito de alavancar uma verdadeira mudança de mentalidades, para não continuarmos a repetir as mesmas premissas que estão levando à exclusão sistemática dos direitos de gerações a uma educação que ilumine suas vidas com uma perspectiva de progresso.

Professores que somos, vamos convictos descartar a resposta errada, que é a da estagnação da missão de educar, com a qual estaríamos optando ficar acorrentados a práticas hoje já reconhecidamente nefastas. Se nos acomodarmos ao modelo vigente, estaremos escolhendo fazer nossa nação viver na escuridão da ignorância; estaremos vestindo as capas negras da omissão, demonstrando uma negligência assassina do futuro daqueles que serão nossos filhos, netos, nossos descendentes, o povo brasileiro! Estaremos matando a única forma de fazer do Brasil um país melhor!

Vamos dizer não à estagnação, à omissão, à negligência, à treva! Vamos carregar bem alto a palavra-luz EDUCAÇÃO!

Quem compactua com o velho método de reprodução de conteúdos nas escolas não pode ter espaço participativo na concepção de um novo país.

Vamos nos esforçar para, com nossa participação ativa, afastar da realidade do nosso amado Brasil o ineficiente panorama político atual, em que o povo vive atrelado à ignorância, a receber esmolas como forma de compensação pela deficiência histórica das gestões públicas no que diz respeito à educação, à formação de cidadãos com visão de futuro.

Vamos varrer do Brasil qualquer possibilidade de aceitar a idéia de que para a elite dominante se manter no poder é conveniente podar no nascedouro uma possível mentalidade progressista, abortando o processo educativo que exige compromisso com o outro e que por isso, neste mundo de egoísmo, é tão custoso e delicado.

Sou grato, por em minha trajetória educacional ter podido conviver com verdadeiros modelos de professor e ter aprendido como um mestre comprometido com a formação do educando pode ser marcante na vida de um estudante.

Já sabemos que é essencial a inovação da postura do educador e Dedicação é a palavra-chave a ser vivenciada com carinho, dia a dia, aula a aula, aluno a aluno.  É certo que se em nossos planejamentos pedagógicos, em nossas salas de aula, trouxermos sempre o novo, como incentivo ao pensar e ao participar, atingiremos o nosso propósito de formar cabeças aptas a mudar a rota da nossa nação.

Só assim as vivências pedagógicas serão realmente de construção e não mais estaremos vivenciando a reprodução, o aniquilamento.

Novos dias virão para o Brasil e para os brasileiros e nós, educadores, trazendo novos olhares, mentalidades e vivências, somos os que se apresentam iluminando essa nova aurora que se aproxima.

Quem vive a escola, vive o Brasil. E quem vive o Brasil verdadeiramente, na intensidade desse compromisso educacional, iluminador, que assumimos perante a nação da qual fazemos parte, sabe desde já que seremos vitoriosos na missão que abraçamos, pois com a nossa insubstituível ação, através da EDUCAÇÃO, todos os brasileiros viverão um amanhã onde estará conquistado, igualmente para todos, algo muito importante: o direito do ser e não mais o direito do ter.

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A educação é um dos maiores problemas dos séculos de outrora e também dos séculos que se avizinham. Por um lado temos o conforto de que avanços tecnológicos estão acontecendo em larga escala, por outro, ficamos muito preocupados acerca da educação social que estamos tendo.

E o que seria esta educação social? Uma educação que respeite diferenças e valores, que saiba conviver com discrepâncias e que ajude em uma fomentação de um sentido de liberdade, mas com responsabilidade.

A economia é atroz na medida em que o dinheiro fala mais, e por conseqüência, a educação será destinada a reprodução do que é conveniente para os poucos que regem os destinos econômicos do mundo. Pois em se tratando de uma sociedade global ciente de tudo o que ocorre, e como são manipulados em nome de um neoliberalismo, a história seria outra… Ô como seria.

Esta doutrina econômica me permitam trocar o nome neoliberalismo para canibalismo, prioriza o pouco em nome de um teatro com nós sendo os coadjuvantes. Não que o “canibalismo” só traga coisas ruins, muitos dos sistemas que atualmente regem o nosso planeta estão alicerçados no neoliberalismo. As transações financeiras são um bom exemplo, com os mercados interligados com uma rapidez notável.

A educação infelizmente demonstra como o neoliberalismo pode afetar de forma dramática o modo como podemos nos beneficiar com ela. Hoje, o que se pratica é uma educação de qualidade para poucos, bem poucos, enquanto que para o resto só sobra a repetição de um conteúdo desestimulante e já conhecido. Isso sem falar da precariedade de estruturas e de docentes.

E o que acontece? Programas de inclusão educacional são implementados com o propósito de compensar o que por obrigação o Estado teria dever. Assim, com um programa “tampão” preencheriam as lacunas com um cala-boca social, fato que traria um falso sinal de competência administrativa.

Este quadro infelizmente não duraria por muito mais tempo, de novo a responsabilidade de educar de uma forma plena passaria para as famílias, estas teriam que se desdobrar para cumprir uma função que seria do Estado. Pensemos um pouco. Uma família que vive em situação de miséria extrema poderia cumprir com toda uma carga educacional? Fica a reflexão.

Métodos estão aí para serem repensados. Nenhum método pode ser considerado infalível, só o dos políticos corruptos em Brasília dá certo. Enriquecer a custa do povo no menor tempo possível. A educação brasileira se espelha no velho método de passe e repasse de conteúdo. Esta “cartilha” só aumenta desigualdades e multiplica sérios problemas futuros.

Desde pequena ouço minha mãe dizer que sempre existiu programas de implementação da educação. Todos eles com prazo de validade. Eram feitos para “tapar buraco” ou “esconder elefante em caixa de fósforos”. O discurso sofista é sedutor, e quando a platéia é na sua maioria esmagadora formada por gente sem instrução, o efeito é cruel e só privilegiaria a poucos.

Será que o “gene da pobreza” existe? Tenho certeza que não. Existe sim é o vírus de uma economia faminta por exclusão, fome, desemprego e sem apetite nenhum para discutir como o “prato” chegaria para os que não o tem.

Até em programa de humor a culpa é do pobre. Será? Sinceramente não! Pois não se deve colocar a culpa em quem não teve o DIREITO de ter o luxo de contar com o livre arbítrio para suas decisões. Pois em muitos casos ou se rouba ou morre de fome, ou se trabalha ou vai para escola. E que tipo de escola o pobre irá ver? Adivinhem!

Como em um castelo de cartas pronto a cair, a educação semeia a violência e a desesperança em um futuro. Pobre rouba para comer, senador rouba para dar jóia a amante e o presidente jura que não sabe e nem viu nada. É Mole?

Será a neoreforma a solução? Só se cair nas mãos das pessoas que hoje se encontram marginalizadas, estas sim, devem ser ouvidas com uma urgência que nuca tivemos noticia.

Temos que semear a democracia justa e plena, aquela que veja todos os seus filhos com os olhos de uma mãe amorosa. Que dê acesso a todos os bens descritos na Declaração Universal dos Direitos do Homem e não seja regida por uma orquestra desafinada com o propósito de todos.

Aí, com todos sendo gente, seremos verdadeiros filhos de Deus. Ele (a) tenho certeza não é neoliberal, e sim neoeducacional ou neoalimental.

Por: Jaqueline Gasparini

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