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Posts Tagged ‘Michael Jackson’


“We are the children”- Elisa Lucinda

Quem me conhece sabe que não é do meu feitio batizar em outra língua uma publicação brasileira.
Mas o título exerce dominação no meu peito esta semana em que fui mestre de cerimônia nos jardins do Palácio Guanabara, repleto de suas habituais autoridades e de cidadãos que raramente frequentam estes ares.
Era lançamento nacional do programa Plataforma dos Centros Urbanos, uma iniciativa iluminada do Unicef, que viabiliza ações de desenvolvimento integral dos indivíduos nas cidades, a partir do olhar desta galera.
São eles os GAL’s(Grupos  Articuladores Locais)compostos de jovens que entrevistam, pesquisam  sobre o que é vulnerável em sua comunidade, e conduzem a realização de prioridades e demandas de sua aldeia, digamos assim.
Era também nesta tarde a posse de Lázaro Ramos, queridíssimo ator baiano, como embaixador do Unicef.
Pois quando Marie Pierre, diretora do Unicef, me deu a palavra para que eu o homenageasse, a reflexão que tomou o proscênio de meu afeto foi a seguinte: no momento em que o mundo se despede precocemente de seu ídolo pop negro mais polêmico e criativo, este fato ganha novos recortes.
Michael foi um menino abusado, explorado, castigado e mal criado pelo pai com a passiva e, não menos cruel, cumplicidade da mãe. E o pior, não só a sua aldeia, mas estas torpes histórias o mundo todo comentava.
Um gênio maravilhoso, cuja infância foi roubada e cujo talento em vida sustentou aquela cambada, aquela mórbida e fria família, cujos olhos já brilham com os lucros da morte de seu gênio valiosíssimo.
Um menino que ensinou ao mundo os passos da lua e era chamado de macaco pelo pai monstro com cara de cafetão escroto, morreu inseguro, infeliz, esfacelado nos trapos da palavra identidade, desfigurado, retalhado na face, frágil, doente, anoréxico e esbranquiçado, depois de ter sido o primeiro a, com sua música pioneira e única, unir as vozes brancas e negras na América e fora dela.
O mundo testemunhou a tragédia de um mártir que inscreveu no corpo, na cara, nas bizarras atitudes no patético castelo de horrores da terra do nunca, as contradições, as injustiças, o racismo e a crueldade de uma nação chamada de primeiro mundo e de uma civilização omissa e equivocada. Esta morte pode ser um alerta
O menino violentado ainda pequeno, afanado em seu direito de ser criança, não cresceu e, o que nele cresceu, não gostou do que viu. A dependência crônica dos analgésicos grita em nossos ouvidos como lhe doía viver.
Mas me pergunto por que um milionário que foi sacaneado na infância e impedido de se construir fora dos palcos, uma vez que a base de seus casamentos e relações pessoais parecia seguir as leis da ficção, por que este homem rico de grana e tão comprometido psicológica e emocionalmente, morreu sem tratamento adequado?
Ser um homem de cinquenta anos, cheio de Mickeys e Peterpans pelas paredes de seu quarto, criar aquela face indescritível de batom sob um nariz sem cartilagem e sob olhos infantis muito tristes não era bizarro, era loucura.
Ele estava dodói e poderia, com uma boa terapia e tratamento psiquiátrico, ter tido um outro destino onde seu talento pudesse realizar o mundo e a ele mesmo ainda mais, onde ele pudesse se libertar de vez daquele demônio paterno. 
Meu Deus, e agora estava eu ali, diante de Lázaro, aquele brasileiro negro lindo, talentosíssimo, coerente em suas ações como artista, cidadão, solidário, antenado com suas responsabilidades neste mundão segregacionista, idealizador e apresentador de um programa chamado “Espelho”, e que, por isso mesmo dispensa explicações, egresso de um daqueles bairros pobres de Salvador  mas que, dentro de toda a pobreza,  foi criado como menino seguro, forte, amado pelo pais, ancorados no amor por si e pelos seus.
Ouvi o discurso simples do jovem embaixador, sua brilhante inteligência sob cabelos muito bons e crespos, um sorriso luminoso e delicioso, com aquela mesma cara ensolarada do primeiro Michael, o menino de ouro do gupo Jackson Five, de nariz largo,  voz linda, cheio de sonhos cantando I’ll be there.
Lázaro foi emblemático para mim naquela tarde de uma cerimônia patrocinada por uma instituição cujo foco, cuja mola mestra é a infância.
Meus senhores, não há futuro possível sem uma infância e adolescência cuidadas. É uma conta que, geralmente, desanda. Ainda tem muito menino preto que cresce achando que só pode lhe sobrar ser “Thriller” e “Bad”, ser preto e mau.
O tema é amplo, toda criança, de qualquer tom ou origem social, merece uma opção de vida cidadã.
Então, ao mesmo tempo em que meu coração chorava em luto por quem foi talvez a mais triste e genial criança americana, uma forte luz vinha daquela tarde representada em Lázaro, como a me dizer que novos tempos se anunciam.
No momento em que a crise do mundo quebra as pernas da arrogância da razão, novas plataformas mais emocionais, mais humanas, mais responsáveis, surgem para dar a mão e novas saídas para o menino mundo; o que sempre é e sempre será feito de ex-crianças, de crianças que cresceram .
 
Uma criança que não tem a infância roubada, pode envelhecer em paz, e, sem enlouquecer, viver pra sempre.

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Imaginem só uma banda formada por:

Guitarra: Jimi Hendrix, Eric Clapton, Keith Richards, The Edge, Mark Knopfler e Eddie Van Halen.

Teclados: Rick Wakerman, Tony Banks, Richard Wright.

Bateria: Phil Collins, Nick Mason, Lars Ulrich

Baixo: Sting, Ronnie Wood.

Vocais: Michael Jackson, Elvis Presley, James Brown, Janis Joplin, Madonna.

Sei que alguns estão vivos e outros já se foram, mas imaginem só a união destes titãs da música em uma só banda. Imaginem o show.

Teriam mais alguém para pôr nesta lista, ou teriam em mente alguma outra banda dos sonhos ??

Beijos e abraços !!!

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Amigos do Blogão e meus amores

Sabendo da notícia da morte do ícone pop Michael Jackson, tive a certeza que uma página gigantesca da história da música ia embora também. Tinha morrido um homem que além de nunca ter os seus recordes batidos, uma tendência, um inovador e também um paradigma musical.

Existem pessoas que passam por nossas vidas e deixam marcas indeléveis do que é ser um ídolo. E Michael para mim, assim como Zico e Ayrton Senna eram os meus desde que me entendo por gente.

O catálogo musical, este que será o seu legado ad eternum, compreenderá e satisfará os mais diferentes gostos, pois quem gosta de rock, funk e também da soul music, se encantará com acordes, samples, e uma inventividade que só Jackson poderia ter feito.

Os gênios se notabilizam desde cedo, desde criança Michael já dava provas ao mundo que não se tratava de apenas mais um na multidão. O Jackson 5, banda que tinha com os irmãos sob a batuta do pai, uma pessoa altamente controladora e autoritária, daria ao mundo um gostinho de um talento único e que iria florescer mais contundentemente depois na sua carreira solo.

The Jackson's 5

The Jackson's 5

Depois do rompimento com o pai, Michael encontraria em Quincy Jones um parceiro à sua altura. Depois de várias conversas, traçam uma estratégia de como a imagem do artiste deveria ser explorada. Tudo isso com um novo ingrediente, o audiovisual.

Com a exploração via videoclipes um novo conceito de artista tomaria conta de muitos dos outros que viram a seguir. E muitos copiaram este jeito. A MTV teve os primeiros clipes de um artista negro a serem exibidos pela emissora.

E como todo ídolo tem sua obra de arte, assim como uma grande contribuição para as gerações que viriam. Veio o inebriante e imortal album Thriller e com ele um recorde inatacável e assim como uma coleção de músicas que ficariam para eternidade.

Não existe e nunca irá existir um clip mais copiado em toda a sua concepção como Thriller. E nem os Beatles conseguiram vender mais em toda a história fonográfica.

O disco mais vendido da história

O disco mais vendido da história

E a sua coreografia também fora copiada por gerações, todas as boy bands usaram desta fonte, deste manancial de inventividade.

Quem nunca imitou os passos desta sequência ??

Quem nunca imitou os passos desta sequência ??

Criador e Criaturas - Thriller 25º Aniversário

Criador e Criaturas - Thriller 25º Aniversário

Esta foi uma simples homenagem de um brasileiro que viveu intensamente a década de 80, e que sentiu as inovações de um gênio. Gênio este, que nos levava a bailar com ele, ou melhor, a flutuar. Sentirei a sua falta.

A sua contribuição para os amantes da ótima música é eterna.

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