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Posts Tagged ‘Preconceito’


Impressões…..
De cabeça fria, após a saída decepcionante de Adriano do Flamengo, agora escrevo o que sinto.
Como pode um jogador tão talentoso ser ao mesmo tempo, lua cheia e minguante?
Como pode um atleta dotado de um temido chute de perna esquerda tropeçar nas suas próprias?
Enfim, seria ele vítima da falta de sorte? Ou do controlar instintos? Prefiro a segunda opção. Adriano é assim. Instintivo e impulsivo, nem que isso o leve aos poucos para a beira o abismo. O que diga-se de passagem, agora ao que parece, é de vez.
A recuperação do atleta passa pela recuperação do amor próprio e do poder do querer. Se o Imperador acha que o significado de amor próprio seja estar entre os teus na favela, ou de beber com os “amigos”, quem sou eu para julgar. Ele, com seus problemas de pobre-menino rico, sim ele tem os seus demônios para afastar, vive nessa dicotomia de achar que pode tudo e que nada terá reflexos. Isso no mundo dos adultos é fatal. Adriano é uma criança genial, com os dons concedidos por Deus. Que o mundo reverenciou, chamando-o de Imperador.

Mas chega uma hora que não dá mais. Não dá para seguir sendo a sua própria fraude. Fraude como jogador, isso nunca! Mas sim como atleta profissional, que deve seguir a sua carreira com cumprimento imperativo de deveres.
Ninguém pode julgar Adriano! E tão pouco cometer tamanha covardia. Ele sim, dotado de uma auto-crítica (a dele, na minha opinião é parcial), poderá analisar o que fez. Jogou fora uma carreira meteórica no sucesso e deprimente no ocaso.
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Família, companhias, mulheres, talvez esses sejam os problemas. Mas e a própria pessoa?
Exemplos não nos faltam quando talentos perdem para os descaminhos da vida. Garrincha, Almir Pernambuquinho, Elis Regina, Cazuza, Sócrates, são exemplos de vidas que foram sensivelmente atormentadas pelos seus próprios fantasmas. Uns se foram no auge, outros sofreram os reveses das suas escolhas.
Fico triste ao ver tanto talento ser jogado fora. Penso em Adriano como um gênio louco. Um Dali do futebol. Que pintou os quadros da vida com cores ora alegres, ora sombrias.
Adriano não é passível de julgamento. É passível de analise. Fiquem cada um com a sua. E ao exteriorizar, pensem no ser humano. E não carrascos de uma vida que só ouviram falar via notícias, mas nunca in loco.
Obrigado Imperador. Pelos 19 gols em 2009. Calando a boca de muito recalcado. Porque favelado, craque e sendo campeão pelo Flamengo, para uma grande e preconceituosa parcela da população, é uma coisa difícil de aturar.
Se quiser, chamem-o de cachaçeiro, cometerão o mais vil dos crimes, o do julgamento preconceituoso. Ou mais dolosamente ainda, de marginal. Isso aí eu concordo. Porque ele sempre viveu à margem. De família pobre, perdeu o pai cedo e virou arrimo de família.
E tem gente que enche a cara todo dia e covardemente julga.
Errou sim. Não levou o seu contrato como deveria um profissional. Punido exemplarmente deveria. Mas preferiu sair. Talvez sabendo dentro de si que não dava mais, pelo menos por enquanto.
Quem sabe teremos em 2013 uma fênix?
Nunca duvide do poder do ser humano. Em especial se ele já tiver sido coroado Imperador da maior nação futebolística do mundo. A República Federativa do Flamengo.
Boa sorte Adriano. Seja feliz !!
Daqui mando, baianamente, o meu axé !!!
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Atualmente temos enfrentado grandes dificuldades de como respeitar o próximo de forma objetiva e precisa. Isso se deve a herança do passado. O preconceito está impreguinado até em nosso inconsciente.

Se estamos em uma sociedade que seguem doutrinas religiosas e que se digam de passagem: seguidores fielmente das palavras de Deus. Por que pecamos tanto? Pois como esta escrita na bíblia: “Amar ao próximo como a ti mesmo”. Não é o exemplo que vejo nas ruas, nas escolas e nas famílias.

Na verdade refletindo ao “pé da letra” o preconceito é uma forma de conceituar algo que não conheço e que então faço uma denominação preconcebida e em geral sem fundamentação cientifica.

O preconceito virou sinônimo de violência ao próximo. Uma forma de intolerância a outras raças, religiões e culturas. Resultando em injustiças e insultos diante a uma aparência ou empatia.

A sociedade usa o poder do “amor ao próximo” de forma mascarada, isso também absorvida pela mídia, ou seja, o uso de formas dissimuladas de expressar a aceitação do outro que é considerado diferente por uma ótica deturpada de uma determinada cultura.

Mas afinal o que é mesmo ser diferente? Carregamos ainda muitas condutas antigas, como o tempo da escravidão e os conflitos étnicos. E o que me preocupa é que estamos em pleno século XXI, mas, com uma mentalidade atrasada, engessada e atrofiada.

Somos preconceituosos até diante do nosso próprio Brasil, ao fazer sátiras de que o baiano é preguiçoso, o goiano é burro e o paulista do interior é caipira. O que me entristece, é o fato de nosso país não ser unido, começando daí o nosso subdesenvolvimento. Assim passando uma imagem negativa para os outros países, e desses sendo alvo de preconceitos também.

Por que não sabemos passar uma imagem positiva do nosso país? Sofremos de “crise existencial”, não reconhecemos as nossas qualidades e os nossos valores. A cultura americana é “melhor” e seguimos as tendências da “moda européia”.

Temos riquezas invejáveis, que qualquer outro país quer tomar posse. A pena que nem todo mundo reconhece isso, pois a nossa sociedade é constituída de uma população de maioria excluída e alienada. E os nossos representantes políticos não têm o espírito de coletividade, são individualistas.

Viu aí o preconceito? Isso é somente o socioeconômico! Parte de uma “teia de relações de preconceitos” em que está associado ao cultural, ao de gênero e dentre outros!

Uma perspectiva lastimável.

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coexistence

Amigos do Blogão, parceiros e amores.

Vendo na televisão e lendo matérias na Internet sobre mais um conflito entre palestinos e judeus, me pergunto: Será que até quando as pessoas irão se matar por uma causa que para mim não existe, e o pior continua se enraizando pelas gerações futuras ??

O que vemos é uma intolerância extrema, aquela mesma que levou Jesus Cristo à cruz. É muito mais fácil atacar injustificadamente do que procurar um diálogo mais efetivo e com este a solução para os problemas. Tenho a certeza que Israel está de alguma forma se vingando do massacre histórico de judeus na Segunda Guerra Mundial, contra uma minoria palestina, não custando nada lembrar que na segunda grande guerra, os judeus que eram a minoria.

Quero também expressar o meu repúdio ao terrorismo palestino, essa ferramenta está em declinio e além de ser covarde, não surte efeito e sim ódio. Fato no qual as próximas gerações já estão se alimentando e por infelicidade da humanidade, prontas para a continuação dessa matança.

A propaganda pró-Israel na Internet está muito forte, conseguimos ver muitos vídeos no You Tube e vários artigos. Para mim isso é propaganda de carnificina e de intolerância e como tal devem ser julgadas como crimes contra a humanidade. O que é profundamente lamentável. Isso sem falar ao apoio velado dos Estados Unidos à Israel, com armamentos e ajuda financeira, outra covardia e demonstração de que os EUA estão mais do que interessados na “pacificação” da área.

Sou contra a homem-bomba, sou contra a mísseis, sou contra a matança injustificada, sou contra a ver na televisão na hora do jantar crianças morrendo, sou contra a violência, QUERO É PAZ !!! Se o Deus seja ela qual for nos ensinou que temos que amar o próximo como a si mesmo, o que está sendo feito ???

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d2023

Amigos

Ontem lendo o jornal A Tarde de Salvador, fiquei perplexo com mais um caso de racismo na cidade negra do nosso Brasil. Um taxista desconfiou que três jovens afrodescendentes que estavam no meio de uma corrida fossem assaltantes e chamou a polícia, que de pronto humilhou os pobres rapazes no mesmo ritual de brutalidade e despreparo nos quais norteiam as políticas de insegurança pública. O pior foi que depois de toda a humilhação no qual foram expostos os rapazes foi provada a inocência dos mesmos. Como se fossem deles a obrigação de mostrar se seriam culpados ou não.

Negro aqui em Salvador não é criminoso não, precisamos parar de estigmatizar isto !! O que é criminoso é a falta de educação e um jeito decente de uma pessoa progredir na vida, com meios de subsistência dignos. O que é criminoso são milhões de verbas públicas não chegarem aos quem necessita, ano após ano sistematicamente. Acabou a escravidão pois é nela que se menospreza alguém, subjulga, agride, fere, mata. Vivemos em Salvador, capital mundial do racismo e da desigualdade social do planeta. Onde os que deveriam ser exaltados por causa da contribuição cultural são sistematicamente postos em vigésimo plano, numa manobra de criminosos.

O que esta faltando aos cidadãos baianos é o acesso a educação e ao emprego, pois infelizmente o que vemos é só banho de luz, banho de asfalto, metrô superfaturado, secretarias de governo inchadas com as “boquinhas”, saúde pública ineficaz. Num cenário de abandono e sacanagem administrativa.

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Por sermos um estado negro e somos mesmo, não cabendo discursos sofístas, infelizmente a grande parcela da população não tem acesso às necessidades básicas de todo ser-humano, direitos estes que são assegurados pela Declaração dos Direitos Humanos, que neste ano completou 60 anos. O que impera na Bahia é a Imposição Negligente de Prioridades Particulares esta sim é a nossa declaração. Fato no qual não me orgulho, tenho nojo e revolta. Por isso vivo escrevendo aqui e contando com o fator disseminatório da Internet.

Não quero em hipótese nenhuma a segregação e sim a oportunidade de todos terem acesso ao básico, para só daí com os direitos fundamentais assegurados nós podermos tecer comentários sobre aquele ou aquela pessoa. De outra maneira não cabe, isso seria um preconceito fundamentado em bases históricas e que não refletem a atual situação de abandono da população brasileira.

Este Blog estará sempre antenado com a situação do momento. E sempre que achar pertinente irá resenhar sobre o assunto, pois me calar jamais, nunca.

Dedico este post à todos os meus irmãos e irmãs que foram alvo de crimes, de injustiça e de impiedosa marginalização social. Independentemente de raça.

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