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Posts Tagged ‘Impunidade’


Corrupção, violência, falta de perspectiva e uma escola pública deficitária são alguns dos pilares que patrocinam e alimentam o crime organizado. O crime nada mais é do que uma extensão da sociedade brasileira. Todas as brechas de uma máquina estatal falida são preenchidas pelo crime. Isto tudo com a conivência das autoridades que aproveitando dessa situação de ignorância social da esmagadora maioria da população só fazem algo em épocas de campanha eleitoral. Prometendo às vezes o incumprível. Pois se não temos educação, saneamento, emprego digno, segurança e saúde pública, como vamos convencer que com o trabalho, poderemos comprar aquele carro ou um tênis da moda.

A falência da maquina pública, se mostra de uma forma mais atroz na policia. Armamento defasado, salário de fome e um despreparo psicológico aumentam sensivelmente a possibilidade de um parco cumprimento do seu dever ou de um desvirtuamento indo para o sedutor e criminoso ambiente da corrupção. Uma polícia capenga só privilegia os criminosos e não o social. Todos os dias os policiais vão para uma guerra civil. Com um único alento. Se conseguirem sobreviver, retornam para casa.

“Roubar e às vezes matar para não morrer de fome” esta é a frase recorrente dos cidadãos que estão marginalizados pelo sistema e usam de artifícios brutais para obterem o que o Estado lhes deveria dar. Não como uma esmola, como vemos atualmente, mas sim como um direito universal e indivisível. A revolta nesses casos é o fomento primaz para que, uma pessoa abandonada à própria sorte, apele para a violência.

Como você pode mostrar a uma criança ou a um adolescente que não é o correto entrar para o tráfico? “Depositando-a” em alguma escola pública? Não. Incisivamente não! Teremos que atingir o ponto crucial disso tudo. A dignidade e a estabilidade do seio familiar, especialmente se nessa família estiverem pessoas que estão em favelas, morando nas ruas, ou melhor, como dizem alguns: Os párias da sociedade. Filho não entra para a criminalidade se observa que o seu pai e a sua mãe perseveram com o trabalho, que notam que os seus direitos são dignamente respeitados, que com isso tudo poderão construir um futuro sólido com dignidade e não esse festival de obscenidades e descalabro que vemos dia após dia.

Os usuários de drogas alimentam essa roda viva do submundo com um papel decisivo. Não dá mais para ver pessoas com consciência, sabendo do mal que estarão fazendo para a sociedade, usar ou vender drogas. O seu “barato” além de ser egoísta, em uma manobra clara de “foda-se” a sociedade, contribui para a falência moral e familiar. Quer curtir? Trabalhe em uma ONG. Ajude a população e não contribua decisivamente para o seu colapso.

Se a policia é capenga, a justiça não é cega e o alto poder de esquecimento da população são as tônicas da nossa sociedade. Porque não se aproveitar delas? A resposta se for dada por um criminoso é sim. “Fazer o que o Estado não faz” a frase de Gordo um dos fundadores do Comando Vermelho vem ratificar isso. Pois para um morador de uma favela que precisa de tudo. Um prato de comida, um remédio, um mínimo quoeficiente de dignidade. Ele irá recorrer ao Estado? Não! Ele irá ao chefe da boca. Pois terá ali a certeza de ter as suas reivindicações pelo menos escutadas. E a ironia disso, pagamos cada centavo que os engravatados gastam.

O morro irá com isso de encontro ao “movimento”? Com certeza não! Pois irá retribuir com a sua chancela das atividades criminosas dentro da sua comunidade. A mesma chancela que dão aos seus representantes quando no momento do voto. Sabendo que logo depois, serão esquecidos.

O Rio de Janeiro vive em guerra civil. Arrastões, seqüestros relâmpago, assassinatos, e os tiroteios freqüentes entre policia e criminosos só fazem aumentar a insegurança e a revolta da população. Pois seus impostos não aparentam um destino eficaz e correto.

E em se falando de eficácia e uma correção, entraremos no velho problema dos presídios brasileiros. Uma escola do crime bancada pelo dinheiro público. A detenção no Brasil não colabora para um processo de inserção eficaz. Pois o ex-detento é marginalizado pela sociedade. Isso não só no Brasil. Quem quer ficar em um ambiente fétido, abafado, sujeito a enfermidades e sem dignidade? Ninguém. Por isso que a grande maioria dos presos foge da cadeia. E fora dela, continuam a praticar seus crimes ou diversificar os mesmos dado o “conhecimento” que adquiriram na cadeia.

Diga para um adolescente que vê todo santo dia estampado nos jornais ou veiculado nas T.V’s que aquele tênis da moda ele não poderá sequer colocar os pés nele. Diga também que com o “salário-ínfimo-mínimo” não poderá comprar uma casa confortável ou ter as suas necessidades básicas atendidas. E depois de visto isso tudo, o que você acha que este adolescente irá fazer? “Perdeu playboy!” “Passa tudo”. Preciso dizer mais alguma coisa?

E logo depois farão o que? Irão assinar a “carteira” no empregador do momento. Este mesmo empregador que irá pagar o triplo (estou sendo bonzinho) do que ele seria pago no emprego formal. Direitos trabalhistas? Que direitos? Se no formal existe patrões safados que não recolhem os impostos. Vendo isso tudo, o que você acha que acontecerá? Morrer todo mundo morre algum dia. Então o tempo que viverei, será no luxo, comprando tudo o que quero. Este é o pensamento de alguns dos jovens carentes que moram em favelas bem próximos de traficantes.

Morador de favela não é só bandido não. A dignidade floresce em ambientes em que poderia só haver o pior sentimento possível. Trabalhadores dignos, que pegam metrôs e ônibus lotados, que recebem uma esmola de salário e que não tem seus direitos atendidos, são a maioria da população destas comunidades. Um olhar mais preconceituoso baseado na ignorância apontaria ao contrario. Pois é muito mais fácil estigmatizar e discriminalizar do que reconhecer o esforço diário de cada um deles.

Meu avô sempre me dizia quando eu era pequeno que algumas das profissões que fomentam a sociedade deveriam ter uma distinção. Professores, médicos, caminhoneiros, advogados e policiais deveriam receber salários compatíveis com a sua importância. Mas o que acontece na vida real é que todas essas classes são mal remuneradas. E o que acontece? Uns continuam com seus dogmas e decência. Outros irão caminhar um caminho sem volta. O da corrupção.

“Não matarás” É o que diz um dos mandamentos. Queria muito que no nosso Brasil não acontecesse mais isto. Não estou falando somente do matar com facadas e nem com tiros, estou falando do matar com a negligência do poder público, com o abandono da sociedade, com a falta de oportunidades, com a falta de dignidade.

Nunca passei fome e nunca passei uma noite ao relento. Mas penso nos que passam. Párias de uma sociedade que insistem em virar o rosto e não dar a mínima. Um morador de rua, marginalizado vê todos os dias pessoas bem vestidas, se alimentando, com seus carros poluindo o ambiente e se pergunta… Porque não posso ter nada daquilo. Porque o meu país não pensa em mim, não me trata como um filho ou uma filha de Deus e não me traz o sopro revigorante da dignidade. Depois investidos de nossa ignorância do todo, com nossas armaduras burguesas, iremos apontar nossos dedos covardes e inábeis para as pessoas que viram bandidos ou que tomam a força o que eles têm direito.

Não o de ter MontBlanc’s ou Ferraris e nem tão pouco passear pela Times Square. Mas a possibilidade de comer, amar e rezar. Rezar por um novo dia, no seu colchão e não nos papelões de embalagens de manteiga. As mesmas que se roubarem por causa do rombo na barriga, irão presos.

E ainda falamos de justiça nesse país.

Ou melhor, somos justos?

Bom dia a todos e uma ótima quinta.

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Amigos e amigas do Blogão

Em ano de Copa do Mundo tudo se esquece. A realidade brasileira é esquecida dentro deste pano de fundo que só interessa à poucos. O brasileiro só é nacionalista, não digo nem patriota, de quatro em quatro anos. Mostrando assim como o sentimento do “ser” brasileiro é de uma fragilidade aguda e preocupante. O brasileiro está mais preoupado com farra e festa do que com realizações que realmente serão as portas para um novo país, cosmopolita e apto a realmente pleitear o seu espaço no ccenário mundial com autoridade e não com apoios a ditadores assassinos e nem ser cumplice de desmandos de presidentes iranianos.

Temos o dever de não só preparar a casa para receber o mundo, temos a obrigação de mostrar que somos um país voltado para um futuro decente e realmente construtivo.

Temos que nos preocupar com a nossa combalida educação de base, a nossa insegurança pública, os transportes públicos deficitários, a saúde que está em uma UTI institucional. Temos avanços, não tenho a menor dúvida que temos. Mas em nosso país, andamos cinco passos pra frente e ficamos parados o tempo de uns vinte passos. A mentalidade precisa ser mudada com urgência. O roubar e a superfaturamento de obras não podem ser as tônicas de um país que virará um enorme canteiro de obras. Sou contra ao “pão e circo” que a CBF e o COB tentam enfiar goela abaixo da sociedade brasileira. Para mim, se temos a intensão de convidar o mundo para entrar em nossa casa, não deveriamos ter ela já arrumada? E não maquiada como farão. Depois, findados a Copa do Mundo e as Olimpíadas nos restarão o que?  As obras do PAN do Rio não estão sendo aproveitadas, viraram elefantes brancos.

Obras custam dinheiro, o país do mundo com a maior carga tributária, deveria dar exemplo de como os recursos deveriam chegar com a excelência de propósitos. E não o minguado erário que chega. Ano de eleição é o ano do ópio, da histeria, da loucura das promessas, da eterna vontade de sairmos de onde estamos. Poxa, é tão fácil acabar com isso tudo. Só basta a vontade. Mudar leis, torna-las mais efetivas, punindo os corruptos. Construir presidios, humanizando a punição dos presos, sejam sinceros; quem é que entra na cadeia que sai uma pessoa melhor. Confinar seres humanos como animais não é a solução. Mas esbarramos na verdadeira verossimilhança disso tudo: A índole e o caráter dos homens públicos de nosso país. Com oásis de decência, mas são muito poucos.

Quero o melhor para o meu país. A minha pátria amada. Que só é gentil com os que roubam, dilapidam e riem de nossas caras. A eles a minha pena, o meu repúdio e o meu asco. Filhos de uma puta, não a de uma puta genitora. Mas de uma puta consciência de roubos, descalabro e sacanagem coletiva. Será que eles a tem?

Beijo no coração de todos !!! E não se acovardem, berrem, por um país melhor. Pois só assim deixaremos de fazer parte daquela velha música do Zé Ramalho.

“E ôô vida de gado, povo marcado ê, povo feliz!”

Será que somos ????

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Amigos e parceiros deste Blog, agradeço de coração a sempre leitura dos artigos, meu muito obrigado mesmo.

Sábado assiti a uma obra jornalística de qualidade inenarrável e me revoltei com muito do que vi neste especial da ESPN. Constatei que muitas das coisas que já tinha escrito neste Blogão se confirmaram e fiquei mais estupefato com outras que tomei ciência, de fatos criminosos e de como o Esporte é tratado em nosso país. Com uma absoluta falta de critério e de responsabilidade fiscal, ética e social. Fiquei muito triste com o que vi.

O cenário de abandono é geral. Verbas gastas em coisas que são totalmente dispensáveis e que pedem constante investigação. Um verdadeiro rio de dinheiro jogado fora, fora não né ?? Foi para os bolsos de alguém que ama o Esporte. Votações em porões de hoteis, perpetuação de poder em Confederações, isso só para apontar algumas das irregularidades.

As obras do PAN superfaturadas não estão tendo o seu papel social devido, coisa que fora amplamente divulgada em jornais e revistas. Estão no mais completo abandono. Isto senhoras e senhores é dinheiro público sendo mais uma vez aqui em nosso país jogado fora. Com um ar de desdém e com o velho e demagógico discursso sofísta, fato no qual a grande maioria dos nossos políticos se notabiliza.

Se ladrões eles não são, no mínimo são cumplices de um teatro de tragédia repetitivo e doloso à sonhos e vontades da população brasileira. Copa do Mundo e Olimpíadas soam para mim como mais uma oportunidade de roubo e cretinice de muitos dos que estão por aí. O Sr. Ministro dos Esportes e o Nuzman são exemplos craxos do que é ser desonesto, isso para não pegar pesado. Sabe porque eles continuam a ser do mesmo jeito ??

No nosso país caros amigos, não se apura nada e estes ladrões e desqualificados continuam a ceifar os sonhos de uma geração inteira. Que querem ver o Esporte não como uma fábrica geradora de medalhas, e sim num mecânismo que ajude ao crescimento de cidadãos e cidadãs. Mas isto infelizmente eles não querem. Para quê né ???

Assisti o depoimento da mãe e do pai do medalhista olímpico Cesar Cielo e estou com eles em tudo o que disseram, com serenidade e retidão eles explicaram tudo o que aconteceu e o que acontece, as chantagens, a falta de compromisso de dirigentes. Fiquei fã da mãe dele, há muito tempo não vejo tanta sinceridade nos olhos de uma pessoa. E concordo com ela: Tem muita gente boa trabalhando no Esporte que não é nem consultada.

Parabéns a ESPN, nicho raro de qualidade e compromisso com o que realmente é jornalismo esportivo. Ao José Trajano e toda equipe minha salva de palmas em pé.

Forte abraço à todos e boa segunda !!

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d2023

Amigos

Ontem lendo o jornal A Tarde de Salvador, fiquei perplexo com mais um caso de racismo na cidade negra do nosso Brasil. Um taxista desconfiou que três jovens afrodescendentes que estavam no meio de uma corrida fossem assaltantes e chamou a polícia, que de pronto humilhou os pobres rapazes no mesmo ritual de brutalidade e despreparo nos quais norteiam as políticas de insegurança pública. O pior foi que depois de toda a humilhação no qual foram expostos os rapazes foi provada a inocência dos mesmos. Como se fossem deles a obrigação de mostrar se seriam culpados ou não.

Negro aqui em Salvador não é criminoso não, precisamos parar de estigmatizar isto !! O que é criminoso é a falta de educação e um jeito decente de uma pessoa progredir na vida, com meios de subsistência dignos. O que é criminoso são milhões de verbas públicas não chegarem aos quem necessita, ano após ano sistematicamente. Acabou a escravidão pois é nela que se menospreza alguém, subjulga, agride, fere, mata. Vivemos em Salvador, capital mundial do racismo e da desigualdade social do planeta. Onde os que deveriam ser exaltados por causa da contribuição cultural são sistematicamente postos em vigésimo plano, numa manobra de criminosos.

O que esta faltando aos cidadãos baianos é o acesso a educação e ao emprego, pois infelizmente o que vemos é só banho de luz, banho de asfalto, metrô superfaturado, secretarias de governo inchadas com as “boquinhas”, saúde pública ineficaz. Num cenário de abandono e sacanagem administrativa.

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Por sermos um estado negro e somos mesmo, não cabendo discursos sofístas, infelizmente a grande parcela da população não tem acesso às necessidades básicas de todo ser-humano, direitos estes que são assegurados pela Declaração dos Direitos Humanos, que neste ano completou 60 anos. O que impera na Bahia é a Imposição Negligente de Prioridades Particulares esta sim é a nossa declaração. Fato no qual não me orgulho, tenho nojo e revolta. Por isso vivo escrevendo aqui e contando com o fator disseminatório da Internet.

Não quero em hipótese nenhuma a segregação e sim a oportunidade de todos terem acesso ao básico, para só daí com os direitos fundamentais assegurados nós podermos tecer comentários sobre aquele ou aquela pessoa. De outra maneira não cabe, isso seria um preconceito fundamentado em bases históricas e que não refletem a atual situação de abandono da população brasileira.

Este Blog estará sempre antenado com a situação do momento. E sempre que achar pertinente irá resenhar sobre o assunto, pois me calar jamais, nunca.

Dedico este post à todos os meus irmãos e irmãs que foram alvo de crimes, de injustiça e de impiedosa marginalização social. Independentemente de raça.

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