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Posts Tagged ‘Raça Negra’


CURSO: “História, Literatura e Cinema Africano”

Prof.: Dr. Jacques Delpechin

Dia/Hora: Terças-Feiras – das 18:00 às 19:30

Carga Horária: 20h

Local: Sala 02 – CEAO/UFBA – Lgo. 2 de Julho

Inscrições com Vagas Limitadas através do e-mail posafro@ufba.br

Início do Curso: 07 de abril de 2009

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Vossa Excelência
Senador da República do Brasil

Vossa Excelência
Senadora da República do Brasil

Vimos solicitar a V. Ex.ª nos ajude a fortalecer a corrente daqueles que defendem e lutam pelas políticas de cotas, como ação afirmativa em favor de estudantes de origem africana e indígenas.

Defendemos, para um tempo apropriado, as políticas chamadas de universalistas e que poderão garantir o acesso às universidades daqui a aproximadamente 30 anos de quaisquer alunos e alunas que entrarem nas BOAS escolas públicas que serão implantadas no País [só Deus sabe quando!].

A ação afirmativa vem suprir as decenais omissões e descasos históricos do poder público na área da educação, em nosso País. Mas uma medida tão singela tem virado um “bicho de sete cabeças”.

A POLÍTICA  é irmã gêmea da ÉTICA.  Se é assim, deve ser exercida em sintonia com uma dimensão fundamental: o TEMPO.

Em nosso vivido, temos sofrido junto com a população brasileira majoritária, pelo fato de alguns políticos, alguns intelectuais – e alguns/mas outros/a “românticos/as” ou “interesseiros/as” – colidirem contra a boa política e a ética quando negam a necessidade da implementação de políticas que promovam a igualdade e a justiça HOJE, e as adiam para as “calendas gregas”.

Neste futuro sempre adiado, os/as jovens negros/as e indígenas que estão, com justeza, reivindicando um lugar nas universidades públicas serão avôs, antes de poderem ver reconhecidos seus direitos que são legítimos em função de um regime de segregação – com “ares” de “democracia racial” – que teve início nos anos 1500 e que os governos do Brasil têm feito questão de perpetuar, especialmente a partir do dia 14 de maio de 1888!

Negros e negras estão exaustos de viverem o “dia seguinte” de uma abolição inconclusa após 120 anos!

Nesse sentido, vimos solicitar a V. Ex.ª, na condição de Senador/a da República considere a necessidade do povo brasileiro [com todas as características históricas, políticas e demais que V. Ex.ª bem conhece para o exercício do mandato] e vote, na próxima 4a. feira, em favor da PL 180/2008.

No caso V. Ex.ª já ser um/a digno/a defensor/a de uma política que tornará a presença de homens e mulheres negros/as e indígenas em nosso País uma realidade de dignidade para mais de 50% da população e para todos/as os/as demais que, juntos, se irmanam (de um jeito ou de outro) na constituição da brasilidade…  reconhecemos e o/a parabenizamos por seu compromisso com a democracia.

Respeitosamente,

Ana Maria Felippe – Coordenadora Geral
Memória Lélia Gonzalez
www.leliagonzalez.org.br
podermulher@terra.com.br
Rio de Janeiro – RJ

* Carta enviada aos senadores e senadoras de Brasília, a votação do Sistema de Cotas ocorrerá amanhã (quarta-feira).

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Lucilene Reginaldo
Universidade Estadual de Feira de Santana
Doutora em História Social
pela Universidade Estadual de Campinas

data e horário:
13 a 17 de abril de 2009
14:00 às 18:00h

local:
Fundação Clemente Mariani
Rua Miguel Calmon, 398
Ed. Conde Pereira Marinho
Comércio – 40015-010 – Salvador BA

investimento:
R$30,00

público-alvo:
Graduados e concluintes em História e disciplinas afins

inscrições e informações:
(71) 3243 2491 | 3243 2666
academico@fcmariani.org.br
de 23 a 27 de março de 2009
das 14:00 às 18:00h, vagas limitadas

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Banner do Evento

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CURSOS PROFISSIONALIZANTES GRATUITOS

O Núcleo Omi-Dudu está lançando a partir do próximo dia 09/02 o Edital de Inscrições para Cursos Profissionalizantes, 1ª etapa 2009.

Atendendo às diretrizes do Programa Jovens Baianos – da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate a Pobreza – SEDES, o Núcleo Omi-Dudu está abrindo o Edital de inscrições para cursos profissionalizantes da 1ª etapa de 2009 do PROJETO DIDÁ ALAMOJÚ II: Escola da Sabedoria – A continuidade de uma experiência voltada para o desenvolvimento sócio-econômico, tecnológico e formação profissional da juventude negra baiana.

O projeto DIDÁ ALAMOJÚ pretende contribuir para o crescimento pessoal e para o enriquecimento das experiências de ações comunitárias de jovens da comunidade negra baiana. Com metodologia focada na preservação dos valores da Cultura Afro-brasileira o projeto irá beneficiar diretamente 600 jovens, de várias comunidades de Salvador, em 05 modalidades de cursos profissionalizantes no período de 03/2009 a 05/2010.

Cada um dos cincos cursos contempla 720h, de formação, divididos em 80% no Módulo de Apreensão e 20% no Módulo de Produção, este ultimo, incluindo a Vivência Prática. Os cursos serão realizados nos dias de segunda, quarta e sexta-feira nos turnos matutino das 07:30h as 11:30h e vespertinos das 13:30h as 17:30h.

Os dias de terça, quinta-feira e sábado serão utilizados para atividades extraclasses. Para participar de um dos cursos do projeto Didá Alamojú devem ser levados em conta alguns critérios combinados:

– Ser afrodescendente ou encaminhado pela comunidade negra de Salvador

– Idade de 16 a 24 anos de ambos os gêneros. – Estudantes da Rede Publica de ensino com escolaridade mínima 8ª serie e máxima 2º Grau em curso

. – Não ter experiência anterior de trabalho formal (carteira assinada). – Não ter sido beneficiado por algum programa social de capacitação.

– Comprovar renda mínima familiar de 02 salário mínimo (Pesquisa socioeconômica).

– Xerox de todos os documentos básicos exigidos para matriculas (Rg, CPF, Carteira de Trabalho, Atestado de residência, comprovante de matricula escolar, 02 fotos 3X4.

– Possuir cartão Salvador Card.

VIII CURSOS E LOCAIS DE INSCRIÇÕES CURSO

N. 01: ESTÉTICA NEGRA – Beleza com os nossos conceitos – 80 VAGAS

Centro Social Urbano da Liberdade – Rua Lima e Silva S/N, próximo ao Shopping Liberdade. Das 08:hs as 18Hs de 09 a 16/02/2009.

CURSO N. 02: CONFECÇÃO E MODA AFRO – Inovação e habilidades para o mercado de consumo – 80 VAGAS

Centro Integrado de Apoio a criança e ao Adolescente – CIAC/ONDINA – Alto de Ondina S/N, próximo a Policia Militar. Das 08Hs as 18hs, de 09 a 16/02/2009.

CURSO N. 03 RECEPCIONISTA AFRO – Beleza e profissionalismo em atendimento 80 VAGAS

Centro Social Urbano do Nordeste de Amaralina – Beco da Cultura S/N, Nordeste. Das 08:hs as 18:hs de 09 a 16/02/2009.

CURSO N. 04 JOVENS EM MOBILIZAÇÃO – Formação de Agentes Socioculturais Comunitários – 30 VAGAS (Encaminhados por organizações)

Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra – CDCN, Rua do Paço S/N, Pelourinho/Centro Histórico. Das 08:hs as 18:hs, de 09 a 16/02/2009.

CURSO N. 05 ETNOMIDIA – Cultura e tecnologia para juventude Negra baiana 30 VAGAS (Encaminhados por organizações do movimento negro).

Biblioteca Publica dos Barris 3º andar, sala n. 06. Das 08:hs as 18:hs de 09 a 16/02/2009

IX PROCEDIMENTOS NAS INSCRIÇÕES, SELEÇÃO E MATRÍCULAS

Os candidatos devem se apresentar nos locais de inscrição munidos dos documentos exigidos. Haverá entrevistas e pesquisa do perfil socioeconômico do (a) jovem pré-selecionado (a). O resultado da pesquisa implicará na efetivação ou não da matricula. Se ficar comprovado a participação de algum jovem em outro projeto social a inscrição será anulada e a vaga preenchida por outro (a) candidato (a).

X RESULTADO DA SELEÇÃO

O resultado com a lista dos jovens selecionados será publicado no dia 27/02/2009 pagina do site da Omi-Dudu e parceiros, bem como nos locais de inscrição. Os jovens selecionados serão chamados para se submeterem a pesquisa do perfil socioeconômico e posterior efetivação da matricula.

CONTATOS: (71) 3334-2948 / 5982

Contatos:

@nucleoomidudu.org.br

http://www.nucleoomidudu.org.br

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Nascida em Angola e radicada em Portugal há cerca de oito anos, a escritora Isabel Ferreira, que está em Salvador desde o último dia 24 de novembro lança seu mais recente trabalho, O guardador de memórias, neste sábado (6) às 10h na Livraria LDM da Piedade. A atividade é gratuita.

Nascida em Luanda, Isabel Ferreira licenciou-se em Direito, em Angola, e em dramaturgia na Escola Superior de Teatro e Cinema de Amadora, Portugal. Dentre as suas publicações, estão os livros de poesia Laços de Amor; Caminhos Ledos; Nirvana; A Margem das Palavras e, Fernando D’Aqui, escrito em prosa. O Guardador de Memórias, seu livro mais recente, é baseado no desabafo de mulheres angolanas insatisfeitas com suas realidades social e sentimental.

Escritora guerreira – Influenciada pela imagem de Che Guevara, em 1976, quando tinha apenas 18 anos Isabel Ferreira fugiu de casa e se juntou a um grupo de guerrilheiros, com os quais lutou na guerra civil angola, no período em que seu país batalhava por liberdade. “A Bahia apresenta aspectos sócio-culturais bastante parecidos com os de Angola. A semelhança cultural está presente na dança, na música, na culinária e até mesmo no temperamento do povo. A ligação entre essas duas localidades remonta ao período em que os Bantus, principal etnia angolana, eram escravizados e comercializados para o Brasil”, afirma Isabel, que visita o país pela segunda vez.

SERVIÇO:

O quê: Lançamento do livro O guardador de memórias

Onde: Salão de eventos da LDM (Rua Direita da Piedade, nº 20)

Quando: Dia 6 (sábado), às 10h.
Informações: (71) 21018007/ 3116-6678

Entrada Franca

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PALESTRAS NO PÓS-AFRO:

Violas D’Angola: sobre viagens, imagens e miragens de música

africana no Brasil dos oitocentos”


Prof. Dr. Salomão Jovino da Silva (Salloma) – PUC/SP

Data: 27 de novembo de 2008

Local: Auditório Milton Santos/CEAO – 18:30


Como entender a crise do Congo/Kinshasa fora dos paradigmas habituais”

Prof. Dr. Jacques Depelchin

Data: 28 de novembo de 2008

Local: Auditório Milton Santos/CEAO – 18:00


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Amigos

Ontem lendo o jornal A Tarde de Salvador, fiquei perplexo com mais um caso de racismo na cidade negra do nosso Brasil. Um taxista desconfiou que três jovens afrodescendentes que estavam no meio de uma corrida fossem assaltantes e chamou a polícia, que de pronto humilhou os pobres rapazes no mesmo ritual de brutalidade e despreparo nos quais norteiam as políticas de insegurança pública. O pior foi que depois de toda a humilhação no qual foram expostos os rapazes foi provada a inocência dos mesmos. Como se fossem deles a obrigação de mostrar se seriam culpados ou não.

Negro aqui em Salvador não é criminoso não, precisamos parar de estigmatizar isto !! O que é criminoso é a falta de educação e um jeito decente de uma pessoa progredir na vida, com meios de subsistência dignos. O que é criminoso são milhões de verbas públicas não chegarem aos quem necessita, ano após ano sistematicamente. Acabou a escravidão pois é nela que se menospreza alguém, subjulga, agride, fere, mata. Vivemos em Salvador, capital mundial do racismo e da desigualdade social do planeta. Onde os que deveriam ser exaltados por causa da contribuição cultural são sistematicamente postos em vigésimo plano, numa manobra de criminosos.

O que esta faltando aos cidadãos baianos é o acesso a educação e ao emprego, pois infelizmente o que vemos é só banho de luz, banho de asfalto, metrô superfaturado, secretarias de governo inchadas com as “boquinhas”, saúde pública ineficaz. Num cenário de abandono e sacanagem administrativa.

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Por sermos um estado negro e somos mesmo, não cabendo discursos sofístas, infelizmente a grande parcela da população não tem acesso às necessidades básicas de todo ser-humano, direitos estes que são assegurados pela Declaração dos Direitos Humanos, que neste ano completou 60 anos. O que impera na Bahia é a Imposição Negligente de Prioridades Particulares esta sim é a nossa declaração. Fato no qual não me orgulho, tenho nojo e revolta. Por isso vivo escrevendo aqui e contando com o fator disseminatório da Internet.

Não quero em hipótese nenhuma a segregação e sim a oportunidade de todos terem acesso ao básico, para só daí com os direitos fundamentais assegurados nós podermos tecer comentários sobre aquele ou aquela pessoa. De outra maneira não cabe, isso seria um preconceito fundamentado em bases históricas e que não refletem a atual situação de abandono da população brasileira.

Este Blog estará sempre antenado com a situação do momento. E sempre que achar pertinente irá resenhar sobre o assunto, pois me calar jamais, nunca.

Dedico este post à todos os meus irmãos e irmãs que foram alvo de crimes, de injustiça e de impiedosa marginalização social. Independentemente de raça.

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Amigos de parceria

Fico preocupado com o que esta acontecendo com as tradições de meu povo, de minha terra. Décadas de tradição e de respeito à nossas raízes estão dando lugar a manifestações de segregação e de imbecilidade cultural, pegando o gancho desses eventos que fazem parte do calendário mundial de festejos, são criados outros, que além de deturpar o significado dos mesmos, contribuem e muito para a síndrome de exclusão que algumas pessoas insistem em continuar a perpetuar em Salvador.

Um exemplo mais do que craxo é o tal de “Bonfim Light” no qual a pergunta fica mais do que implícita. Light porque ?? Um caso mais do que atual da apropriação indevida de um evento que é na sua particularidade popular, multi-cultural, com suas raízes mais do que definidas. Mas o que fazem ?? Vão para um lugar fechado, parecendo um curral, para comemorar o que?? Caros amigos e amigas, a festa do Bonfim em Salvador é uma comemoração do povo do Candomblé, que toma paulada a rodo aqui na Bahia, não é respeitado sobre hipótese nenhuma, pois bem, pegam uma festa de cunho social e cultural e transformam em uma atração particular.

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Acho essa denominação light ridícula, porque será ??? Porque você não encontrará nessa “Light” festa a verdadeira cara da nossa Bahia, a cara que muitos querem esconder, que só querem tirar proveito e não um sistema de cooperação, de implementação de um calendário de festejos amplamente divulgado com o apoio devido às baianas que alegram e, me enchem de orgulho quando vão para as escadarias do bonfim presentear à todos com um gostoso banho de cheiro e, com isso a nossa prece particular. Porque Deus não tem raça e nem forma de se fazer ouvir. Porque Deus caros amigos e amigas se localiza nos nossos corações.

Como baiano me sinto envergonhado, de oportunistas estarem ganhando dinheiro em cima de marcas de reconhecimento mundial. Ainda temos o tal de “Conceição Light” que não deixa de ser outra imbecilidade. Se pelo menos estas festas tivessem um figurino que arremetesse as pessoas que irão a festa ao verdadeiro significado da coisa…. Mostrando na verdade o que é aquilo, em nome de que se comemora, quais pessoas são envolvidas.

Enfim, ser baiano e ter consciência de suas raízes, é ser negro, mesmo quando sua cor de pele denuncie ao contrário, pois a carga cultural e empírica está mais do que presente. Nós baianos respiramos o ser negro todos os dias de nossa existência, não cabendo dúvidas, e sim reflexão e uma participação naquilo que nos cerca. Pois temos que entender, se apropriar do conteúdo, para depois poder falar ou criminosamente destruir um mito que não fora feito por poucos, mas sim por uma cultura. Rica de detalhes, de gestos, de amor no que faz. Essa é a minha Bahia.

Dedico este post à todas as baianas da Bahia. Caleidoscópio único de cores e aromas. Beijo grande!!

Boa quinta à todos !!! Axé !!

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