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Posts Tagged ‘Ensaio sobre a cegueira’

Curtinhas do João II


Amigos

Quem ainda não foi assistir o filme Ensaio sobre a Cegueira de Fernando Meirelles, baseado no livro de Jose Saramago, corra pro cinema é vá assistir. Pois além de se tratar de um filme muito bem feito e dirigido, a mensagem chefe do filme é mais do que atual. E cada um que assiste depois, tenho certeza que irá refletir e muito. Acho que Fernando Meirelles além de ser um perfeccionista, tem o dom de transformar um filme em memória viva para os que assistem seus filmes, Jardineiro Fiel é um ótimo exemplo.

Acho que todo tipo de cultura é válida, mas prefiro as que me fazem refletir, e com essa reflexão ver o que está errado em mim e possibilitar uma modificação.

Abraço forte à todos !! Continuem lendo meus textos, faço-os de coração para vocês, a quem devo o meu obrigado e as minhas reverências eternas.

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Depois de assistir ao filme com outros olhos, alguns aspectos sobre o contexto do filme mexeram comigo, não só como ser humano, mas sim como uma pessoa que pensa no infortuito de uma coletividade e também como as pessoas perto de mim.

Vi no filme um deja vú da célebre “Lei de Gerson” que por pior que o cenário se apresente sempre terá espaço à crueldade de ações coletivas nas quais somos expostos no nosso dia a dia. O que vi foi um grupo que se apropriou da situação caótica na qual viviam e usando de mecanismos sádicos e torpes conseguiram estabelecer uma “ordem”, e assim sendo ter os seus desejos atendidos, alguns como verdadeiros animais digam se de passagem.

Pude observar também que quando somos expostos a situações desfavoráveis a um contexto coletivo sempre iremos querer a nossa sobrevivência não importando meios nem métodos. Trazemos conosco conceitos prévios para determinar quem será ou quem não será o mais adequado a, por exemplo, ser um representante de um grupo ou de uma minoria, sem observar a aptidão da pessoa em questão. Essas mesmas serão ofendidas de forma gratuita como um soco no fígado.

Consegui observar a inabilidade de um sistema de governo com total despreparo para situações que a principio fogem do controle, colocando em xeque a liberdade dos seres humanos confinando-os em fábricas sem explicação de porque e a finalidade, só querendo se ver livre do problema. Com a velha arbitrariedade era decidido, por exemplo, quem iria tomar um tiro na cabeça só por não respeitar uma fila de entrada. Um cenário de completo caos.

O desprendimento de uma mulher que fora traída pelo marido numa cena de completo saciamento de vontades primitivas nas quais infelizmente eles foram expostos, mas sim um gesto dos mais benéficos à sociedade que é o perdão dela conseguir enxergar num quadro de traição a insanidade da ação que não fora deliberada.

Quando nos unimos de forma racional poderemos alcançar um resultado muito gratificante, assim como o grupo que saiu do confinamento para as ruas, conseguindo pensar em comida, abrigo, necessidades básicas, entre outros. Numa mostra que quando queremos somos imbatíveis em organização e não somente em Olimpíadas e nem Copas do Mundo, mas sim no que concerne a sobrevivência.

A atuação de um cego num cenário de aparente cegueira momentânea me causou asco e admiração ao mesmo tempo, se por um lado temos a serenidade da personagem de Danny Glover com fala mansa querendo sempre ajudar a encontrar uma solução, no outro temos o “assistente” de Gael Garcia Bernál que se apropriando de uma realidade que já era a sua, conseguia por métodos atrozes às suas necessidades atendidas. Além de trabalhar a serviço de uma repressão autoritária e covarde. Vide o caso das mulheres se entregarem como “voluntárias” para receber comida em troca.

Mas o que me causou maior admiração foi a personagem de Juliane Moore, com senso de responsabilidade ela conseguiu se doar ao extremo aos que precisaram dela nas mais variadas situações. Foi imparcial com todos, mesmo quando o seu marido estava no contexto de algum problema. Foi delicada e sutil com uma criança que não tinha o porto seguro de uma mãe, e justiceira quando matou um déspota a tesouradas. Fazendo prevalecer que apesar da serenidade de ações somos primatas.

A sacada do filme e do livro para mim foi expor cada segmento da sociedade neste dilema moral e ético, pois conseguimos ver bem várias profissões de destaque. Assim englobando a todos sem distinção. Desde uma prostituta a um médico, passando por cargos importantes de corporações.

Entristece-me e muito saber que se formos nós passarmos por uma situação destas iremos nos comportar pior que bichos, não no sentido de sobrevivência, mas sim na essência da maldade e da covardia. No que constituem para mim a cegueira.

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Amigo(a)s do Blogão, em dias de egoísmo coletivo e de falta de iniciativa de muitos, os muitos que realmente não se importam com a palavra cidadania estão entrando numa categoria que cada vez aumenta mais em nosso país, os cegos.

Cegos não porque tiveram a infelicidade de por uma deficiência ou revés do destino, ficarem cegos. Mas sim os que de forma consciente ou não contribuem para o caos do cotidiano. Sem saber que com um simples gesto de questionar, poderia participar de uma forma mais viva, de um jeitomais coerente com as funções de um individuo em sociedade.

Infelizmente a famosa prostação cívica esta se espalhando na população brasileira. Sem saber que se esta pessoa iniciar tal movimento, o de ser mais participativo e indagador, teriamos melhorias significativas para o fomento de uma sociedade mais justa e com princípios de igualdade. Precisamos de pessoas vigilantes e que perguntem, fiquem alertas, se mobilizem. Só assim criaremos enfim cidadãos e cidadãs.

Quero ver você leitor ou leitora deste texto começar a ser um colaborador desta causa que é tão linda e única, que é a consciência política cidadã. Pesadelo de alguns, mas uma fonte inesgotável de esperança para muitos que como filhos e filhas de Deus, querem um mundo melhor. Temos o dever de fazermos a nossa parte. Não só pra ontem, mas sim hoje e sempre.

Forte abraço a todos, ótima quinta-feira.

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