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Posts Tagged ‘Política Brasileira’


Fome, abandono, exclusão social, mercantilismo social, crueldade e falta de senso cívico. Todos estes itens e alguns outros mais fazem parte do cenário de abandono que a sociedade brasileira está inserida há séculos. Desde os primórdios onde a vida humana não passava de mercadoria, aos negros fora destinado um tratamento indigno e cruel, assim como os nossos índios que aqui estavam e a força foram “convidados” a perder suas raízes em detrimento de outrens, a sociedade brasileira vem se acostumando silenciosamente a aceitar um tratamento asqueroso aos que por circunstancias variadas estão relegados a própria sorte.

O comportamento social do brasileiro em geral contribui e muito para o atual cenário de devastação moral no qual se encontra atualmente a sociedade brasileira. A parcela da população que sofre as piores privações só aumenta a cada ano. Pessoas morrem de fome todos os dias, a dignidade se esvai como um filete de areia escorrendo entre as mãos. Nas calçadas e ruas do Brasil podemos observar, com um luto imenso e dolorido filhos e filhas de Deus, crianças e idosos deixados ao relento, sem comida e uma moradia decente. Filhos e filhas de uma pátria que há muito os esquecera, e só se lembram oportunamente de quatro em quatro anos, assim alimentando uma sensação de esperança, que logo depois de cada pleito eleitoral será ceifada, sem dó e nem piedade.

A esperança e a caridade aos que necessitam, são sentimentos cobiçados pelos que fazem do bem ajudar um negócio. Vários casos viram manchetes de jornais e T.V de ONGS que usam do dinheiro recebido para um único e exclusivo bem de poucos. Dá uma revolta em saber que o dinheiro obtido para uma transformação (pequena, diga-se de passagem, pois o atraso é longo e profundo em se tratando de políticas públicas), seja desviado por pessoas desprovidas de piedade e sentimento de amor ao próximo.

Desde que me entendo por gente sei que se o governo de meu país realmente quisesse modificar o cenário que estamos vendo todos os dias, ele o modificaria. O que falta então? Falta um Brasil que beneficie os seus filhos que mais necessitam. Que não faça de programas assistenciais populistas arma de voto, cabresto e esperança. Que não se prometa uma realidade que a cada ronco de estômago, cada noite ao relento, se faça notar como uma utopia social. Sei que existem candeeiros nesta escuridão ideológica, existem pessoas imbuídas de vontade, e de fortalecimento a um pilar frágil e alquebrado que é o da dignidade.

É bonito o glamour da miséria? É correto explorar a miséria para fins estéticos? Vejo em várias tentativas equivocadas de ajuda a população uma tentativa de plastificar as mazelas. Também discordo que para que possamos atingir uma meta tenhamos que explorar a miséria com sangue ou violência. A situação, deve ser explorada e mostrada de um jeito que diga aos cidadãos na hora do almoço por exemplo que no exato momento que uma família almoce um suculento bife, tenham pessoas se alimentando de papel, doentes, largadas na rua e segregadas do conceito de democracia.

Temos o nosso Apartheid diário, é só abrir a porta de casa e ir caminhando pelas ruas de Salvador. Uma cidade que esqueceu quem foram os seus filhos, principalmente os negros. Humilhados, desrespeitados e tolhidos de consciência política. Este é um capítulo a parte, a tal da consciência que, para muitos que não a possuem é algo opcional. Pois em terra de político amoral e antiético a consciência não é visitada e nem posta em consideração nas discussões.

Pobres, prostitutas e degradados. Foram estes os contemplados a serem os ilustres povoadores da nova terra que era descoberta. Passaram-se séculos e a evolução deste quadro continua o mesmo. Os pobres que desde sempre continuam mais pobres, as prostitutas que são a maioria dos homens públicos deste país e os degradados que são as pessoas que sabem o que acontecem, mas, infelizmente, não querem sair de sua posição confortável e brigar por causas alheias. Para quê? Poderiam dizer os mesmos. Não dará em nada mesmo.

Mais uma eleição se avizinha e com ela virão sonhos de mudança.Uma mudança que é imperativa e necessária. Quem tem fome espera por uma solução. Não em forma de R$ 60,00 por cabeça e sim por uma política que as dê condições de ter a sua casa, que possam trabalhar com dignidade e poder ter um salário justo, e ter um direito a estudar. Pois estudando terão as suas mentes despertas para o teatro de horrores que são submetidos já há muito tempo.

O filme “Quanto vale ou é por quilo” me fez revisitar sensações que como um brasileiro me revoltam profundamente e que me mostram, o quanto somos permissivos e imóveis com o que está acontecendo. Ver velhos estratagemas com vistas a escamotear a opinião pública como também a ver que somos capazes de uma conduta asquerosa e dolosa em certos momentos. Praticantes da “Lei de Gérson” se fazendo valer de brechas ou da desinformação do povo. Para que enfim, possamos ter e ver o Brasil de hoje. Um país que está longe de ser a pátria amada e gentil e que o sol da liberdade não existe para quem tem fome e é excluído. Que dirá risonhos e lindos campos.

O que temos é um deserto, um deserto de compaixão. De falta de um poder de indignação. Falta de vergonha na cara. De um povo que só é brasileiro em Copa do Mundo. Aí veremos a “síndrome do Galvão Bueno”. Um país de poucos, de usurpadores e de criminosos.

“Todo poder emana no povo e por ele deve ser exercido”. Pergunte o que é isto para uma pessoa excluída, faminta e sem perspectivas. E se pergunte, será que contribuo para um Brasil mais justo e igual?

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Amigos e amigas do Blogão

Em ano de Copa do Mundo tudo se esquece. A realidade brasileira é esquecida dentro deste pano de fundo que só interessa à poucos. O brasileiro só é nacionalista, não digo nem patriota, de quatro em quatro anos. Mostrando assim como o sentimento do “ser” brasileiro é de uma fragilidade aguda e preocupante. O brasileiro está mais preoupado com farra e festa do que com realizações que realmente serão as portas para um novo país, cosmopolita e apto a realmente pleitear o seu espaço no ccenário mundial com autoridade e não com apoios a ditadores assassinos e nem ser cumplice de desmandos de presidentes iranianos.

Temos o dever de não só preparar a casa para receber o mundo, temos a obrigação de mostrar que somos um país voltado para um futuro decente e realmente construtivo.

Temos que nos preocupar com a nossa combalida educação de base, a nossa insegurança pública, os transportes públicos deficitários, a saúde que está em uma UTI institucional. Temos avanços, não tenho a menor dúvida que temos. Mas em nosso país, andamos cinco passos pra frente e ficamos parados o tempo de uns vinte passos. A mentalidade precisa ser mudada com urgência. O roubar e a superfaturamento de obras não podem ser as tônicas de um país que virará um enorme canteiro de obras. Sou contra ao “pão e circo” que a CBF e o COB tentam enfiar goela abaixo da sociedade brasileira. Para mim, se temos a intensão de convidar o mundo para entrar em nossa casa, não deveriamos ter ela já arrumada? E não maquiada como farão. Depois, findados a Copa do Mundo e as Olimpíadas nos restarão o que?  As obras do PAN do Rio não estão sendo aproveitadas, viraram elefantes brancos.

Obras custam dinheiro, o país do mundo com a maior carga tributária, deveria dar exemplo de como os recursos deveriam chegar com a excelência de propósitos. E não o minguado erário que chega. Ano de eleição é o ano do ópio, da histeria, da loucura das promessas, da eterna vontade de sairmos de onde estamos. Poxa, é tão fácil acabar com isso tudo. Só basta a vontade. Mudar leis, torna-las mais efetivas, punindo os corruptos. Construir presidios, humanizando a punição dos presos, sejam sinceros; quem é que entra na cadeia que sai uma pessoa melhor. Confinar seres humanos como animais não é a solução. Mas esbarramos na verdadeira verossimilhança disso tudo: A índole e o caráter dos homens públicos de nosso país. Com oásis de decência, mas são muito poucos.

Quero o melhor para o meu país. A minha pátria amada. Que só é gentil com os que roubam, dilapidam e riem de nossas caras. A eles a minha pena, o meu repúdio e o meu asco. Filhos de uma puta, não a de uma puta genitora. Mas de uma puta consciência de roubos, descalabro e sacanagem coletiva. Será que eles a tem?

Beijo no coração de todos !!! E não se acovardem, berrem, por um país melhor. Pois só assim deixaremos de fazer parte daquela velha música do Zé Ramalho.

“E ôô vida de gado, povo marcado ê, povo feliz!”

Será que somos ????

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